{"id":65278,"date":"2023-08-07T11:38:12","date_gmt":"2023-08-07T14:38:12","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=65278"},"modified":"2023-08-07T11:38:13","modified_gmt":"2023-08-07T14:38:13","slug":"maior-terra-indigena-do-brasil-yanomami-contabiliza-27-152-pessoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2023\/08\/07\/maior-terra-indigena-do-brasil-yanomami-contabiliza-27-152-pessoas\/","title":{"rendered":"Maior terra ind\u00edgena do Brasil, Yanomami contabiliza 27.152 pessoas"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Dados fazem parte do Censo 2022, divulgado pelo IBGE<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Ana Cristina Campos \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/207657.mp3\"><\/audio><\/h4>\n\n\n\n<p>A Terra Ind\u00edgena Yanomami (AM\/RR) tem o maior n\u00famero de pessoas ind\u00edgenas, com 27.152, o equivalente a&nbsp;4,36% do total em terras ind\u00edgenas no Brasil, aponta o Censo 2022 Ind\u00edgenas: Primeiros resultados, divulgado&nbsp;nesta segunda-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). No Censo&nbsp;2010, foram contados 25.719.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1547506&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1547506&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A Terra Ind\u00edgena Yanomami \u00e9 a maior do pa\u00eds em \u00e1rea, compreendendo 9,5 milh\u00f5es de hectares, o que corresponde, aproximadamente, \u00e0 \u00e1rea dos estados do Rio de Janeiro e do Esp\u00edrito Santo&nbsp;somados. Os&nbsp;yanomami s\u00e3o um dos maiores povos ind\u00edgenas de recente contato da Am\u00e9rica do Sul, vivendo nas florestas e montanhas do norte do Brasil e sul da&nbsp;Venezuela.<\/p>\n\n\n\n<p>No territ\u00f3rio brasileiro, eles est\u00e3o distribu\u00eddos em diversas aldeias ind\u00edgenas no Amazonas e em Roraima. Segundo o IBGE, a constitui\u00e7\u00e3o das aldeias \u00e9 din\u00e2mica, devido \u00e0 mobilidade das comunidades para obten\u00e7\u00e3o de melhores condi\u00e7\u00f5es de acesso aos recursos naturais e para a manuten\u00e7\u00e3o de seu sistema de ro\u00e7as tradicionais, demandando a permanente atualiza\u00e7\u00e3o da cartografia censit\u00e1ria durante o planejamento da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o de censos em \u00e1reas remotas exige um planejamento detalhado por parte do IBGE, principalmente no que se refere \u00e0s modalidades de acesso a cada localidade. Em muitos casos, o acesso rodovi\u00e1rio \u00e9 impratic\u00e1vel, exigindo que as equipes de coleta recorram a diferentes formas de locomo\u00e7\u00e3o para chegar \u00e0s comunidades, tais como as diferentes embarca\u00e7\u00f5es, avi\u00f5es e, em \u00e1reas de acesso mais dif\u00edcil, helic\u00f3pteros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO planejamento operacional para o recenseamento nesta terra ind\u00edgena envolveu v\u00e1rios atores governamentais e n\u00e3o governamentais, considerando a diversidade de meios de acesso \u2013 terrestre, fluvial, a\u00e9reo de asa fixa e a\u00e9reo de asa rotativa. Grande parte destas aldeias \u00e9 acess\u00edvel exclusivamente por meio a\u00e9reo, tendo em vista que est\u00e3o localizadas em \u00e1rea montanhosa, onde os rios n\u00e3o s\u00e3o naveg\u00e1veis e n\u00e3o existe infraestrutura vi\u00e1ria de estradas ou ramais\u201d, diz o IBGE.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as comunidades, h\u00e1 algumas trilhas em meio \u00e0 Floresta Amaz\u00f4nica, percorridas pelos yanomami, e que demandaram a assist\u00eancia permanente de guias comunit\u00e1rios ind\u00edgenas para esses percursos junto com os recenseadores do IBGE.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m destes desafios, o povo yanomami tem como perspectiva de vida a mobilidade territorial, com frequentes deslocamentos das comunidades em fun\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es ambientais, da necessidade tempor\u00e1ria de proximidade aos polos de sa\u00fade ind\u00edgena e de outros fatores sociais e \u00e9tnicos. Essa conjuntura exigiu o monitoramento permanente da localiza\u00e7\u00e3o das comunidades, de modo a garantir a efic\u00e1cia do recenseamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Para garantir uma coleta segura e eficiente, o IBGE fez uso de diferentes recursos que permitiram coletar, processar e disponibilizar informa\u00e7\u00f5es geoespaciais de refer\u00eancia, que subsidiaram as equipes de coleta na tomada de decis\u00f5es em curto prazo, em um contexto de grandes complexidades operacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>A consolida\u00e7\u00e3o do Banco de Dados Operacionais da Terra Ind\u00edgena Yanomami foi conduzida pela Coordena\u00e7\u00e3o de Estruturas Territoriais da Diretoria de Geoci\u00eancias, com participa\u00e7\u00e3o das equipes das superintend\u00eancias estaduais do Amazonas e de Roraima, tendo sido uma refer\u00eancia fundamental para a realiza\u00e7\u00e3o da coleta.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da Emerg\u00eancia em Sa\u00fade P\u00fablica de Import\u00e2ncia Nacional declarada na TI Yanomami, publicada em 20 de janeiro de 2023, essas informa\u00e7\u00f5es operacionais foram compartilhadas com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com a Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas e com as For\u00e7as Armadas, de modo a colaborar com o enfrentamento da situa\u00e7\u00e3o emergencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o IBGE, a fase mais complexa da coleta na Terra Ind\u00edgena Yanomami consistiu na realiza\u00e7\u00e3o da coleta com ajuda de helic\u00f3pteros. Tal apoio log\u00edstico foi fornecido pela Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF), que disponibilizou tr\u00eas aeronaves para a realiza\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que houvesse efici\u00eancia na coleta, o IBGE precisava fornecer aos pilotos da PRF, diariamente, as coordenadas geogr\u00e1ficas referentes \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o atualizada das comunidades, o que, em um contexto marcado pela mobilidade das comunidades, constituiu em grande desafio operacional.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o IBGE, todas as inova\u00e7\u00f5es implementadas na coleta da Terra Ind\u00edgena Yanomami est\u00e3o sendo documentadas, pois servir\u00e3o de refer\u00eancia para outras institui\u00e7\u00f5es no trabalho em regi\u00f5es de dif\u00edcil acesso, \u00e1reas remotas e habitadas por povos com intensa mobilidade territorial.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o gerente de Territ\u00f3rios Tradicionais e \u00c1reas Protegidas do IBGE, Fernando Damasco, cerca de 60% das comunidades yanomami estavam em \u00e1reas de acesso muito dif\u00edcil. Foram mobilizadas mais de 100 pessoas entre recenseadores, guias e int\u00e9rpretes, no in\u00edcio do ano, em um acampamento na localidade de Surucucu, com apoio do Ex\u00e9rcito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cContamos com a For\u00e7a Nacional de Seguran\u00e7a para as \u00e1reas com presen\u00e7a de garimpo ilegal que estava sendo combatido. Foi um momento muito dif\u00edcil de garantir a coleta nas comunidades ao mesmo tempo que a Opera\u00e7\u00e3o Yanomami estava acontecendo. Para o IBGE, foi um desafio extra porque competia com a assist\u00eancia humanit\u00e1ria\u201d, disse o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA experi\u00eancia da opera\u00e7\u00e3o yanomami \u00e9 uma experi\u00eancia que internacionalmente \u00e9 reconhecida como uma das opera\u00e7\u00f5es de censos demogr\u00e1ficos mais desafiadoras do mundo\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/EXnidFm2-t7th7j24cZFQpe05tM=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/censo_indigena.png?itok=0c0C2o3V\" alt=\"Censo ind\u00edgena \" title=\"Arte\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Maria Claudia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados fazem parte do Censo 2022, divulgado pelo IBGE Ana Cristina Campos \u2013 Rep\u00f3rter da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":65279,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-65278","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65278","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65278"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65278\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":65280,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65278\/revisions\/65280"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65279"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65278"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65278"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65278"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}