{"id":60023,"date":"2023-05-24T12:57:11","date_gmt":"2023-05-24T15:57:11","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=60023"},"modified":"2023-05-24T12:57:13","modified_gmt":"2023-05-24T15:57:13","slug":"mata-atlantica-tem-maior-numero-de-especies-ameacadas-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2023\/05\/24\/mata-atlantica-tem-maior-numero-de-especies-ameacadas-diz-pesquisa\/","title":{"rendered":"Mata Atl\u00e2ntica tem maior n\u00famero de esp\u00e9cies amea\u00e7adas, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">IBGE avaliou 21.456 esp\u00e9cies de animais e plantas em todos os biomas<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Vitor Abdala &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/203918.mp3\"><\/audio><\/h4>\n\n\n\n<p>A Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 o bioma brasileiro com maior n\u00famero de esp\u00e9cies de plantas e animais amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 da pesquisa Contas de Ecossistemas &#8211; Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o no Brasil 2022, divulgada nesta quarta-feira (24), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento tem como base as&nbsp;<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2022-06\/tartaruga-verde-fica-fora-da-lista-de-especies-ameacadas-de-extincao\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">listas de fauna<\/a>&nbsp;&#8211; elaboradas pelo Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio) &#8211; e da flora, produzida pelo Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro (JBRJ), ambas divulgadas no ano passado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo, as duas institui\u00e7\u00f5es avaliaram 21.456 esp\u00e9cies de animais e plantas em todos os biomas do pa\u00eds, ou seja, cerca de 12% de toda a biodiversidade brasileira. A partir da\u00ed, t\u00e9cnicos classificaram as esp\u00e9cies em situa\u00e7\u00e3o de amea\u00e7a, que pode ser, em ordem crescente de preocupa\u00e7\u00e3o: vulner\u00e1vel (VU), em perigo (EM) e criticamente em perigo (CR).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As consideradas \u201ccom dados insuficientes (DD)\u201d, \u201cmenos preocupante (LC)\u201d e \u201cquase amea\u00e7ada (NT)\u201d n\u00e3o s\u00e3o amea\u00e7adas. A categoria NT \u00e9 o \u00faltimo passo antes de a esp\u00e9cie entrar na classifica\u00e7\u00e3o VU: vulner\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Avalia\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A Mata Atl\u00e2ntica foi o bioma com maior n\u00famero de esp\u00e9cies avaliadas: 11.811. E tamb\u00e9m \u00e9 a \u00e1rea com maior total de esp\u00e9cies amea\u00e7adas: 2.845, ou seja, quase um quarto (24,1%). Segundo o IBGE, 43% das esp\u00e9cies amea\u00e7adas vivem na Mata Atl\u00e2ntica. \u00c9 tamb\u00e9m o bioma com mais esp\u00e9cies declaradas extintas: oito, segundo o IBGE, sendo a mais recente a perereca-gladiadora-de-sino (<em>Boana cymbalum<\/em>).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Leonardo Bergamini, pesquisador do IBGE, explica que \u201cisso est\u00e1 relacionado com caracter\u00edsticas intr\u00ednsecas ao pr\u00f3prio bioma, com muitas esp\u00e9cies end\u00eamicas, esp\u00e9cies com distribui\u00e7\u00e3o restrita, mas tamb\u00e9m existe um fator que \u00e9 o hist\u00f3rico de ocupa\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica, o bioma com maior hist\u00f3rico de ocupa\u00e7\u00e3o e maior perda de \u00e1rea nativa. E h\u00e1 um terceiro fator: a maioria das institui\u00e7\u00f5es e centros de pesquisa est\u00e1 localizada nesse bioma, ent\u00e3o existe uma maior disponibilidade de informa\u00e7\u00f5es sobre sua biodiversidade, o que permite avaliar melhor o risco de extin\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, aparece o cerrado que, com 7.385 esp\u00e9cies avaliadas, teve 1.199 consideradas em risco (16,2% do total). Outros biomas com mais de 10% da vida selvagem amea\u00e7ada entre aquelas esp\u00e9cies avaliadas s\u00e3o a caatinga (3.220 ou 14,9%) e os pampas (229 ou 13,7%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os biomas com menor n\u00famero de esp\u00e9cies amea\u00e7adas entre as avaliadas s\u00e3o a Amaz\u00f4nia (503 ou 6%) e o Pantanal (1.825 ou 4,1%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Esp\u00e9cies avaliadas&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>O IBGE tamb\u00e9m informou que o total de esp\u00e9cies avaliadas em 2022 aumentou em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 lista elaborada em 2014. As plantas passaram de 9% do total (4.304) para 15% (7.517), enquanto os animais subiram de 10% (12.009) para 11% (13.939).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso \u00e9 um bom avan\u00e7o no sentido de ter um quadro mais completo de como est\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies do Brasil e, consequentemente, como est\u00e1 a condi\u00e7\u00e3o dos ecossistemas onde elas ocorrem\u201d, disse Bergamini.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As esp\u00e9cies amea\u00e7adas recuaram tanto na flora quanto na fauna. As esp\u00e9cies de planta com risco de extin\u00e7\u00e3o passaram de 47,4% em 2014 para 42,7% em 2022. J\u00e1 os animais amea\u00e7ados ca\u00edram de 9,8% para 9% no per\u00edodo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A queda, segundo o IBGE, pode ser explicada pelo aumento do n\u00famero de esp\u00e9cies avaliadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ambientes&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos ambientes, a maior parte das esp\u00e9cies analisadas tanto para fauna quanto para flora \u00e9 de ambiente terrestre, indo de 65% em 2014 para 70% em 2022. As esp\u00e9cies de \u00e1gua doce passaram de 39% para 37% e as de ambiente marinho, de 16% para 15%.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Kleber Sampaio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>IBGE avaliou 21.456 esp\u00e9cies de animais e plantas em todos os biomas Por Vitor Abdala<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":60024,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-60023","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60023","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60023"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60023\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60025,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60023\/revisions\/60025"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60024"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60023"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60023"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60023"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}