{"id":67214,"date":"2023-09-01T05:00:00","date_gmt":"2023-09-01T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=67214"},"modified":"2023-08-31T17:48:22","modified_gmt":"2023-08-31T20:48:22","slug":"futsal-abre-portas-e-fomenta-o-futebol-de-meninas-e-mulheres-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2023\/09\/01\/futsal-abre-portas-e-fomenta-o-futebol-de-meninas-e-mulheres-no-brasil\/","title":{"rendered":"Futsal abre portas e fomenta o futebol de meninas e mulheres no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Pesquisa aponta que 9 em cada 10 atletas adultas competiram no sal\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Lincoln Chaves &#8211; Rep\u00f3rter da EBC &#8211; S\u00e3o Paulo<audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/209057.mp3\"><\/audio><\/h4>\n\n\n\n<p>O que as goleiras B\u00e1rbara, Lel\u00ea e Camila; as zagueiras Rafaelle, M\u00f4nica e Kathellen, as laterais Tamires e Bruninha e as atacantes Geyse, Debinha e Marta t\u00eam em comum al\u00e9m de terem representado o Brasil na \u00faltima Copa do Mundo&nbsp;feminina de futebol? Todas j\u00e1 atuaram no futsal &#8211; delas, somente Tamires n\u00e3o possui r<a href=\"http:\/\/cbfs.com.br\/site\/noticia_det.asp?cod=2032\">egistro na Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Futebol de Sal\u00e3o (CBFS)<\/a>.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1552477&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1552477&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"754\" height=\"503\" src=\"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image.jpeg\" alt=\"Tamires - sele\u00e7\u00e3o brasileira feminina - Copa Feminina - Terceiro jogo da Sele\u00e7\u00e3o Feminina Principal na Copa do Mundo Feminina (Melbourne): Brasil x Jamaica. Tamires\" class=\"wp-image-67216\" title=\"Thais Magalh\u00e3es\/CBF\/Direitos Reservados\" srcset=\"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image.jpeg 754w, https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-300x200.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 754px) 100vw, 754px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Tamires \u00e9 uma das 11 jogadoras da&nbsp;sele\u00e7\u00e3o brasileira feminina de futebol&nbsp;que j\u00e1 atuaram no futsal&nbsp;&#8211;&nbsp;<strong>Thais Magalh\u00e3es\/CBF\/Direitos Reservados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia. Uma das constata\u00e7\u00f5es do&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/esportes\/noticia\/2023-08\/futebol-feminino-ainda-e-predominantemente-amador-no-brasil\">Diagn\u00f3stico do Futebol Feminino do Brasil<\/a>, elaborado pelo Minist\u00e9rio do Esporte, \u00e9 que 88% das jogadoras de futebol adultas em atividade no pa\u00eds praticaram futsal em algum momento da carreira. Quando o recorte se estende \u00e0s atletas em categorias de base, a estat\u00edstica \u00e9 semelhante: 89% delas jogaram no sal\u00e3o ou ainda o fazem.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O futsal \u00e9 uma das modalidades mais jogadas no mundo. Onde voc\u00ea vai, tem uma quadra. \u00c9 de muito mais f\u00e1cil acesso \u00e0s meninas&#8221;, destacou Talita Queiroz, t\u00e9cnica das categorias de base do Magnus Tabo\u00e3o, de Tabo\u00e3o da Serra (SP), um dos principais times de futsal do pa\u00eds.&nbsp;&#8220;A modalidade trabalha muito a t\u00e9cnica, a t\u00e1tica, o tempo de bola, a tomada de decis\u00e3o. Quem sai do futsal, chega muito mais preparado no futebol&#8221;, completou a treinadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Talita trabalha com as equipes sub-12 e sub-14 do Tabo\u00e3o, onde h\u00e1 meninas que, justamente, dividem-se entre sal\u00e3o e campo. Caso de Vict\u00f3ria Morais, 13 anos, que tamb\u00e9m joga no sub-15 do S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Saio da escola, vou para o treino de campo [no S\u00e3o Paulo], a\u00ed tem o treino de futsal \u00e0 noite. \u00c9 bem corrido, cansativo, mas sei que, l\u00e1 na frente, valer\u00e1 a pena&#8221;, disse Vict\u00f3ria, que n\u00e3o tem pressa para decidir qual modalidade seguir\u00e1 carreira.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eu amo futebol em si. Campo e futsal. N\u00e3o tem como escolher agora. S\u00f3 quero jogar bola, ser feliz e fazer o que amo&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Isabella Fernanda, 12 anos, \u00e9 mais uma a conciliar quadra e gramado. Ela nasceu em Boituva (SP), a cerca de 115 quil\u00f4metros de S\u00e3o Paulo. Al\u00e9m de treinar no sub-12 do Tabo\u00e3o, a jovem integra o projeto Meninas em Campo, na capital paulista, que leva futebol a garotas de 8 a 17 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Comecei no campo mesmo, na minha cidade. \u00c9ramos eu e mais uma menina, entre os meninos&#8221;, recordou a garota, que tem Tamires e Debinha como jogadoras favoritas e se empolgou ao saber que as duas passaram pelo futsal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ambiente seguro<\/h2>\n\n\n\n<p>Vict\u00f3ria tamb\u00e9m come\u00e7ou a jogar bola entre os meninos, tanto no sal\u00e3o como no campo. Segundo Let\u00edcia Morais, m\u00e3e da atleta, o medo da filha sofrer preconceito por querer jogar futebol, inspirada pelo pai e o irm\u00e3o, deixou a fam\u00edlia em alerta, mas n\u00e3o faltou apoio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando ela iniciou, n\u00e3o tinha muito [categoria de] base feminina. Aqui em Tabo\u00e3o que ela passou a jogar com meninas, com nove para dez anos. Agora \u00e9 que, no campo, que se v\u00ea esse trabalho de forma\u00e7\u00e3o&#8221;, comentou Let\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio ilustra outro dado trazido pelo diagn\u00f3stico, realizado ap\u00f3s respostas de 1.090 pessoas ligadas ao futebol feminino no Brasil, entre atletas (base e adulto) e profissionais em cargos de lideran\u00e7a na modalidade. Nos \u00faltimos quatro anos, os programas financiados via secretarias ou diretorias relacionadas ao Minist\u00e9rio do Esporte (as chamadas &#8220;a\u00e7\u00f5es diretas&#8221;) tiveram 94.990 benefici\u00e1rios, mas apenas 17.695 meninas ou mulheres, escancarando a predomin\u00e2ncia masculina.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As pol\u00edticas p\u00fablicas s\u00e3o um meio pelo qual as meninas conseguem adentrar nos projetos. Mas apenas inseri-las em projetos n\u00e3o d\u00e1 conta de desenvolver a modalidade. Tem que ter estrat\u00e9gias de perman\u00eancia. Dentro disso, chamo aten\u00e7\u00e3o \u00e0 necessidade de um ambiente seguro \u00e0s meninas e mulheres no esporte com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ass\u00e9dio, viol\u00eancia e estupro&#8221;, alertou Silvana Goellner, professora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), pesquisadora e ativista do futebol de mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>A sondagem \u00e9 um passo inicial da Estrat\u00e9gia Nacional para o Futebol Feminino, encabe\u00e7ada pelo Minist\u00e9rio do Esporte e cujo decreto foi assinado pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva no final de mar\u00e7o. O intuito deste primeiro diagn\u00f3stico \u00e9 nortear a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas e a\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 pr\u00e1tica da modalidade, que chegou a ser proibida a mulheres no pa\u00eds entre 1941 e 1983.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"754\" height=\"503\" src=\"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1.jpeg\" alt=\"Tabo\u00e3o - campe\u00e3o da Copa do Brasil de Futsal Feminino 2022\" class=\"wp-image-67217\" title=\"Diego Alves\/EC Tabo\u00e3o\/Direitos Reservados\" srcset=\"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1.jpeg 754w, https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1-300x200.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 754px) 100vw, 754px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O Tabo\u00e3o foi campe\u00e3o da Copa do Brasil de futsal feminino no ano passado&nbsp;&#8211;&nbsp;<strong>Diego Alves\/EC Tabo\u00e3o\/Direitos Reservados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Futsal como op\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>&#8220;Pela falta de oportunidade e de sistematicidade de campeonatos [de futebol], as mulheres tiveram, no futsal, a possibilidade de permanecer jogando bola. \u00c9 uma outra possibilidade que, muitas vezes, \u00e9 mais frequente pelo acesso \u00e0s quadras, aos espa\u00e7os, um menor n\u00famero de pessoas [envolvidas] e maior facilidade para os campeonatos acontecerem, mesmo na informalidade&#8221;, explicou Silvana.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Temos de olhar para os espa\u00e7os p\u00fablico de esporte e lazer e ver quem os ocupa. Geralmente, s\u00e3o meninos e homens. As mulheres, muitas vezes, precisam negociar hor\u00e1rio e acabam n\u00e3o ficando com os hor\u00e1rios nobres. Isso \u00e9 importante at\u00e9 para a gente pensar no futsal. \u00c9 mais f\u00e1cil se apropriar de uma quadra de futsal do que de um campo de futebol&#8221;, emendou a professora.<\/p>\n\n\n\n<p>Talita, do Tabo\u00e3o, ressaltou que o sal\u00e3o n\u00e3o precisa ser um &#8220;trampolim&#8221; para o campo, pois a pr\u00f3pria modalidade j\u00e1 traz uma possibilidade de carreira. Em 2022, os principais times do pa\u00eds criaram a Liga Feminina de Futsal (LFF), cuja segunda temporada est\u00e1 em curso &#8211; a equipe paulista, inclusive, lidera a competi\u00e7\u00e3o. A Libertadores de futsal feminino \u00e9 realizada desde 2013 (a exce\u00e7\u00e3o de 2020 e 2021, devido \u00e0 pandemia de covid-19). O dom\u00ednio \u00e9 brasileiro, com oito t\u00edtulos em oito edi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Hoje, a gente pode assistir ao futsal feminino na televis\u00e3o. Temos uma liga, Copa do Brasil, Libertadores. Nosso futsal est\u00e1 mais abrangente, n\u00e3o \u00e9 como antigamente, que voc\u00ea jogava o [Campeonato] Paulista e pronto. Claro que o campo enche mais os olhos, quest\u00e3o de sal\u00e1rio, estrutura, mas hoje j\u00e1 temos meninas que querem o futsal para a vida delas&#8221;, finalizou a t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Cl\u00e1udia Soares Rodrigues<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa aponta que 9 em cada 10 atletas adultas competiram no sal\u00e3o Por Lincoln Chaves<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":67215,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-67214","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67214","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67214"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67214\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":67218,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67214\/revisions\/67218"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67215"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67214"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67214"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67214"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}