{"id":54438,"date":"2023-03-01T12:23:47","date_gmt":"2023-03-01T15:23:47","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=54438"},"modified":"2023-03-01T12:23:48","modified_gmt":"2023-03-01T15:23:48","slug":"nos-458-anos-do-rio-herancas-indigenas-resistem-ao-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2023\/03\/01\/nos-458-anos-do-rio-herancas-indigenas-resistem-ao-tempo\/","title":{"rendered":"Nos 458 anos do Rio, heran\u00e7as ind\u00edgenas resistem ao tempo"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mem\u00f3ria da coloniza\u00e7\u00e3o europeia predomina na paisagem da cidade<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Rafael de Carvalho Cardoso &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/199509.mp3\"><\/h4>\n\n\n\n<p>O roteiro \u00e9 conhecido. No dia 1\u00ba de mar\u00e7o de 1565, um capit\u00e3o portugu\u00eas chamado Est\u00e1cio de S\u00e1 fundou a cidade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio&nbsp;de Janeiro&nbsp;aos p\u00e9s do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar. Na \u00e9poca, nada mais era do que uma base militar para garantir a posse do territ\u00f3rio.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1513440&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1513440&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Havia a concorr\u00eancia dos franceses, que ocupavam \u00e1reas da Ba\u00eda de Guanabara desde 1555, e de diferentes povos ind\u00edgenas, que habitavam a regi\u00e3o h\u00e1 pelo menos quatro mil anos. Os conflitos entre os grupos tiveram um desfecho na Batalha de Uru\u00e7umirim, em 1567: a alian\u00e7a dos portugueses\/temimin\u00f3s derrotou a dos franceses\/tamoios (ou tupinamb\u00e1s).<\/p>\n\n\n\n<p>Passados 458 anos da funda\u00e7\u00e3o do Rio, as lembran\u00e7as da vit\u00f3ria e da ocupa\u00e7\u00e3o portuguesa t\u00eam destaque na paisagem urbana carioca. Mas a participa\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas, mesmo sendo protagonistas nesses eventos e no desenvolvimento da regi\u00e3o, \u00e9 praticamente invis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>A Igreja de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, no bairro da Tijuca, re\u00fane os principais s\u00edmbolos portugueses daquele per\u00edodo. L\u00e1 encontra-se uma pedra retangular com um desenho do bras\u00e3o de armas do pa\u00eds. Acredita-se que seja o marco fincado na terra pelo grupo de Est\u00e1cio de S\u00e1 quando da funda\u00e7\u00e3o da cidade. Na igreja, est\u00e3o tamb\u00e9m a l\u00e1pide (constru\u00edda em 1583) e os restos mortais dele.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m desses vest\u00edgios hist\u00f3ricos, um memorial ajuda a perpetuar a fama do portugu\u00eas no Aterro do Flamengo. Uma pir\u00e2mide de pedra, projetada pelo arquiteto Lucio Costa, foi inaugurada em 1973, como Monumento a Est\u00e1cio de S\u00e1. No subsolo, h\u00e1 um centro de visitantes com r\u00e9plica da l\u00e1pide e material informativo sobre o homenageado.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte dos vest\u00edgios antigos dos povos ind\u00edgenas foi destru\u00edda durante o per\u00edodo de coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa. E&nbsp;hoje&nbsp;em dia n\u00e3o h\u00e1 memorial equivalente ao de Est\u00e1cio de S\u00e1 que fa\u00e7a men\u00e7\u00e3o \u00e0 heran\u00e7a desses povos na constru\u00e7\u00e3o e na forma\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio que veio a ser o Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/CAdyQT5BDpiqYr22cgEo6SaU0Fk=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/trbr6778.jpg?itok=SuOgULOC\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 28\/02\/2023 - Monumento a Est\u00e1cio de S\u00e1, no aterro do Flamengo, zona sul da cidade. Foto:T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Monumento a Est\u00e1cio de S\u00e1, no Aterro do Flamengo, zona sul do Rio.&nbsp;<strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Existe uma est\u00e1tua de Ararib\u00f3ia, l\u00edder dos temimin\u00f3s e colaborador dos portugueses, do outro lado da ba\u00eda, na cidade de Niter\u00f3i. No Rio, mal se conhece o nome de Aymber\u00ea, por exemplo, que liderou a resist\u00eancia dos tamoios. A est\u00e1tua do Curumim, na Lagoa Rodrigo de Freitas, \u00e9 a \u00fanica refer\u00eancia da presen\u00e7a pr\u00e9-colonial dos tamoios (sem nenhum tipo de placa informativa). Mesmo assim, \u00e9 um marco gen\u00e9rico por se referir a uma palavra da l\u00edngua tupi que significa crian\u00e7a ou menino. At\u00e9 o nome da lagoa \u00e9 um s\u00edmbolo importante de apagamento: enquanto os habitantes nativos a chamavam de Sacop\u00e3, Piragu\u00e1 ou Sacopenap\u00e3, o nome que persiste at\u00e9&nbsp;hoje&nbsp;\u00e9 o de um portugu\u00eas, capit\u00e3o do ex\u00e9rcito, Rodrigo de Freitas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDesde 2015, com a efem\u00e9ride dos 450 anos, essa data da funda\u00e7\u00e3o da cidade vem com muita for\u00e7a. Mas a gente tem que lembrar que, bem antes da guerra de funda\u00e7\u00e3o da cidade, em 1565, a regi\u00e3o j\u00e1 tinha sido ocupada por outros povos que n\u00e3o eram os portugueses. Ent\u00e3o, \u00e9 importante falar da nossa heran\u00e7a ind\u00edgena\u201d, lembra o historiador Rafael Mattoso, especialista na hist\u00f3ria do Rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA cidade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio&nbsp;de Janeiro&nbsp;foi constru\u00edda em cima de aldeias ind\u00edgenas. A funda\u00e7\u00e3o dela marca a reden\u00e7\u00e3o do colonizador sobre os povos origin\u00e1rios. E para esse triunfo dos portugueses, muito sangue ind\u00edgena foi derramado. A partir de ent\u00e3o, toda a visibilidade da mem\u00f3ria coloca o colonizador como protagonista, quando na verdade n\u00e3o foi assim. Para os portugueses conseguirem consolidar a coloniza\u00e7\u00e3o, tiveram de fazer alian\u00e7a com lideran\u00e7as ind\u00edgenas. O n\u00famero de franceses e portugueses era infinitamente menor do que o dos tupinamb\u00e1s, tamoios e temimin\u00f3s\u201d, refor\u00e7a a historiadora Ana Paula da Silva, doutora em mem\u00f3ria social e pesquisadora do Programa de Estudos dos Povos Ind\u00edgenas (Pro \u00cdndio), da Universidade do Estado do Rio&nbsp;de Janeiro&nbsp;(UERJ).<\/p>\n\n\n\n<p>No s\u00e9culo 16, quando os europeus chegaram \u00e0 regi\u00e3o, cronistas franceses estimaram que existiam entre 30 e 40 aldeias ao redor da Ba\u00eda de Guanabara, com popula\u00e7\u00e3o que variava entre 500 a tr\u00eas mil por aldeia. A coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa avan\u00e7ou sobre os territ\u00f3rios e provocou a morte de ind\u00edgenas por meio de conflitos armados e doen\u00e7as. Muitos dos que sobreviveram foram usados como for\u00e7a de trabalho compuls\u00f3ria na abertura de estradas, constru\u00e7\u00e3o de engenhos, de fortalezas e de estruturas que&nbsp;hoje&nbsp;s\u00e3o pontos tur\u00edsticos do Rio&nbsp;de Janeiro. Como \u00e9 o caso do Passeio P\u00fablico, do Pa\u00e7o Imperial e dos Arcos da Lapa. Mas essa participa\u00e7\u00e3o, mesmo que feita sob coer\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia, \u00e9 esquecida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">M\u00e3o de obra explorada<\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 muitos documentos que mostram essa explora\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra ind\u00edgena no Rio&nbsp;de Janeiro. E n\u00e3o existe a materializa\u00e7\u00e3o dessa mem\u00f3ria. Voc\u00ea vai nos Arcos da Lapa, n\u00e3o tem sequer uma plaquinha dizendo que a estrutura foi constru\u00edda a partir do trabalho ind\u00edgena\u201d, critica a historiadora Ana Paula da Silva, sobre o processo que aconteceu nos s\u00e9culos 17 e 18, de cria\u00e7\u00e3o do que ent\u00e3o se chamava Aqueduto da Carioca, para conduzir \u00e1gua do Rio Carioca para o centro.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto emblem\u00e1tico para a historiadora \u00e9 o Outeiro da Gl\u00f3ria, onde&nbsp;hoje&nbsp;est\u00e1 situada a Igreja de Nossa Senhora da Gl\u00f3ria. Antes chamado de Uru\u00e7umirim, o morro foi o lugar da j\u00e1 mencionada vit\u00f3ria de Portugal em 1567. A estrutura cat\u00f3lica foi constru\u00edda em cima do que era uma aldeia tupinamb\u00e1, chamada Kari\u00f3k ou Kari\u00f3g, que na l\u00edngua tupi significava \u201ccasa de \u00edndio carij\u00f3\u201d. O nome pode&nbsp;ter&nbsp;dado origem \u00e0 palavra carioca. A perman\u00eancia do gent\u00edlico nos dias atuais \u00e9 um s\u00edmbolo de resist\u00eancia ind\u00edgena \u00e0s a\u00e7\u00f5es de apagamento e silenciamento ao longo do tempo. Por mais que a materialidade desses povos seja rara, ela se mant\u00e9m forte por meio das heran\u00e7as imateriais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Heran\u00e7a cultural<\/h2>\n\n\n\n<p>O patrim\u00f4nio lingu\u00edstico carioca deve muito aos habitantes mais antigos da terra, mesmo que a origem dos termos n\u00e3o seja t\u00e3o popular. No artigo \u201cO Rio de Janeiro continua \u00edndio\u201d, do professor e antrop\u00f3logo Jos\u00e9 Ribamar Bessa Freire, s\u00e3o listadas as principais marcas imateriais desses povos no cotidiano da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, por exemplo, bairros e acidentes geogr\u00e1ficos que conservam nomes de aldeias: Guanabara (ba\u00eda semelhante a um rio), Pavuna (lugar atoladi\u00e7o), Iraj\u00e1 (cuia de mel), Igua\u00e7u (rio grande), Ipanema (rio sem peixe), Icara\u00ed (\u00e1gua clara), Maracan\u00e3 (semelhante a um chocalho) e outros como Tijuca, Jacarepagu\u00e1, Guaratiba, Sepetiba, Acari e Itagua\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<p>Cultivos de plantas e h\u00e1bitos alimentares espec\u00edficos tamb\u00e9m v\u00eam dessa heran\u00e7a. Basta lembrar itens b\u00e1sicos de sustento como o milho, o amendoim, a mandioca, o feij\u00e3o. E o conhecimento sobre plantio e consumo de frutas&nbsp;hoje&nbsp;comuns como o abacaxi, o pequi e o caju.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Arqueologia e museus<\/h2>\n\n\n\n<p>As pistas da ocupa\u00e7\u00e3o ancestral ind\u00edgena do territ\u00f3rio est\u00e3o nos sambaquis, s\u00edtios arqueol\u00f3gicos formados por conchas, mariscos e peda\u00e7os de madeira. Levantamento do Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan-RJ) indica que h\u00e1 no munic\u00edpio 40 sambaquis cadastrados. Um dos mais recentes foi encontrado em 2018, nas obras do Aeroporto Internacional Tom Jobim\/Gale\u00e3o, e data possivelmente de quatro mil anos. Os s\u00edtios arqueol\u00f3gicos n\u00e3o s\u00e3o lugares de f\u00e1cil acesso ao p\u00fablico leigo, ficam mais restritos aos trabalhos de especialistas. Os principais museus dedicados aos sambaquis est\u00e3o fora do munic\u00edpio: Museu do Sambaqui da Tarioba (Rio das Ostras) e Museu do Sambaqui da Beirada (Saquarema).<\/p>\n\n\n\n<p>Documentos e objetos etnogr\u00e1ficos relacionados aos ind\u00edgenas podem ser encontrados em institui\u00e7\u00f5es como o Arquivo Geral da Cidade, o Arquivo P\u00fablico do Estado do Rio de Janeiro, a Biblioteca Nacional e o Arquivo Nacional. O munic\u00edpio tem um espa\u00e7o dedicado especialmente ao tema, o Museu do \u00cdndio, em Botafogo. Mas ele est\u00e1 fechado para reformas desde 2016, com previs\u00e3o de reabertura apenas no segundo semestre de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>O museu est\u00e1 nesse endere\u00e7o desde 1978. Antes disso, a sede ficava em um espa\u00e7o \u2013 criado em 1953 &#8211; ao lado do est\u00e1dio do Maracan\u00e3. O edif\u00edcio antigo ficou abandonado e foi ocupado por ind\u00edgenas em 2006, que pediam a cria\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o cultural. Em 2013, houve uma reintegra\u00e7\u00e3o de posse violenta por for\u00e7as do estado. Uma parte dos ocupantes deixou o local e outra permanece at\u00e9&nbsp;hoje. O governo estadual prometeu restaurar o pr\u00e9dio e criar um Centro de Refer\u00eancia da Cultura dos Povos Ind\u00edgenas, mas o projeto ainda n\u00e3o saiu do papel.<\/p>\n\n\n\n<p>A<strong>&nbsp;Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;perguntou \u00e0 Prefeitura do Rio se h\u00e1 projetos para valoriza\u00e7\u00e3o e maior visibilidade da heran\u00e7a ind\u00edgena. N\u00e3o houve resposta at\u00e9 o fechamento da mat\u00e9ria. Sobre a Aldeia Maracan\u00e3, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio&nbsp;de Janeiro&nbsp;respondeu, em nota, que planeja abrir di\u00e1logo com o novo Minist\u00e9rio dos Povos Ind\u00edgenas para encontrar uma solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mem\u00f3ria da coloniza\u00e7\u00e3o europeia predomina na paisagem da cidade Por Rafael de Carvalho Cardoso &#8211;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":54439,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-54438","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54438","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54438"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54438\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54440,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54438\/revisions\/54440"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54439"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54438"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54438"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54438"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}