{"id":55338,"date":"2023-03-14T14:45:13","date_gmt":"2023-03-14T17:45:13","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=55338"},"modified":"2023-03-14T14:45:16","modified_gmt":"2023-03-14T17:45:16","slug":"diretora-do-instituto-marielle-quer-mais-mulheres-negras-na-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2023\/03\/14\/diretora-do-instituto-marielle-quer-mais-mulheres-negras-na-politica\/","title":{"rendered":"Diretora do Instituto Marielle quer mais mulheres negras na pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">L\u00edgia Batista assumiu cargo com sa\u00edda de Anielle para minist\u00e9rio<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Rafael Cardoso &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/200222.mp3\"><\/h4>\n\n\n\n<p>Desde fevereiro deste ano, o Instituto Marielle tem nova diretora. A advogada L\u00edgia Batista, de 29 anos, assumiu o cargo depois que Anielle Franco, irm\u00e3 da vereadora assassinada em&nbsp;14 de mar\u00e7o de 2018, aceitou o convite para comandar o Minist\u00e9rio da Igualdade Racial. L\u00edgia tem a responsabilidade de dirigir uma institui\u00e7\u00e3o criada ainda em 2018 para preservar o legado de Marielle e pressionar as autoridades que investigavam o caso. A institui\u00e7\u00e3o cresceu e se prop\u00f5e hoje a liderar projetos de inclus\u00e3o de mulheres negras e pessoas oriundas de favelas em postos de poder no pa\u00eds.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1516049&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1516049&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A nova diretora se formou em direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2016 e faz mestrado em pol\u00edticas p\u00fablicas em direitos humanos na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A pesquisa acad\u00eamica \u00e9 voltada \u00e0&nbsp;representa\u00e7\u00e3o de mulheres negras na pol\u00edtica. Ela trabalhou durante quase seis&nbsp;anos na Anistia Internacional e quatro&nbsp;na Open Society Foundations (rede internacional de filantropia). L\u00edgia conheceu Marielle Franco quando a parlamentar integrava a Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) com Marcelo Freixo, antes mesmo de se eleger vereadora em 2016. Ela se tornou uma inspira\u00e7\u00e3o para a advogada, que assume agora a nova responsabilidade com orgulho e carinho especial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: Como foi constru\u00edda sua trajet\u00f3ria profissional e intelectual at\u00e9 aqui, antes de chegar ao Instituto Marielle? Voc\u00ea sempre atuou na \u00e1rea de direitos humanos?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>L\u00edgia Batista<\/strong>: Come\u00e7o a me entender a partir da faculdade de direito. Eu considerava a possibilidade de atuar no sistema de Justi\u00e7a, em alguma fun\u00e7\u00e3o como defensora p\u00fablica, promotora, ju\u00edza, mas nunca consegui me perceber t\u00e3o confort\u00e1vel nesse tipo de lugar. At\u00e9 porque o sistema de Justi\u00e7a reproduz v\u00e1rias coisas que me afetam em v\u00e1rios sentidos, tanto no que se refere ao que significa ser uma pessoa preta ali dentro, ser uma mulher, ser uma pessoa jovem. Eu n\u00e3o me sentia confort\u00e1vel com a ideia de estar ali dentro. Ainda que eu ache super importante que tenhamos pessoas comprometidas em transformar o sistema por dentro. Mas escolhi caminhar a partir da sociedade civil e come\u00e7o a minha jornada dentro da Anistia Internacional. L\u00e1, em 2013, eu passo a compor a equipe de pesquisa pol\u00edtica da organiza\u00e7\u00e3o, e a minha trajet\u00f3ria de atua\u00e7\u00e3o em direitos humanos foi fortemente constru\u00edda a partir dessa primeira grande experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 trabalhei com v\u00e1rias agendas, tanto o direito \u00e0 moradia adequada, recursos naturais, direito ao protesto, mas o que influenciou muito a minha trajet\u00f3ria profissional foi seguramente a agenda de seguran\u00e7a p\u00fablica e sistema de Justi\u00e7a Criminal. Eu atuava muito fortemente com a agenda de enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia policial, fazia acompanhamento das v\u00edtimas, dos familiares de&nbsp;v\u00edtimas de viol\u00eancia. Inclusive, esse \u00e9 o grande ponto que me conecta com a trajet\u00f3ria da Marielle, porque \u00e9 justamente por causa&nbsp;desse trabalho na agenda de seguran\u00e7a p\u00fablica que come\u00e7o a articular com a Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da Alerj, que na \u00e9poca ela coordenava. E \u00e9 ali que a gente cria minimamente um fluxo de poder &#8211; encaminhar, por meio&nbsp;da Anistia, esses familiares para que fossem acolhidos pela Assembleia Legislativa, para que essa comiss\u00e3o ajudasse a encaminhar as fam\u00edlias&nbsp;ao&nbsp;atendimento psicossocial, para serem acompanhados nos encontros do Minist\u00e9rio P\u00fablico, nas delegacias de pol\u00edcia. Essa conex\u00e3o surge a partir da\u00ed e, ap\u00f3s o assassinato da Mari, a minha conex\u00e3o com a fam\u00edlia se d\u00e1 ainda dentro da Anistia, por conta da campanha de justi\u00e7a por Marielle e Anderson, que a Anistia Internacional construiu aquela \u00e9poca, logo ap\u00f3s o assassinato. Foi muito importante o posicionamento da Anistia naquele momento, porque o instituto ainda n\u00e3o tinha sido fundado, as organiza\u00e7\u00f5es ainda estavam entendendo como reagir ao que tinha acontecido e a Anistia Internacional se mobilizou e construiu uma estrat\u00e9gia que envolvia campanhas de sensibiliza\u00e7\u00e3o da sociedade para esse caso. A&nbsp;partir da\u00ed, conhe\u00e7o dona Marinete, seu Ant\u00f4nio, Luyara, Anielle, M\u00f4nica Ben\u00edcio. Essa conex\u00e3o se d\u00e1 durante o meu per\u00edodo de consolida\u00e7\u00e3o da carreira no campo de pesquisa em direitos humanos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/fCiB9_ddq5AOb_K86j6MCEt2dSM=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/transio-ligia-70223_52675500899_o.jpg?itok=iuV2Aztn\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ) -  Especial Marielle Franco - Mat\u00e9ria 4 - Instituto Marielle Franco.  Foto: Arquivo Pessoal\" title=\"Arquivo pessoal\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Advogada Ligia Batista \u00e9 a atual presidente do Instituto Marielle Franco \/ Arquivo pessoal<\/h6>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: Como foram os encontros pessoais que voc\u00ea teve com a Marielle? Ela se tornou uma refer\u00eancia pela atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>L\u00edgia Batista<\/strong>: Sim. Tanto no n\u00edvel profissional, quanto no n\u00edvel pessoal, a Marielle tinha um lugar de inspira\u00e7\u00e3o para mim. Inclusive, em um momento muito delicado da minha vida em que sofri ass\u00e9dio no transporte p\u00fablico. Foi um momento bastante traum\u00e1tico. A Marielle, j\u00e1 eleita como vereadora, me acolheu, me recebeu, pensou comigo quais eram os encaminhamentos poss\u00edveis. Entendendo que o mandato dela demandava esse lugar da mobiliza\u00e7\u00e3o coletiva. Era um lugar de cuidado, de fazer pol\u00edtica de afeto. Ent\u00e3o, para mim, a Marielle tem uma import\u00e2ncia n\u00e3o s\u00f3 do ponto de vista profissional, mas tamb\u00e9m do ponto de vista pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela sempre serviu muito de inspira\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque era uma pessoa muito presente no dia a dia das lutas, ent\u00e3o todo mundo encontrava com ela em reuni\u00f5es de movimentos sociais, em audi\u00eancias p\u00fablicas, em tudo que&nbsp;era lugar. A partir do momento em que ela atua na Comiss\u00e3o de Direitos Humanos, e depois disso quando assume como vereadora, a presen\u00e7a dela parecia ainda maior nos espa\u00e7os. Era uma pessoa ativa, circulava muito pela cidade e pelo estado do Rio. E poder encontr\u00e1-la, abra\u00e7ar, poder celebrar a vit\u00f3ria na elei\u00e7\u00e3o, sempre era motivo de muita alegria para mim e para outras pessoas. Ainda que seja muito triste&nbsp;ter&nbsp;de marcar essa meia d\u00e9cada sem respostas, tamb\u00e9m \u00e9 motivo de muito orgulho poder seguir dando continuidade ao trabalho no Instituto Marielle Franco neste momento. Mais ainda com essa possibilidade de suceder uma ministra. \u00c9 uma grande responsabilidade, mas ainda assim \u00e9 motivo de muito orgulho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: Como foi receber esse convite para liderar o instituto e defender o legado da Marielle?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>L\u00edgia Batista<\/strong>: Acho que a indica\u00e7\u00e3o vem por muitas raz\u00f5es. A primeira delas se relaciona com o fato de que eu tive a possibilidade de&nbsp;ter&nbsp;cruzado com Marielle em algum momento e de conhecer sua&nbsp;trajet\u00f3ria. Mas, acima de tudo, de&nbsp;ter&nbsp;uma rela\u00e7\u00e3o de muita confian\u00e7a com a fam\u00edlia. J\u00e1 que desde o come\u00e7o, desde a minha atua\u00e7\u00e3o na Anistia Internacional, essa rela\u00e7\u00e3o vinha se estabelecendo. At\u00e9 depois, quando come\u00e7o a construir parte da minha trajet\u00f3ria profissional dentro da filantropia internacional. \u00c9 onde eu mobilizava redes que atuavam pelo enfrentamento ao racismo na Am\u00e9rica Latina. Eu continuava como grande apoiadora do instituto e acompanhei desde a cria\u00e7\u00e3o, desde o in\u00edcio desse processo. Ent\u00e3o, o fato de eu&nbsp;ter&nbsp;a experi\u00eancia na sociedade civil, de&nbsp;ter&nbsp;uma rela\u00e7\u00e3o boa com a fam\u00edlia, com os parceiros do Instituto Marielle Franco, foi importante.<\/p>\n\n\n\n<p>E o convite veio nesse momento dos grandes desafios de transi\u00e7\u00e3o, em que temos&nbsp;que n\u00e3o s\u00f3 responder as demandas do 14 de Mar\u00e7o, do caso e das demais coisas que a gente faz por aqui, mas tamb\u00e9m estruturar essa organiza\u00e7\u00e3o. Porque queremos&nbsp;que o instituto sobreviva para&nbsp;sempre, independentemente da nossa exist\u00eancia aqui. Ent\u00e3o, venho tamb\u00e9m para agregar nesse sentido, de ajudar a dar cada vez mais musculatura para o instituto Marielle Franco&nbsp;hoje&nbsp;e para o que ele se prop\u00f5e a ser no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: O instituto surge de uma iniciativa da fam\u00edlia da vereadora, para defender a mem\u00f3ria dela. Voc\u00ea assumir como diretora no lugar da Anielle representa uma mudan\u00e7a tamb\u00e9m no sentido de ampliar os projetos e as a\u00e7\u00f5es al\u00e9m da hist\u00f3ria da fam\u00edlia? Focar mais em pol\u00edticas de combate ao racismo, ao feminic\u00eddio e em pol\u00edticas de inclus\u00e3o para mulheres negras?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>L\u00edgia Batista<\/strong>: Sim, venho para dar continuidade, porque ainda que eu n\u00e3o seja da fam\u00edlia, sou uma pessoa que conhece o caso, que tem uma rela\u00e7\u00e3o boa com eles&nbsp;e com as organiza\u00e7\u00f5es parceiras. E tenho a inten\u00e7\u00e3o de dar seguimento a projetos importantes que temos constru\u00eddo internamente. Um deles, por exemplo, \u00e9 a Agenda Marielle Franco, que serve como essa grande carta de princ\u00edpios, como ferramenta pol\u00edtica que busca garantir compromissos de parlamentares progressistas no Brasil com as pautas e pr\u00e1ticas que Marielle tinha quando estava no exerc\u00edcio do mandato.<\/p>\n\n\n\n<p>A gente \u00e9 muito procurado, dentro dessa agenda de homenagens, para ajudar a orientar no sentido de como construir pe\u00e7as, livros, enfim, uma dezena de coisas que se referem ao resgate da mem\u00f3ria de&nbsp;Marielle para a sociedade brasileira. Temos um sonho, no futuro, de criar um centro de mem\u00f3ria e ancestralidade da Marielle Franco, que conte com acervo da hist\u00f3ria dela. J\u00e1 estamos&nbsp;em processo de cataloga\u00e7\u00e3o. N\u00f3s temos a\u00ed v\u00e1rios caminhos abertos para explorar, mas costumamos escrever o nosso trabalho em quatro grandes linhas. Primeiro, o eixo de Justi\u00e7a pelo caso. Segundo, manter viva a mem\u00f3ria de Marielle. Terceiro, a multiplica\u00e7\u00e3o do legado. E, por fim, ser capaz de regar essas sementes, tanto no sentido de seguir inspirando outras mulheres a entrarem na pol\u00edtica,&nbsp;mas tamb\u00e9m de mobilizar novas gera\u00e7\u00f5es para estarem junto, ativistas que estejam comprometidos com as nossas causas. A rede de sementes \u00e9 uma iniciativa que a gente tem tentado consolidar ao longo dos \u00faltimos anos, que \u00e9 basicamente uma rede de mobiliza\u00e7\u00e3o de pessoas ao redor do Brasil inteiro em prol das a\u00e7\u00f5es que o Instituto tem desenvolvido. Ent\u00e3o, esses t\u00eam sido os principais caminhos de atua\u00e7\u00e3o no momento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/JWmoPw2riidSe3LrOPG50DxukZA=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/transio-ligia-70223_52675513694_o.jpg?itok=3zoEcNFx\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ) -  Especial Marielle Franco - Mat\u00e9ria 4 - Instituto Marielle Franco.  Foto: Arquivo Pessoal\" title=\"Arquivo pessoal\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Advogada L\u00edgia Batista ao lado da m\u00e3e de Marielle Franco, Marinete da Silva \/ Arquivo pessoal<\/h6>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: Quais as perspectivas de interlocu\u00e7\u00e3o entre o instituto, a sociedade e o poder p\u00fablico neste momento de transi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica,&nbsp;levando em conta o refor\u00e7o da Anielle no Minist\u00e9rio da Igualdade Racial e a perda de protagonismo dos grupos pol\u00edticos que alimentavam discursos de \u00f3dio e eram contr\u00e1rios \u00e0s pautas que o instituto defende.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>L\u00edgia Batista<\/strong>: Esse novo momento pol\u00edtico \u00e9 de retomada de um projeto democr\u00e1tico. Est\u00e1vamos vendo,&nbsp;a passos largos, o avan\u00e7o do bolsonarismo no Brasil, que n\u00e3o deixou de existir. A gente percebe que o conservadorismo e a extrema-direita continuam crescendo.&nbsp;\u00c9&nbsp;fundamental, no contexto de retomada de um projeto democr\u00e1tico de poder, que a sociedade civil esteja forte e engajada na promo\u00e7\u00e3o de uma agenda de direitos. \u00c9 importante, neste momento do&nbsp;14 de Mar\u00e7o, que sejamos capazes de reconhecer a import\u00e2ncia da resposta sobre esses assassinatos, porque acredito que dar uma resposta dialoga com o que \u00e9 a democracia brasileira. A gente est\u00e1 num pa\u00eds que \u00e9 extremamente violento, que historicamente sempre matou muitos defensores de direitos humanos nas mais diversas posi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de respostas sobre o assassinato de Marielle e Anderson s\u00f3 alimenta a continuidade desse ciclo. E gera um clima de medo e de inseguran\u00e7a para que outras mulheres negras possam ocupar espa\u00e7os de poder e tomadas de decis\u00e3o. Ent\u00e3o, \u00e9 fundamental que o Estado brasileiro seja capaz de resolver esse crime. Que a gente n\u00e3o permita que quem mandou matar siga impune e que possa continuar perpeturando essas mesmas viol\u00eancias contra outras companheiras e ativistas, contra outras mulheres negras e trans comprometidas com a agenda de direitos humanos. Parece fundamental que reconhe\u00e7amos este&nbsp;momento como de vit\u00f3ria da retomada democr\u00e1tica, mas tamb\u00e9m de continuarmos muito alertas, porque o conservadorismo e a extrema-direita seguem em crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Gra\u00e7a Adjuto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L\u00edgia Batista assumiu cargo com sa\u00edda de Anielle para minist\u00e9rio Por Rafael Cardoso &#8211; Rep\u00f3rter<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":55339,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-55338","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55338","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55338"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55338\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55340,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55338\/revisions\/55340"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55339"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55338"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55338"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55338"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}