{"id":51417,"date":"2023-01-13T17:38:12","date_gmt":"2023-01-13T20:38:12","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=51417"},"modified":"2023-01-13T17:38:13","modified_gmt":"2023-01-13T20:38:13","slug":"exposicao-afago-no-sesc-quitandinha-e-prorrogada-artistas-conversam-com-o-publico-neste-domingo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2023\/01\/13\/exposicao-afago-no-sesc-quitandinha-e-prorrogada-artistas-conversam-com-o-publico-neste-domingo\/","title":{"rendered":"<strong>Exposi\u00e7\u00e3o Afago, no Sesc Quitandinha, \u00e9 prorrogada; artistas conversam com o p\u00fablico neste domingo<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o Afago, no Sesc Quitandinha, foi prorrogada. A mostra aberta no Festival Sesc de Inverno 2022, inaugurando um novo conceito de centro cultural no espa\u00e7o, segue em cartaz at\u00e9 o dia 26 de fevereiro. Para marcar a extens\u00e3o da exibi\u00e7\u00e3o, o Sesc promove neste\u00a0<strong>domingo (15\/1)<\/strong>\u00a0conversas com artistas abertas ao p\u00fablico mediante inscri\u00e7\u00f5es no site\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.sescrio.org.br\/\" target=\"_blank\">www.sescrio.org.br<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s&nbsp;<strong>11h<\/strong>, o artista&nbsp;<strong>Ricardo Basbaum<\/strong>&nbsp;conduz uma conversa em que contextualizar\u00e1 as pe\u00e7as expostas a partir de quest\u00f5es de sua pr\u00e1tica art\u00edstica, em torno de temas da arte e do pensamento contempor\u00e2neos. Ser\u00e1 organizada a escuta conjunta do \u00e1udio que integra os conjuntos (\u00eaxtase&amp;exerc\u00edcio), levantando quest\u00f5es em torno do uso da voz e da utiliza\u00e7\u00e3o de fones de ouvido, em suas rela\u00e7\u00f5es com a presen\u00e7a do corpo que se movimenta em contato com as esculturas, em embate direto com as decis\u00f5es de formaliza\u00e7\u00e3o trazidas pelas pe\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s&nbsp;<strong>15h<\/strong>,&nbsp;<strong>Ana Rondon<\/strong>&nbsp;ministra a oficina \u201cO Corpo Natureza e a Po\u00e9tica do Barro\u201d, que investiga a rela\u00e7\u00e3o do corpo com a natureza e analisa de que forma participamos da paisagem que nos rodeia. O tema tem rela\u00e7\u00e3o com a obra de Brigida Baltar exposta na mostra (<em>veja abaixo mais informa\u00e7\u00f5es<\/em>) e, por isso, marca a inaugura\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o educativo para oficinas que leva seu nome: o Espa\u00e7o Brigida Baltar. Trata-se de um mobili\u00e1rio funcional, que pode ser montado e desmontado facilmente e, assim como a exposi\u00e7\u00e3o, ocupar\u00e1 diferentes locais do Quitandinha durante as mostras em exibi\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre a exposi\u00e7\u00e3o Afago<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um convite ao descanso, \u00e0s pausas, a um retardamento do tempo. Essa \u00e9 a ideia central da exposi\u00e7\u00e3o Afago, em cartaz no Sesc Quitandinha, em Petr\u00f3polis. Inaugurada em 2022 por ocasi\u00e3o da 20\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival Sesc de Inverno, a mostra que re\u00fane obras de nove artistas e um coletivo marca o novo conceito de centro cultural no Quitandinha.<\/p>\n\n\n\n<p>As obras s\u00e3o assinadas por artistas de renome nacional e internacional:&nbsp;<strong>Ana Miguel, Br\u00edgida Baltar, Cadu, Ernesto Neto, Hel\u00f4 Sanvoy, Jaime Lauriano, Nydia Negromonte, Ricardo Basbaum, Sant\u00eddio Pereira<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Coletivo Opavivar\u00e1<\/strong>. Instaladas pelos sal\u00f5es, varandas e c\u00fapula, as pe\u00e7as t\u00eam dado novo sentido ao espa\u00e7o, contrastado com a suntuosidade do pal\u00e1cio que abrigou um dos hot\u00e9is-cassino mais badalados da Am\u00e9rica Latina na d\u00e9cada de 40 do s\u00e9culo passado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O p\u00fablico pode, por exemplo, deitar em redes, sentar em roda, escutar e assistir relatos, observar o renascimento de hortali\u00e7as, bater tambor, observar a vegeta\u00e7\u00e3o emoldurada pelas belas e amplas janelas do pal\u00e1cio, entre outras formas de intera\u00e7\u00e3o \u201cAs obras da exposi\u00e7\u00e3o sugerem o convite \u00e0 experimenta\u00e7\u00e3o, ao repouso e \u00e0 intera\u00e7\u00e3o.&nbsp; De outro modo, vivemos um momento de escuta, de conversa, de trocas de experi\u00eancias, no tempo do carinho, do cafun\u00e9, dos abra\u00e7os\u201d, explica Marcelo Campos, curador da mostra ao lado de Filipe Graciano.<\/p>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o inaugura um novo conceito de centro cultural no Sesc Quitandinha. A ideia principal \u00e9 que as exposi\u00e7\u00f5es n\u00e3o fiquem circunscritas a um ou outro sal\u00e3o, mas sejam dispostas pelos diferentes espa\u00e7os do t\u00e9rreo do pal\u00e1cio, administrado pelo Sesc RJ. Al\u00e9m disso, a proposta \u00e9 que as mostras dialoguem com atra\u00e7\u00f5es em outras linguagens art\u00edsticas, como dan\u00e7a, teatro, m\u00fasica, teatro, audiovisual e literatura. Espa\u00e7os gastron\u00f4micos tamb\u00e9m ser\u00e3o inaugurados no pal\u00e1cio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SERVI\u00c7O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exposi\u00e7\u00e3o Afago<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ana Miguel, Br\u00edgida Baltar, Cadu, Ernesto Neto, Hel\u00f4 Sanvoy, Jaime Lauriano, Nydia Negromonte, Ricardo Basbaum, Sant\u00eddio Pereira e Coletivo Opavivar\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 26\/1\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Sesc Quitandinha: Av. Joaquim Rolla 2 &#8211; Petr\u00f3polis<\/p>\n\n\n\n<p>Visita\u00e7\u00e3o: De ter\u00e7as a domingos e feriados, das 10h \u00e0s 18h.<\/p>\n\n\n\n<p>Entrada franca<\/p>\n\n\n\n<p>Inscri\u00e7\u00f5es para 15\/1:<\/p>\n\n\n\n<p>Roda de Conversa:<\/p>\n\n\n\n<p>O Corpo Natureza e a Po\u00e9tica do Barro:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conhe\u00e7a os trabalhos dos artistas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ana Miguel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um espa\u00e7o com l\u00e3s, casulos e o macio da cama remetem ao acordar, dormir, sonhar, fechar os olhos e, a partir da\u00ed, ver. S\u00e3o a\u00e7\u00f5es que convidam o espectador a reduzir o tempo de transitar nos sal\u00f5es de museus e galerias e a deitar em travesseiros, almofadas e camas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Br\u00edgida Baltar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre o corpo e a natureza \u00e9 a t\u00f4nica da obra da artista. Materializando uma pesquisa profunda baseada na teoria de Levi-Strauss, Br\u00edgida apresenta em v\u00eddeo o n\u00e9ctar retirado das plantas pelas abelhas escorrendo como se houvesse sido excretado pelo seu corpo. E em fotografia, Brigida amalgama-se, se camufla, se aninha a um acolchoado de casa de abelha, ora aludindo-se a colmeia, ora a extens\u00f5es do corpo, do cabelo e da barriga.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cadu<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A obra de Cadu \u00e9 um convite para a ativa\u00e7\u00e3o do conhecimento coletivo estabelecido por grupos comunit\u00e1rios. Para al\u00e9m de uma simples cria\u00e7\u00e3o, o processo nesta obra \u2013 mandalas criadas em colabora\u00e7\u00e3o com artistas e comunidade local do bairro de Santa Mar\u00eda la Ribeira, na cidade do M\u00e9xico \u2013 promove o encontro, a fala, a troca de experi\u00eancias e o fortalecimento dos la\u00e7os entre indiv\u00edduos gra\u00e7as \u00e0 tecelagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ernesto Neto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma gigantesca c\u00e1psula vermelha, representando uma nave de convite ao pulsar, ao sopro. O visitante atua, diante da obra, em claro papel ativo, ficando \u00e0 sua livre escolha entrar, conversar, tocar o tambor ou ficar em sil\u00eancio. A obra n\u00e3o \u00e9 determinada na intera\u00e7\u00e3o, nem se inicia nesse encontro. Independentemente de seu ponto de partida ou finaliza\u00e7\u00e3o, esse alcance \u00e9 uma resposta que parte do visitante.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hel\u00f4 Sanvoy<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Batizada de \u201cEst\u00e3o sendo tecidos\u201d, a obra audiovisual tem como mote a reflex\u00e3o sobre a hist\u00f3ria familiar do artista, Impelindo o visitante a pensar na etnicidade. No v\u00eddeo, Hel\u00f4 conversa com sua m\u00e3e, enquanto relembra momentos e pessoas que conheceu e que, possivelmente, foram escravizadas. Para al\u00e9m do passado tr\u00e1gico, o gesto de tran\u00e7ar o cabelo do filho faz com que a conversa e a imagem passem a sensa\u00e7\u00e3o de afago.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jaime Lauriano<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Instalada na c\u00fapula do pal\u00e1cio, a obra do artista, em \u00e1udio e instala\u00e7\u00e3o, joga luz no protagonismo negro, na escrita, na hist\u00f3ria ou em outras manifesta\u00e7\u00f5es. Sua mat\u00e9ria-prima \u00e9 a hist\u00f3ria, neste caso espec\u00edfico, as narrativas negras, que andam juntas sendo indissoci\u00e1veis de seu modo de existir. Na obra, o artista amplia a visibilidade do territ\u00f3rio atrav\u00e9s das presen\u00e7as e das manifesta\u00e7\u00f5es negras que s\u00e3o d\u00e3o nela, em um trabalho de curadoria de hist\u00f3ria, um louvor \u00e0 ancestralidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nydia Negromonte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A artista prop\u00f5e uma conviv\u00eancia entre materialidades naturais, org\u00e2nicas e as relaciona com a\u00e7\u00f5es nas quais a arte convive com o tempo do fazer, do brotar, do observar e do reconhecer. Em \u201cPosta\u201d, o brotamento de hortali\u00e7as envoltas em argila representa a fun\u00e7\u00e3o da terra, mantida a umidade necess\u00e1ria \u00e0 sobreviv\u00eancia dos legumes. Presente nos sal\u00f5es monumentais de um pal\u00e1cio, a obra alerta sobre o perecimento, o apodrecimento, os cheiros e as cores que a natureza nos devolve para aproximar o visitante da consci\u00eancia do finito e lev\u00e1-lo a entender que do fenecimento surgem outras vidas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Opavivar\u00e1<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A proposta do coletivo \u00e9 promover um encontro entre a popular rede de dormir ou descanso de origem ind\u00edgena com o deslocamento acelerado do corpo no cotidiano urbano. A ideia \u00e9 desprender o visitante da pressa, colocando-o, com o balan\u00e7ar coletivo das redes, no ritmo do rio, do mar, do vento e das ondas. Atrav\u00e9s do contato e das ativa\u00e7\u00f5es sensoriais, o objetivo \u00e9 colocar o indiv\u00edduo em estado de calma, em contato consigo e no ritmo do pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ricardo Basbaum<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O artista apresenta um aparato f\u00edsico em que o visitante \u00e9 convidado a uma imers\u00e3o sensorial e conceitual. Um ponto de parada para descanso em que pode admirar a vista das grandiosas janelas do espa\u00e7o expositivo; um ponto intermedi\u00e1rio, de intersec\u00e7\u00e3o de lugares diferentes, sendo de passagem ou de estar. A obra acontece nesse lugar de intensifica\u00e7\u00e3o de contatos, seja do encontro, seja do desencontro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sant\u00eddio Pereira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Natural da caatinga do Piau\u00ed, Sant\u00eddio aprofunda experimento na xilogravura. Da gravura convencional, apreendida em aulas de ateli\u00ea, o conhecimento de marcenaria libera o artista para ousar em escalas, obtendo as imagens pelos procedimentos de incis\u00e3o, recorte e encaixe. O resultado s\u00e3o gravuras em grande escala de brom\u00e9lias, p\u00e1ssaros e gram\u00edneas. O artista organiza sua pesquisa em contato direto com os biomas da Mata Atl\u00e2ntica, Pantanal, Caatinga e Serrado. J\u00e1 os p\u00e1ssaros resultam dessas pesquisas e tamb\u00e9m de recorda\u00e7\u00f5es e mem\u00f3rias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A exposi\u00e7\u00e3o Afago, no Sesc Quitandinha, foi prorrogada. 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