{"id":68253,"date":"2023-09-17T11:00:00","date_gmt":"2023-09-17T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=68253"},"modified":"2023-09-16T01:07:39","modified_gmt":"2023-09-16T04:07:39","slug":"encontro-e-feira-dos-povos-do-cerrado-debate-a-preservacao-do-bioma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2023\/09\/17\/encontro-e-feira-dos-povos-do-cerrado-debate-a-preservacao-do-bioma\/","title":{"rendered":"Encontro e Feira dos Povos do Cerrado debate a preserva\u00e7\u00e3o do bioma"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tema do evento \u00e9 Conex\u00f5es de Povos, Culturas e Biomas<\/h3>\n\n\n\n<p><audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/209847.mp3\"><\/audio>O bioma Cerrado \u00e9 diverso e vai muito al\u00e9m das paisagens com as \u00e1rvores de cascas grossas e troncos retorcidos. Nessas terras localizadas, sobretudo, na regi\u00e3o central do Brasil, a vegeta\u00e7\u00e3o se mistura \u00e0s hist\u00f3rias de quem vive entre campos, chapad\u00f5es, veredas e, tamb\u00e9m, no Cerrado que fica no meio de zonas urbanas.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1555731&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1555731&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>As viv\u00eancias desta gente que luta para preservar o cerrado, suas sementes, suas \u00e1guas e seus povos tradicionais est\u00e3o sendo contadas no 10\u00ba Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, que neste ano tem o tema Conex\u00f5es de Povos, Culturas e Biomas. O evento acontece de 13 a 16 a setembro, na Torre de TV, no centro de Bras\u00edlia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta sexta-feira (15), a programa\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio com rodas de conversa e oficinas que ocorreram embaixo das diversas tendas batizadas com nomes da fauna e da flora do Cerrado. Os di\u00e1logos ocorrem entre representantes do governo federal, acad\u00eamicos, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, ambientalistas e lideran\u00e7as de comunidades moradoras do Cerrado. O p\u00fablico pode passar pelos espa\u00e7os livremente e trocar saberes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00c1gua<\/h2>\n\n\n\n<p>Na mesa redonda que tratou da gest\u00e3o das \u00e1guas, o coordenador-geral de Revitaliza\u00e7\u00e3o de Bacias Hidrogr\u00e1ficas e Acesso \u00e0 \u00c1gua do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima (MMA), Alexandre Resende Tofeti, destacou a necessidade de conhecer as comunidades locais e suas necessidades para trabalhar para garantir a produ\u00e7\u00e3o e o fornecimento de \u00e1gua de qualidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQueremos mostrar a import\u00e2ncia do Cerrado para a infiltra\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e para alimentar os rios do cerrado. Esperamos ter essa influ\u00eancia, com a\u00e7\u00f5es do poder p\u00fablico, associadas ao acesso \u00e0 \u00e1gua de qualidade e quantidade para as popula\u00e7\u00f5es tradicionais.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma mesa redonda, Aliene Barbosa e Silva, que \u00e9 representante de comunidade tradicional de fundos e fecho de pasto de Aparecida do Oeste, no munic\u00edpio baiano de Correntina, disse que quer chamar a aten\u00e7\u00e3o do MMA sobre a meta de desmatamento zero at\u00e9 2030. \u201cNa velocidade que est\u00e1 o desmatamento, n\u00e3o s\u00f3 no oeste da Bahia, mas, em todo o Cerrado, realmente, vamos chegar ao desmatamento zero, porque, de fato, n\u00e3o ter\u00e1 mais o que desmatar. N\u00e3o vai ter sobrado nada em 2030\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O p\u00fablico presente repetiu em coro a frase dita pela lideran\u00e7a. \u201cA gente est\u00e1 gritando socorro para o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente para deixar o Cerrado em p\u00e9.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Gest\u00e3o financeira<\/h2>\n\n\n\n<p>Na tenda onde foi promovido o di\u00e1logo sobre a filantropia comunit\u00e1ria na conserva\u00e7\u00e3o do Cerrado e da cultura dos povos, a diretora superintendente do Instituto Sociedade, Popula\u00e7\u00e3o e Natureza (ISPN), Cristiane Azevedo, valorizou a autonomia das comunidades para gerirem os recursos privados arrecadados por organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e empresas. \u201cQuem est\u00e1 ali na lida sabe o que \u00e9 preciso, que tipo de recurso \u00e9 necess\u00e1rio, o que tem que ser feito, o que \u00e9 preciso mobilizar para atender \u00e0s demandas do pr\u00f3prio territ\u00f3rio. Ent\u00e3o, cabe \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es, fundos e empresas fazer com que essa parte do investimento social privado chegue a eles, para que fa\u00e7am o que querem e o que a comunidade necessita.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta l\u00f3gica de autogest\u00e3o de recursos financeiros, o gestor de Programas do Fundo Casa Socioambiental, Rodrigo Montaldi, explicou que \u00e9 preciso capacitar a comunidade para isso e as organiza\u00e7\u00f5es que apoiam projetos devem repensar as pr\u00e1ticas. \u201c\u00c0s vezes achamos que as comunidades n\u00e3o est\u00e3o preparadas para gerir os recursos financeiros. Tem planilhas, tem presta\u00e7\u00e3o de contas, tem uma certa burocracia que muitas vezes \u00e9 dita como imposs\u00edveis de as pessoas e dos grupos acessarem os recursos\u201d. E exemplificou como \u00e9 feito pela equipe que ele trabalha. \u201cTodos os projetos que s\u00e3o contratados para receber um apoio passam para um programa de fortalecimento de capacidades. N\u00f3s damos oficinas de boas pr\u00e1ticas da gest\u00e3o, justamente para melhor utilizar o recurso. Ou seja, \u00e9 um exerc\u00edcio para dar ferramentas aos coletivos, \u00e0s comunidades para, tamb\u00e9m, entenderem como funciona esse plano\u201d, explica.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo espa\u00e7o que tratou de financiamentos, a representante da WWF-Brasil para desmatamento zero e convers\u00e3o, Bianca Yukie Maldonado Nakamato, relatou a dificuldade de conseguir doa\u00e7\u00f5es estrangeiras para projetos voltados \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o do Cerrado, que, em geral, s\u00e3o mais focadas no bioma da Amaz\u00f4nia. \u201c\u00b4\u00c9 um trabalho de constantemente refor\u00e7ar o papel do Cerrado, dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, da manuten\u00e7\u00e3o dos nossos povos, dos nossos biomas, fazer a conex\u00e3o com a Amaz\u00f4nia, com a Mata Atl\u00e2ntica. Porque, sen\u00e3o, o Cerrado cair\u00e1 no esquecimento. Aqui, a gente faz ci\u00eancia tamb\u00e9m, \u00e9 uma ci\u00eancia que \u00e9 brasileira, que tem os conhecimentos e os saberes tradicionais.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Prote\u00e7\u00e3o e defesa<\/h2>\n\n\n\n<p>O Instituto Cerrados trabalha com a meta de proteger 1 milh\u00e3o de hectares do Cerrado at\u00e9 2050. De acordo com a integrante da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental do Distrito Federal, Camila Tomaz, uma \u00e1rea de cerca de 66 mil hectares do Cerrado j\u00e1 foi preservada gra\u00e7as \u00e0s iniciativas promovidas pela entidade. Segundo ela, neste momento, o instituto trabalha para divulgar o instrumento chamado de Servid\u00e3o Ambiental, para prote\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, j\u00e1 previsto na Pol\u00edtica Nacional de Meio Ambiente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Camila classifica a 10\u00aa edi\u00e7\u00e3o do encontro como a semana mais importante do ano para os ambientalistas do Cerrado. \u201c\u00c9 incr\u00edvel essa troca e esse momento em que os visitantes podem passar em v\u00e1rias tendas, ouvir sobre diversos temas, trocar mais informa\u00e7\u00f5es, fora os produtos que n\u00f3s temos acesso na feira\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pesquisadores&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>No 10\u00ba encontro e Feira dos Povos do Cerrado, houve espa\u00e7o tamb\u00e9m para o lan\u00e7amento e distribui\u00e7\u00e3o do \u201cGuia de Plantas do Cerrado para Recomposi\u00e7\u00e3o Vegetal Nativa\u201d, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa). O pesquisador Felipe Ribeiro, da unidade Embrapa Cerrados, falou sobre germina\u00e7\u00e3o de sementes, recupera\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o de ambientes, preserva\u00e7\u00e3o permanente e transfer\u00eancia de tecnologias. \u201cA preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 sobre como gerar conhecimento cient\u00edfico e colocar para a sociedade e o governo, como atingir as metas de recomposi\u00e7\u00e3o dos 12 milh\u00f5es de hectares de Cerrado at\u00e9 2030. N\u00f3s estamos preocupados em fazer com que isso chegue \u00e0quele usu\u00e1rio que vai, definitivamente, fazer a recomposi\u00e7\u00e3o desse cerrado, o que n\u00e3o \u00e9 barato\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A diretora-presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Amigos das Florestas, Regina Fernandes Regina Fernandes, de Sobradinho, no Distrito Federal, destacou a import\u00e2ncia do movimento de recomposi\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa do Cerrado. \u201cOs maiores desafios s\u00e3o tr\u00eas: manter a vegeta\u00e7\u00e3o nativa que ainda existe; parar o desmatamento totalmente, porque o Cerrado j\u00e1 perdeu mais de 50% de sua \u00e1rea; e reflorestar nas \u00e1reas, principalmente, de recarga de aqu\u00edferos, porque as ra\u00edzes das plantas do cerrado conduzem a \u00e1gua para os aqu\u00edferos\u201d, explicou a ambientalista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro espa\u00e7o do encontro, focou na valoriza\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es que habitam o Cerrado. A secret\u00e1ria nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustent\u00e1vel do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (MMA), Edel Nazar\u00e9, defendeu a contabilidade desses povos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) para que o governo federal possa elaborar pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para as necessidades espec\u00edficas de cada grupo. A secret\u00e1ria destacou os povos ind\u00edgenas e os quilombolas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNossa miss\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 trazermos \u00e0 visibilidade, quanto s\u00e3o os extrativistas, os geraizeiros [popula\u00e7\u00e3o nativa do cerrado do norte de Minas Gerais], as quebradeiras de coco baba\u00e7u. \u00c9 preciso darmos visibilidade a essas identidades, a esses povos e comunidades. Assim, podemos estar com muito mais firmeza trabalhando junto na elabora\u00e7\u00e3o, na constru\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es e de pol\u00edticas p\u00fablicas.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Guardi\u00f5es do Cerrado&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>As diversas comunidades que se espalham no territ\u00f3rio de 2 mil quil\u00f4metros quadrados do Cerrado, em 11 estados brasileiros, est\u00e3o representadas no 10\u00ba encontro nacional sobre o segundo bioma do Brasil. A ind\u00edgena Elis\u00e2ngela Dias, da etnia Apinaj\u00e9, veio do norte do Tocantins, onde vivem cerca de 4 mil ind\u00edgenas, em cerca de 80 aldeias. Ela atua em uma brigada volunt\u00e1ria de 40 adolescentes e mulheres que combatem o fogo florestal e promovem a educa\u00e7\u00e3o ambiental de crian\u00e7as, nas escolas da regi\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/6Al9MWsqlNuRBhjuATa-O8BDrKU=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/img_4147.jpg?itok=mLxjAOEf\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 15\/09\/2023, Elisangela Apinaj\u00e9, durante o 10\u00ba Encontro e Feira dos Povos do Cerrado continua at\u00e9 amanh\u00e3 em Bras\u00edlia.  Foto: Ant\u00f4nio Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Ant\u00f4nio Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Bras\u00edlia (DF), 15\/09\/2023 &#8211; A ind\u00edgena&nbsp;Elisangela Apinaj\u00e9&nbsp;veio do norte do Tocantins.&nbsp;<strong>Ant\u00f4nio Cruz\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>A ind\u00edgena conta que a comunidade sofre com a ocorr\u00eancia de queimadas na vegeta\u00e7\u00e3o local. No entanto, a jovem disse que vai levar experi\u00eancias vividas no encontro e repassar a quem ficou no territ\u00f3rio. \u201cEu n\u00e3o tinha essa experi\u00eancia igual a que o pessoal est\u00e1 contando aqui. Acho importante cuidarmos do Cerrado, porque \u00e9 Cerrado quem cuida de n\u00f3s, traz tudo para n\u00f3s, que moramos na reserva Apinaj\u00e9. Do Cerrado, a gente tira a madeira para fazer nossas casas. Ele tamb\u00e9m traz as frutas, a pesca, tudo.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais em Bocai\u00fava, em Minas Gerais, Marly Duarte de Souza, ouviu o debate sobre o Programa Quintais Produtivos, fortalecido ap\u00f3s a&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2023-08\/programa-de-reforma-agraria-sera-retomado-com-foco-nas-mulheres\">Marcha das Margaridas<\/a>, realizada em agosto, da qual Marly tamb\u00e9m participou. A pequena agricultora entende que o programa federal colabora para a emancipa\u00e7\u00e3o feminina. \u201cOs quintais produtivos ajudam nos mercados locais e para a mulher, ela j\u00e1 ter\u00e1 o dinheiro. O que eu sempre digo \u00e9 que a soberania da mulher passa pelo bolso. \u00c9 preciso ter renda. A mulher que n\u00e3o tem renda, n\u00e3o pode dizer que \u00e9 totalmente livre.\u201d&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Maria de Lourdes Souza Nascimento, l\u00edder da comunidade rural e Moc\u00e3o da On\u00e7a, no norte de Minas Gerais, na cidade de Porteirinha, disse que a regi\u00e3o \u00e9 de transi\u00e7\u00e3o entre o Cerrado e a Caatinga. Ela veio a Bras\u00edlia defender a biodiversidade dos dois biomas e a economia criativa, a partir dos produtos colhidos e vendidos na cooperativa comandada por 36 fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/MWaAm0SKKuF9Hr_V6UJJY0zpeQQ=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/img_4015.jpg?itok=BIviA_nd\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 15\/09\/2023, Maria de Loudes Nascimento (Agricultora), durante o 10\u00ba Encontro e Feira dos Povos do Cerrado continua at\u00e9 amanh\u00e3 em Bras\u00edlia.  Foto: Ant\u00f4nio Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Ant\u00f4nio Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Bras\u00edlia (DF), 15\/09\/2023 &#8211;&nbsp;Maria de Lourdes Nascimento defende&nbsp;a biodiversidade do Cerrado e da Caatinga&nbsp;&#8211;&nbsp;<strong>Ant\u00f4nio Cruz\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>\u201cVim aqui defender o Cerrado, n\u00e3o s\u00f3 para deix\u00e1-lo em p\u00e9 e porque falam que ele \u00e9 a caixa d\u2019\u00e1gua do pa\u00eds. A import\u00e2ncia do Cerrado e da Caatinga tem outros sentidos como a gastronomia, a venda de artesanato, do umbu, da farinha do jatob\u00e1, tem a mangaba, cagaita, coquinho azedo e por a\u00ed vai. N\u00f3s temos uma cooperativa que faz esse aproveitamento das frutas para colocar na alimenta\u00e7\u00e3o escolar. Vamos cuidar para n\u00e3o acabar\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Feira e atra\u00e7\u00f5es&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>At\u00e9 este s\u00e1bado (16), o 10\u00ba Encontro e Feira dos Povos do Cerrado realiza, paralelamente \u00e0s rodas de conversa, oficinas culturais, de adornos e gastron\u00f4mica, al\u00e9m de exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica e a tradicional feira de produtos artesanais, roupas e alimentos das cadeias socioprodutivas do Cerrado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os artigos est\u00e3o produtos feitos a partir de argila, madeira, sempre-viva, capim dourado, couro, madeira, bioj\u00f3ias de sementes e pedras naturais, farinhas, geleias e um cat\u00e1logo diverso que pode ser conferido na Torre de TV, em Bras\u00edlia, pr\u00f3xima \u00e0 rodovi\u00e1ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Por Daniella Almeida\u00a0&#8211; Ag\u00eancia Brasil <\/p>\n\n\n\n<p>Foto Ant\u00f4nio Cruz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tema do evento \u00e9 Conex\u00f5es de Povos, Culturas e Biomas O bioma Cerrado \u00e9 diverso<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":68254,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-68253","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68253","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68253"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68253\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":68255,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68253\/revisions\/68255"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68254"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68253"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68253"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68253"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}