{"id":62370,"date":"2023-06-25T12:23:50","date_gmt":"2023-06-25T15:23:50","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=62370"},"modified":"2023-06-25T12:23:51","modified_gmt":"2023-06-25T15:23:51","slug":"orgulho-precisa-ser-acessivel-a-lgbtqia-com-deficiencia-diz-ativista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2023\/06\/25\/orgulho-precisa-ser-acessivel-a-lgbtqia-com-deficiencia-diz-ativista\/","title":{"rendered":"Orgulho precisa ser acess\u00edvel a LGBTQIA+ com defici\u00eancia, diz ativista"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">No M\u00eas do Orgulho, psic\u00f3loga de 29 anos conversou com a Ag\u00eancia Brasil<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"> Por Vin\u00edcius Lisboa &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/205497.mp3\"><\/audio><\/h4>\n\n\n\n<p>Passeatas, festas e shows s\u00e3o alguns dos eventos frequentemente associados ao orgulho LGBTQIA+. Al\u00e9m das barreiras pessoais, familiares e sociais para celebrar a diversidade nesses locais, alguns integrantes da comunidade s\u00e3o exclu\u00eddos desses eventos pela falta de acessibilidade.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1540258&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1540258&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Enfrentar esse problema \u00e9 o objetivo de Priscila Siqueira, fundadora e presidente da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Vale PCD, que come\u00e7ou como um coletivo em 2019 e hoje realiza um mapeamento nacional de acessibilidade em locais voltados para o p\u00fablico LGBTQIA+. No M\u00eas do Orgulho, a psic\u00f3loga de 29 anos conversou com a&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil&nbsp;<\/strong>sobre a import\u00e2ncia de participar e acessar esses passos, que fazem parte do processo de descobrimento, aceita\u00e7\u00e3o e viv\u00eancia das identidades e orienta\u00e7\u00f5es sexuais que comp\u00f5em a sigla.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Desde muito jovem, eu frequentava espa\u00e7os LGBT, mas nunca via outras pessoas com defici\u00eancia nesses espa\u00e7os. Eu ia em palestras, rodas de conversa, mas eu n\u00e3o via interseccionalidade ser debatida. S\u00f3 via aquela pauta LGBT engessada, e eu n\u00e3o me via ali. Era muito dif\u00edcil eu me sentir acolhida&#8221;. afirma ela, que, mesmo assim, conta que essa conviv\u00eancia foi importante. &#8220;S\u00f3 me reconheci como mulher bissexual e s\u00f3 me fortaleci saindo de casa, convivendo com pessoas, conhecendo novas pessoas. E pessoas com defici\u00eancia, muitas vezes, n\u00e3o t\u00eam essa possibilidade, justamente por conta da barreira da acessibilidade, da superprote\u00e7\u00e3o e do capacitismo social&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado disso s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es desconfort\u00e1veis e constrangedoras, em que pessoas com defici\u00eancia acabam tendo que ser carregadas pela falta de rampas ou plataformas, ou simplesmente n\u00e3o conseguem permanecer nos espa\u00e7os. Essas experi\u00eancias fazem com que percam o desejo de sair de casa, conta Priscila, o que \u00e9 essencial para o orgulho LGBTQIA+.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A acessibilidade \u00e9 a \u00faltima coisa a ser pensada em uma festa, em um show e um evento grande. A gente tem tentado mudar essa realidade de alguma forma, mas temos muita dificuldade de estar presente nos espa\u00e7os. Acaba que essas pessoas deixam de frequentar os espa\u00e7os para n\u00e3o passar por esse tipo de coisa. A gente fica de fora e n\u00e3o tem como se orgulhar tanto, fica olhando todo mundo vivendo suas vidas e participando ativamente e a gente est\u00e1 escanteado porque n\u00e3o est\u00e3o pensando em todas as possibilidades de exist\u00eancia e todos os corpos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No Vale PCD, al\u00e9m de promover a acessibilidade nos espa\u00e7os, o trabalho desenvolvido inclui atendimentos de psicoterapia. Priscila Siqueira alerta que a exclus\u00e3o social adoece, e n\u00e3o h\u00e1 oferta de profissionais formados para lidar com a sa\u00fade mental PCD.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eu n\u00e3o me via como pessoa que poderia exercer minha profiss\u00e3o [de psic\u00f3loga], porque nao via outras pessoas com defici\u00eancia exercendo. N\u00e3o tive nada sobre sa\u00fade mental PCD na faculdade. A sa\u00fade mental PCD \u00e9 deixada de lado. Existe uma sa\u00fade mental feita para o homem branco, h\u00e9tero, cis, padr\u00e3o, sem defici\u00eancia&#8221;, afirma ela, que v\u00ea algo parecido na discuss\u00e3o sobre acessibilidade. &#8220;Existe um estere\u00f3tipo de PCD. Quando voc\u00ea fala em pessoa com defici\u00eancia, o que vem na mente das pessoas \u00e9 um homem branco em uma cadeira de rodas. E quando se fala em acessibilidade, o que se pensa \u00e9 s\u00f3 uma rampa, mas a gente sabe que n\u00e3o \u00e9 bem isso&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Na equipe da ONG, Priscila, que tem nanismo, re\u00fane pessoas amputadas, autistas, cadeirantes e com doen\u00e7as raras, al\u00e9m de outras defici\u00eancias, para que cada um contribua com suas viv\u00eancias, tornando a acessibilidade proposta mais ampla. O atendimento \u00e0s pessoas que buscam acolhimento mostra quest\u00f5es com as quais muitos LGBTQIA+ podem se identificar, como a dificuldade de ter autoestima diante de uma comunidade que valoriza corpos que seguem um determinado padr\u00e3o. A exclus\u00e3o dos espa\u00e7os de promo\u00e7\u00e3o do orgulho, por\u00e9m, faz com que as PCDs tenham um caminho mais longo para conquist\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A quest\u00e3o afetiva \u00e9 muito negada, principalmente no meio LGBTQIA+. A pessoa sem defici\u00eancia, muitas vezes, n\u00e3o sabe lidar e acha que vai ter que ser cuidadora da pessoa com defici\u00eancia. E tamb\u00e9m h\u00e1 um apagamento da sexualidade, porque tem muita infantiliza\u00e7\u00e3o do corpo PCD. A gente n\u00e3o \u00e9 visto como pessoas que sentem desejo, e isso impede que a gente se relacione&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: A\u00e9cio Amado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No M\u00eas do Orgulho, psic\u00f3loga de 29 anos conversou com a Ag\u00eancia Brasil Por Vin\u00edcius<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-62370","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62370","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62370"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62370\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62372,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62370\/revisions\/62372"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62370"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62370"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62370"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}