{"id":56298,"date":"2023-03-28T15:04:25","date_gmt":"2023-03-28T18:04:25","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=56298"},"modified":"2023-03-28T15:04:26","modified_gmt":"2023-03-28T18:04:26","slug":"museu-nacional-integra-estudo-sobre-73-colecoes-de-historia-natural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2023\/03\/28\/museu-nacional-integra-estudo-sobre-73-colecoes-de-historia-natural\/","title":{"rendered":"Museu Nacional integra estudo sobre 73 cole\u00e7\u00f5es de hist\u00f3ria natural"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Pesquisa registrou dados sobre 1,1 bilh\u00e3o de pe\u00e7as de todo o mundo<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Alana Gandra &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/201010.mp3\"><\/h4>\n\n\n\n<p>O paleont\u00f3logo Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), \u00e9 um dos cientistas que realizaram estudo sobre as cole\u00e7\u00f5es de 73 museus de hist\u00f3ria natural de todo o mundo.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1519020&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1519020&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento das cole\u00e7\u00f5es mundiais de hist\u00f3ria natural foi publicado, na \u00faltima quarta-feira (22), na revista internacional&nbsp;<em>Science<\/em>. Outros dois pesquisadores do Museu Nacional participaram do trabalho: a diretora adjunta de cole\u00e7\u00f5es, Cristiana Serejo, do Departamento de Invertebrados, e o chefe do Departamento de Vertebrados, Paulo Passos.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo registrou informa\u00e7\u00f5es sobre 1,1 bilh\u00e3o de pe\u00e7as reunidas por 4,5 mil pesquisadores e mais de 4 mil volunt\u00e1rios. Os dados iniciais referentes \u00e0&nbsp;<em>Global Collections<\/em>&nbsp;podem ser acessados na&nbsp;<a href=\"https:\/\/zenodo.org\/record\/6985399\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">plataforma Zenodo<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho foi organizado pelo paleont\u00f3logo Kirk Johnson, do Smithsonian National Museum of Natural History, e pelo ornit\u00f3logo Ian Owens, da Cornell University, com financiamento do<em>&nbsp;Smithsonian Museum<\/em>, do Museu de Hist\u00f3ria Natural de Londres e do Museu Americano de Hist\u00f3ria Natural.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, Alexander Kellner informou que, antes de o Museu Nacional sofrer o inc\u00eandio que quase o destruiu totalmente, em 2018, j\u00e1 havia a ideia de se fazer um grande cat\u00e1logo de hist\u00f3ria natural em n\u00edvel mundial. \u201cPorque n\u00f3s temos muita informa\u00e7\u00e3o e essa informa\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes, fica perdida. \u00c0s vezes, tamb\u00e9m, eu tenho uma informa\u00e7\u00e3o que outro museu est\u00e1 precisando e ele n\u00e3o sabe que eu tenho\u201d. Destacou ainda que h\u00e1 problemas que afetam todos os museus no planeta, como a quest\u00e3o da preserva\u00e7\u00e3o dos ambientes e a biodiversidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Linguagem comum<\/h2>\n\n\n\n<p>Ele acentuou que, muitas vezes, pol\u00edticas p\u00fablicas podem funcionar para uma regi\u00e3o, mas n\u00e3o para outras. \u201cE se voc\u00ea quer fazer uma coisa mais geral, tem que entender exatamente como est\u00e1 a quest\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o sobre biodiversidade em todos os pa\u00edses, em todas as regi\u00f5es\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Capitaneados por Kirk Johnson, os cientistas pretendiam reunir os principais museus de hist\u00f3ria natural no mundo, visando ter dados gerais que possam ser utilizados por todos.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento das informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 tarefa simples, porque \u00e9 necess\u00e1rio ter uma linguagem comum, explicou Kellner. \u201cTem todo um trabalho de refinamento que envolveu bastante tempo entre as institui\u00e7\u00f5es para que a gente pudesse falar a mesma l\u00edngua. Isso foi alcan\u00e7ado agora&#8221;, garantiu.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor do Museu Nacional comentou que a iniciativa n\u00e3o termina em si mesma, mas marca o in\u00edcio da tarefa e deve servir de inspira\u00e7\u00e3o para que se possa avan\u00e7ar e envolver ainda mais museus pelo mundo. No levantamento, h\u00e1 predomin\u00e2ncia dos museus europeus, em detrimento dos museus da Am\u00e9rica do Sul e da \u00c1frica, por exemplo. \u201cIsso tem que mudar\u201d, opinou.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria das institui\u00e7\u00f5es encontra-se no hemisf\u00e9rio norte, na Europa e nos Estados Unidos, como &nbsp;importantes museus e centros de pesquisa no Brasil, M\u00e9xico e Austr\u00e1lia, principalmente. Os contatos com o Museu Nacional foram feitos em torno de 2017, mas o grupo internacional de cientistas j\u00e1 estava trabalhando desde 2016.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dever de casa<\/h2>\n\n\n\n<p>Kellner disse que, no caso do Museu Nacional, a ideia \u00e9 fazer o seu pr\u00f3prio dever de casa, uma vez que as informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis da institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o eram as mais completas. \u201cFoi um aprendizado para a gente\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3ximo passo ser\u00e1 a digitaliza\u00e7\u00e3o das cole\u00e7\u00f5es para &nbsp;disponibilizar os dados. O diretor est\u00e1 em busca de financiamento para a tarefa. Ele disp\u00f5e de recursos da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), mas garantiu que est\u00e1 procurando mais verbas para expandir a tarefa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo a gente atrai outros parceiros? \u00c9 mostrando o que a gente faz, convidando-os a participar e tentando, de alguma forma, prestar aux\u00edlio para que eles possam tamb\u00e9m fazer esse trabalho. \u00c9 preciso entender que muitos museus, lamentavelmente, n\u00e3o t\u00eam nem gerente de cole\u00e7\u00f5es. H\u00e1 uma conscientiza\u00e7\u00e3o de que esse trabalho ajuda nessa linha e a gente tem que promover no nosso pa\u00eds e nas demais na\u00e7\u00f5es em desenvolvimento. \u00c9 necess\u00e1rio cuidar das cole\u00e7\u00f5es que temos. Isso \u00e9 fundamental e requer recursos&#8221;, assegurou. A segunda etapa do estudo j\u00e1 come\u00e7ou e consiste em detalhar mais os dados compilados, atuando tamb\u00e9m na digitaliza\u00e7\u00e3o das cole\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Riscos<\/h2>\n\n\n\n<p>As cole\u00e7\u00f5es de hist\u00f3ria natural correm in\u00fameros riscos. Por isso, os pesquisadores sentiram a necessidade de digitalizar e reunir informa\u00e7\u00f5es sobre importantes institui\u00e7\u00f5es em uma plataforma de dados universal.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Global Collections, eles listaram alguns dos riscos que os museus e seus acervos t\u00eam sofrido, entre os quais os inc\u00eandios que destru\u00edram parte do acervo do Museu Nacional do Rio e em Nova D\u00e9lhi, na \u00cdndia, e o m\u00edssil que atingiu o Herb\u00e1rio Nacional da Ucr\u00e2nia, em outubro do ano passado. Os pesquisadores citaram tamb\u00e9m a falta de investimentos em infraestrutura e pesquisa como uma amea\u00e7a aos itens expostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do n\u00famero significativo de objetos reunidos nas cole\u00e7\u00f5es, elas representam apenas 16% do total, pois esse percentual \u00e9 o que est\u00e1 digitalizado pelos museus. As pe\u00e7as utilizadas no estudo publicado na revista&nbsp;<em>Science<\/em>&nbsp;foram divididas em 19 tipos de cole\u00e7\u00f5es, como bot\u00e2nica, entomologia e antropologia e por 16 regi\u00f5es geogr\u00e1ficas, sendo nove terrestres e sete marinhas. Os pesquisadores disseram, tamb\u00e9m, que poucas a\u00e7\u00f5es foram realizadas nas regi\u00f5es mais remotas do planeta, sendo 3% no \u00c1rtico e 6% na Ant\u00e1rtida, esta \u00faltima estudada tamb\u00e9m por t\u00e9cnicos do Museu Nacional. A lista completa das institui\u00e7\u00f5es e autores participantes&nbsp;<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3Ts2ZSm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">pode ser encontrada aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Kellner viajou para a Alemanha, onde participar\u00e1 de reuni\u00f5es para avan\u00e7ar nos trabalhos de recupera\u00e7\u00e3o do Museu Nacional do Rio, iniciados nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa registrou dados sobre 1,1 bilh\u00e3o de pe\u00e7as de todo o mundo Por Alana Gandra<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":56299,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-56298","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56298","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56298"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56298\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56300,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56298\/revisions\/56300"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56299"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56298"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56298"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56298"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}