{"id":63200,"date":"2023-07-07T17:16:07","date_gmt":"2023-07-07T20:16:07","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=63200"},"modified":"2023-07-07T17:16:07","modified_gmt":"2023-07-07T20:16:07","slug":"grupo-mulheres-do-brasil-propoe-acoes-contra-desigualdade-de-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2023\/07\/07\/grupo-mulheres-do-brasil-propoe-acoes-contra-desigualdade-de-genero\/","title":{"rendered":"Grupo Mulheres do Brasil prop\u00f5e a\u00e7\u00f5es contra desigualdade de g\u00eanero"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Professora aponta dificuldade de negras para entrar no mercado formal<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Alana Gandra &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/206180.mp3\"><\/audio><\/h4>\n\n\n\n<p>Sa\u00fade, bem-estar, carreira e empreendedorismo constituem temas que ser\u00e3o debatidos neste s\u00e1bado (8), a partir das 9h30, durante o Caf\u00e9 das Pretas, dentro das a\u00e7\u00f5es do Julho das Pretas do Grupo Mulheres do Brasil \u2013 Comit\u00ea de Igualdade Racial, n\u00facleo Rio de Janeiro. O evento ocorrer\u00e1 na Faculdade Senac, localizada na Rua Santa Luzia, 735, centro da capital do estado. Os ingressos t\u00eam pre\u00e7o popular de R$ 15 e podem ser adquiridos no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.sympla.com.br\/cafe-das-pretas__2051555\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>site<\/em><\/a>. O Grupo Mulheres do Brasil \u00e9 liderado pela empres\u00e1ria Luiza Helena Trajano. Criado em 2013, tem mais de 115 mil participantes no Brasil e no exterior e atua em parceria com diferentes esferas de poder para fomentar a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas afirmativas e eliminar as desigualdades de g\u00eanero, ra\u00e7a e condi\u00e7\u00e3o social.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1542660&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1542660&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>O Caf\u00e9 das Pretas ser\u00e1 aberto com debate sobre Sa\u00fade e Bem-Estar. As convidadas s\u00e3o Juliana Peres, m\u00e9dica e empres\u00e1ria, s\u00f3cia fundadora da Ayo Sa\u00fade, clinica m\u00e9dico-odontol\u00f3gica formada inteiramente por profissionais pretos. &#8220;Na Ayo, acreditamos muito numa medicina e odontologia humanizadas, no tempo de escuta, entendendo que cada paciente carrega consigo uma hist\u00f3ria\u201d, salientou Juliana Peres. Participar\u00e3o tamb\u00e9m Marcelle Sampaio e Micheline Torres, criadoras do M\u00e9todo Autolideran\u00e7a Plena. Atrav\u00e9s do canal Quero Vida Plena, Marcelle e Micheline prop\u00f5em um amplo olhar sobre o autoconhecimento e afirmam que \u00e9 poss\u00edvel viver a vida de forma plena, integrando mente, emo\u00e7\u00e3o, vibra\u00e7\u00e3o e espiritualidade livre.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Empreender<\/h2>\n\n\n\n<p>A especialista em ESG (governan\u00e7a ambiental, social e corporativa) Juliana Kaiser (foto), professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do curso sobre Diversidade da Escola de Neg\u00f3cios da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (IAG PUC-Rio), ser\u00e1 a palestrante do painel Carreira e Empreendedorismo. Ela afirma que mulheres negras no Brasil buscam o empreendedorismo por falta de emprego formal. Juliana falar\u00e1 sobre o tema junto com Tais Batista, fundadora da marca Preta Porter Cosm\u00e9ticos, e Shaienne Aguiar, consultora em Narrativa de Marca e Cultura e fundadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, Juliana explicou que, em geral, mulheres negras, mesmo letradas, ou seja, com curso superior, tentam entrar no mercado de trabalho e, muitas vezes, n\u00e3o s\u00e3o aprovadas no processo seletivo. Segundo o RH (\u00e1rea de recursos humanos) das empresas, faltam a essas mulheres algumas compet\u00eancias. O que ocorre \u00e9 que, em geral, o RH n\u00e3o explica que compet\u00eancias s\u00e3o essas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo elas n\u00e3o conseguem entrar no mercado de trabalho ou, quando entram, estacionam em posi\u00e7\u00f5es de analista e n\u00e3o conseguem subir a coordenadoras, gerentes e diretoras, elas acabam por empreender. Estou falando de mulheres que fizeram universidade\u201d, destacou Juliana. Explicou que as mulheres negras que n\u00e3o fizeram curso superior e s\u00e3o mais empobrecidas acabam fazendo o que, no Rio de Janeiro, \u00e9 chamado de corre. Ou seja, fazem empreendedorismo sem plano de neg\u00f3cios, sem conhecer de finan\u00e7as. \u201cMuitas das vezes, s\u00e3o empreendedoras informais ou microempreendedoras individuais (MEIs). Mas n\u00e3o fazem isso por desejo. N\u00e3o sonharam ser empreendedoras\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora da UFRJ e da PUC Rio explicou que essas mulheres n\u00e3o v\u00e3o ter um investidor anjo para aplicar recursos nos seus neg\u00f3cios, nem v\u00e3o conseguir empr\u00e9stimos em bancos. Segundo Juliana, um dos grandes problemas do empreendedorismo negro no Brasil \u00e9 que os bancos vetam, na grande maioria das vezes, acesso a cr\u00e9dito. Por isso, sinalizou que as mulheres negras no Brasil empreendem por uma for\u00e7a das circunst\u00e2ncias que se denomina racismo estrutural.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dicas<\/h2>\n\n\n\n<p>Para as mulheres letradas que est\u00e3o no mercado de trabalho, n\u00e3o conseguem ascender e acabam optando por empreender, Juliana disse que a maior dica \u00e9 que fa\u00e7am curso de capacita\u00e7\u00e3o em institui\u00e7\u00f5es que apoiam empreendedores, para que desenvolvam um planejamento estrat\u00e9gico, um plano de neg\u00f3cios, a fim de terem acesso a conhecimento relacionado a finan\u00e7as, por exemplo, porque esses s\u00e3o os maiores entraves. \u201cPara mulheres letradas, esse \u00e9 o melhor caminho para que consigam ter neg\u00f3cios que s\u00e3o perenes, sustent\u00e1veis, j\u00e1 que s\u00e3o mulheres que acabam empreendendo com recursos pr\u00f3prios. Elas dependem que esse neg\u00f3cio gire r\u00e1pido, porque n\u00e3o h\u00e1 um capital de giro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De outro lado, para mulheres n\u00e3o letradas, que necessitam empreender, que cozinham, costuram ou t\u00eam pequenos neg\u00f3cios, Juliana lembrou que existem v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es do Terceiro Setor que apoiam,\u201cmesmo que elas n\u00e3o tenham conhecimento t\u00e9cnico, e tenham mais dificuldade com a l\u00edngua portuguesa, para que consigam minimamente se organizar, fazer estoque, precificar produtos, entre outras coisas.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudo feito pelo Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), referente ao segundo trimestre de 2022, mulheres negras empreendedoras s\u00e3o donas de neg\u00f3cios de menor porte e atuam, em sua maioria, sem apoio de funcion\u00e1rios. Apenas 8% dessas empres\u00e1rias contratam empregados mas, quando se trata de empreendedores negros, o \u00edndice sobe para 11%. J\u00e1 entre mulheres brancas donas de neg\u00f3cio, 17% fazem contrata\u00e7\u00f5es de funcion\u00e1rios e, entre empres\u00e1rios brancos, o percentual \u00e9 de 20%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fundo Agbara<\/h2>\n\n\n\n<p>Juliana Kaizer abordar\u00e1 tamb\u00e9m o mercado de trabalho, no dia 12 deste m\u00eas, \u00e0s 18h45, durante evento&nbsp;<em>online<\/em>&nbsp;pelo Julho das Pretas, organizado pelo Fundo Agbara, cujo tema \u00e9 Mulheres Negras em Marcha por Repara\u00e7\u00e3o e Bem Viver. Junto com a psic\u00f3loga e pesquisadora Winnie Santos, do Centro de Estudos das Rela\u00e7\u00f5es de Trabalho e Desigualdades (Ceert), Juliana indicar\u00e1 como ampliar caminhos, solu\u00e7\u00f5es e visibilizar mulheres negras. No debate, os atuais desafios, barreiras e poss\u00edveis caminhos de solu\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de oportunidades para as mulheres negras.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Val\u00e9ria Aguiar<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Professora aponta dificuldade de negras para entrar no mercado formal Por Alana Gandra &#8211; Rep\u00f3rter<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":63201,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-63200","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63200","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63200"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63200\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":63202,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63200\/revisions\/63202"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63201"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63200"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63200"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63200"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}