{"id":59525,"date":"2023-05-17T07:30:20","date_gmt":"2023-05-17T10:30:20","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=59525"},"modified":"2023-05-17T07:30:21","modified_gmt":"2023-05-17T10:30:21","slug":"tecnologia-3d-e-usada-para-recuperar-pecas-indigenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2023\/05\/17\/tecnologia-3d-e-usada-para-recuperar-pecas-indigenas\/","title":{"rendered":"Tecnologia 3D \u00e9 usada para recuperar pe\u00e7as ind\u00edgenas"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A digitaliza\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as arqueol\u00f3gicas vem permitindo que ceramistas do Par\u00e1 produzam trabalhos em sintonia com a arte de antigas comunidades ind\u00edgenas brasileiras. Um acervo em 3D &#8211; produzido por um est\u00fadio belga &#8211; est\u00e1 dispon\u00edvel para consulta no Museu Em\u00edlio Goeldi, em Bel\u00e9m. Ao mesmo tempo, um projeto busca reproduzir, atrav\u00e9s de uma impressora 3D, pe\u00e7as ancestrais.<\/p>\n\n\n\n<p>O acervo est\u00e1 reunido na plataforma\u00a0Atlas of Lost Finds, do est\u00fadio belga de\u00a0design Unfold, especializado na cria\u00e7\u00e3o digital e impress\u00e3o de pe\u00e7as em cer\u00e2mica. Inicialmente, estava voltado para a reuni\u00e3o de objetos do Museu Nacional e tinham sido escaneados ao longo de 20 anos antes do inc\u00eandio de 2018. Posteriormente, passaram a incluir no acervo imagens 3D de pe\u00e7as cer\u00e2micas ancestrais da cultura marajoara que est\u00e3o dispersas pelo mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Colaboradora do trabalho, a artista visual Anita Ekman considera que a digitaliza\u00e7\u00e3o 3D possibilita um repatriamento simb\u00f3lico. Segundo ela, h\u00e1 parcerias com diferentes museus onde se encontram as cole\u00e7\u00f5es, tais como o\u00a0Peabody Museum\u00a0de Harvard, o Museu do\u00a0Quai Branly, da Fran\u00e7a, e o Museu Etnol\u00f3gico de Berlim, al\u00e9m de oito museus brasileiros, como o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Patrim\u00f4nio material<\/h2>\n\n\n\n<p>&#8220;O repatriamento deste patrim\u00f4nio de povos ind\u00edgenas, que est\u00e1 disperso pelo mundo, ainda n\u00e3o se transformou em uma pauta. Ainda n\u00e3o foi feito nenhum pedido oficial. A ideia do projeto \u00e9 saber onde est\u00e3o e como ele est\u00e1 sendo tratado e exibido. Mais do que recuperar o patrim\u00f4nio material, precisamos compreender e ressignificar o sentido desse patrim\u00f4nio arqueol\u00f3gico a partir da vis\u00e3o e da salvaguarda do patrim\u00f4nio imaterial das comunidades, dos povos da floresta\u201d, explicou Anita.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, as pe\u00e7as poder\u00e3o ser recriadas atrav\u00e9s do projeto Replicando o Passado, desenvolvido pelo Museu Em\u00edlio Goeldi, considerado o maior museu amaz\u00f4nico com cole\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa \u00e9 desenvolvida em parceria com o Atelier Mangue Maraj\u00f3. \u201cOs ceramistas da regi\u00e3o v\u00e3o ao museu visualizar e estudar essas digitaliza\u00e7\u00f5es em 3D e replicar as pe\u00e7as. Estamos chamando de rematriamento, ou seja, voltar para a m\u00e3e terra, voltar \u00e0 origem\u201d explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo desse trabalho \u00e9 a Urna de Berlim, uma urna marajoara em formato de mulher gr\u00e1vida, que se encontra no Museu Etnol\u00f3gico de Berlim, e foi reproduzida por ceramistas do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>A tecnologia tamb\u00e9m pode ser usada na reprodu\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as. No \u00faltimo fim de semana, Anita Ekman foi uma das curadoras da mostra&nbsp;<em>Ore ypy r\u00e3-Tempo de Origem<\/em>, realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM).<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, usou-se uma impressora 3D criada para trabalhar com argila. Desenvolvida pelo artista Chico Sim\u00f5es, o equipamento utiliza tecnologia brasileira de&nbsp;<em>software<\/em>&nbsp;livre. \u201cPara esse projeto adaptei uma impressora de sete anos para uma impressora 3D que pudesse trabalhar com argila\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Museu Nacional<\/h2>\n\n\n\n<p>Aos olhos do p\u00fablico, foi replicada uma urna marajoara perdida no inc\u00eandio do Museu Nacional. A recria\u00e7\u00e3o ocorreu em uma escala menor, 50% do original. A pe\u00e7a \u00e9 uma urna funer\u00e1ria encontrada na Ilha do Maraj\u00f3, no Par\u00e1, e data de 1.400 a 400 AC (antes de Cristo). Chico permaneceu ao lado de seu invento durante todo o processo. \u201c\u00c9 um trabalho demorado. Acredit\u00e1vamos que conseguir\u00edamos fazer tudo em um dia. Mas, para que sa\u00edsse da maneira que pretend\u00edamos, fizemos a primeira parte na sexta-feira e o restante no s\u00e1bado\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>A mostra&nbsp;<em>Ore ypy r\u00e3-Tempo de Origem<\/em>&nbsp;\u00e9 um desdobramento do mapeamento de artefatos arqueol\u00f3gicos de ind\u00edgenas do Brasil espalhados em museus dos Estados Unidos e da Europa. \u00c9 um trabalho desenvolvido desde 2021 por Sandra Benites (Guarani Nhadeva), que assinou a curadoria do evento ao lado de Anita Ekman.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua pesquisa resultou no mapeamento, com o aux\u00edlio da arque\u00f3loga Cristiana Barreto, especialista em cole\u00e7\u00f5es marajoaras, de urnas funer\u00e1rias da Ilha de Maraj\u00f3 e de zo\u00f3litos sambaquis (artefatos esculpidos em pedra) provenientes de Santa Catarina, espalhadas em mais de 20 institui\u00e7\u00f5es pelo mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ag\u00eancia Brasil A digitaliza\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as arqueol\u00f3gicas vem permitindo que ceramistas do Par\u00e1 produzam trabalhos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":59526,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-59525","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59525","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59525"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59525\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":59527,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59525\/revisions\/59527"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59526"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59525"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59525"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59525"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}