{"id":6833,"date":"2020-11-27T18:58:06","date_gmt":"2020-11-27T21:58:06","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=6833"},"modified":"2020-11-27T18:58:09","modified_gmt":"2020-11-27T21:58:09","slug":"pnad-nordeste-tem-maior-taxa-de-desocupacao-no-terceiro-trimestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2020\/11\/27\/pnad-nordeste-tem-maior-taxa-de-desocupacao-no-terceiro-trimestre\/","title":{"rendered":"Pnad: Nordeste tem maior taxa de desocupa\u00e7\u00e3o no terceiro trimestre"},"content":{"rendered":"\n<p>Constru\u00e7\u00e3o e agricultura foram as \u00fanicas atividades com crescimento<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Cristina Indio do Brasil &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<\/h4>\n\n\n\n<p>O Nordeste foi a regi\u00e3o brasileira que apresentou a maior taxa de desocupa\u00e7\u00e3o no terceiro trimestre deste ano, atingindo o recorde de 17,9% em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior. A menor taxa foi registrada no Sul: 9,4%. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), divulgada hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1394739&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1394739&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a pesquisa, entre julho e setembro, a taxa de subutiliza\u00e7\u00e3o chegou a 43,5% na Regi\u00e3o Nordeste.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a analista da pesquisa Adriana Beringuy, isso mostra n\u00e3o apenas a regi\u00e3o com a maior taxa. Mostra tamb\u00e9m que, do primeiro para o segundo trimestre, o Nordeste e o Sudeste, somados, foram as regi\u00f5es que mais aceleraram a subutiliza\u00e7\u00e3o. Segundo Adriana, o Nordeste sempre apresenta taxas maiores de subutiliza\u00e7\u00e3o, mas agora, com o processo da pandemia, o Sudeste foi a regi\u00e3o mais afetada. \u201cPortanto, trazendo parte da for\u00e7a de trabalho para a subutiliza\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a economista, quando se analisa a retra\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ocupada, verifica-se que, em maio, a queda decorreu da informalidade, que puxou muito a ocupa\u00e7\u00e3o para baixo. \u201cEsse processo da subutiliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 intimamente ligado \u00e0 informalidade&#8221;, disse Adriana.<\/p>\n\n\n\n<p>O Nordeste tem as maiores taxas de informalidade. O trabalhador informal, que foi o mais atingido no auge da pandemia, acaba tendo um aspecto geogr\u00e1fico, porque, proporcionalmente, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o ocupada, est\u00e1 nas regi\u00f5es Norte e Nordeste\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>A constru\u00e7\u00e3o e a agricultura foram as \u00fanicas atividades em que houve crescimento da popula\u00e7\u00e3o ocupada no terceiro trimestre de 2020. Na constru\u00e7\u00e3o, a alta ficou em 7,5%, ou 399 mil pessoas a mais trabalhando no setor. A agricultura, com expans\u00e3o de 3,8%, agregou mais 304 mil trabalhadores. No caso da constru\u00e7\u00e3o, a explica\u00e7\u00e3o \u00e9 que, como pedreiros e outros trabalhadores do setor afastaram-se, por conta pr\u00f3pria, do mercado por causa do distanciamento social, retornaram nesse per\u00edodo, com a reabertura das atividades. Al\u00e9m disso, aumentou a demanda por pequenas obras, como reforma de im\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Adriana Beringuy, o aumento na taxa de ocupa\u00e7\u00e3o na agricultura pode estar relacionado \u00e0 sazonalidade do cultivo. Ela explicou que a atividade, de um modo geral, tem ritmo diferente das demais. Somado a isso, o setor sofreu menos os efeitos da pandemia, porque, ao se desenvolver no campo, o impacto do distanciamento social foi menor, na compara\u00e7\u00e3o com o que ocorreu na cidade. \u201cA constru\u00e7\u00e3o e a agricultura s\u00e3o atividades que j\u00e1 mostram efetivamente crescimento na sua ocupa\u00e7\u00e3o\u201d, disse Adriana.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">For\u00e7a de trabalho<\/h2>\n\n\n\n<p>A popula\u00e7\u00e3o inserida na for\u00e7a de trabalho no Brasil chegou a 96,5 milh\u00f5es de pessoas entre julho e setembro e, na compara\u00e7\u00e3o com o trimestre anterior, manteve-se est\u00e1vel. No entanto, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2019, registrou queda de 9,2%, ou seja, menos 9,8 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o fora da for\u00e7a de trabalho atingiu 78,6 milh\u00f5es no terceiro trimestre deste ano, o maior n\u00edvel da s\u00e9rie hist\u00f3rica, com altas de 1,0%, mais 785 mil pessoas, frente ao trimestre anterior e de 21,2%, mais 13,7 milh\u00f5es de pessoas, ante o mesmo per\u00edodo de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica foi o n\u00edvel da popula\u00e7\u00e3o desalentada, com 5,9 milh\u00f5es. Isso significa crescimento de 3,2% ou mais 183 mil pessoas, se comparado ao trimestre anterior, e de 24,7%, sendo mais 1,2 milh\u00e3o de pessoas, em rela\u00e7\u00e3o a julho a setembro de 2019. O percentual de 5,7% de desalentados na popula\u00e7\u00e3o indica estabilidade frente aos tr\u00eas meses anteriores e alta de 1,5 ponto percentual. contra o mesmo trimestre de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, n\u00e3o inclu\u00eddos os trabalhadores dom\u00e9sticos, foi estimado em 29,4 milh\u00f5es, o que representa queda de 2,6%, ou menos 788 mil pessoas, ante o trimestre anterior e de 11,2%, menos 3,7 milh\u00f5es de pessoas, se comparado ao per\u00edodo de&nbsp; julho a setembro de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o n\u00famero de empregados sem carteira assinada no setor privado foi de 9 milh\u00f5es, com alta de 4,3%, ou mais 374 mil pessoas em rela\u00e7\u00e3o ao segundo trimestre, e de&nbsp; 23,9%, sendo menos 2,8 milh\u00f5es, na compara\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de trabalhadores por conta pr\u00f3pria atingiu 21,8 milh\u00f5es, em uma varia\u00e7\u00e3o de 0,6 ou mais 119 mil contra o trimestre anterior. Frente ao mesmo per\u00edodo de 2019, houve recuo de 10,8%, ou menos 2,6 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cParte da ocupa\u00e7\u00e3o que cresce no terceiro trimestre \u00e9 a que vem do trabalho informal, ou seja, n\u00e3o se observa ainda uma rea\u00e7\u00e3o de emprego com carteira, por exemplo. Por outro lado, o trabalho sem carteira assinada j\u00e1 mostra, sim, um processo de recupera\u00e7\u00e3o. O que se pode perceber \u00e9 que, no terceiro trimestre, h\u00e1 um cen\u00e1rio menos desfavor\u00e1vel do que aquele cen\u00e1rio ruim visto no segundo trimestre\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A economista ressaltou que, ante esse resultado do terceiro trimestre, \u00e9 preciso aguardar os pr\u00f3ximos meses e ver se outras atividades que j\u00e1 come\u00e7am a ter perdas reduzidas, come\u00e7am, efetivamente, a apresentar mais contrata\u00e7\u00e3o e mais absor\u00e7\u00e3o de trabalhadores. \u201cIsso ainda n\u00e3o \u00e9 realidade para grande parte das atividades econ\u00f4micas, muito pelo contr\u00e1rio. Muitas ainda, apesar de terem menos perdas no terceiro trimestre, mostram ainda redu\u00e7\u00e3o da sua ocupa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perdas menores<\/h2>\n\n\n\n<p>Adriana&nbsp;Beringuy destacou que, embora tenha ocorrido menor queda da popula\u00e7\u00e3o ocupada no terceiro trimestre, representando 3% do que ocorreu no segundo trimestre, isso n\u00e3o pode ser entendido ainda como um processo de recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho. Pode-se observar, no entanto, que as perdas s\u00e3o menores do que as que vinham ocorrendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na popula\u00e7\u00e3o desocupada, as maiores taxas ocorreram entre as mulheres, os jovens e pessoas pretas. De acordo com a pesquisa, enquanto entre os homens a taxa foi estimada em 12,8%, entre as mulheres, chegou a 16,8%. Entre os que se declararam brancos (11,8%), ficou abaixo da m\u00e9dia nacional (14,6%), mas entre os pretos (19,1%) e os pardos (16,5%), ficou acima.<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o nas pessoas com ensino m\u00e9dio incompleto era de 24,3% e, portanto, superior \u00e0 dos demais n\u00edveis de instru\u00e7\u00e3o. No grupo com n\u00edvel superior incompleto, a taxa foi estimada em 17,1%. O percentual \u00e9 mais que o dobro do verificado para aqueles com n\u00edvel superior completo, que ficou em 7,0%.<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o dos jovens de 14 a 17 alcan\u00e7ou 44,2%, mais elevada do que a daqueles na faixa entre 18 e 24 anos, que ficou em 31,4%. Os percentuais est\u00e3o acima do patamar da taxa m\u00e9dia total de 14,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de trabalhadores dom\u00e9sticos caiu 2,2% e somou 4,6 milh\u00f5es, o que significa menos 102 mil pessoas, na compara\u00e7\u00e3o com o trimestre anterior, e 26,5 %, ou menos 1,7 milh\u00e3o de pessoas, ante os mesmos tr\u00eas meses de 2019, frente ao mesmo trimestre de 2019.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Rendimento<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com os dados da Pnad Cont\u00ednua, o rendimento m\u00e9dio real habitual chegou a R$ 2.554 no per\u00edodo de julho a setembro deste ano, sendo estatisticamente est\u00e1vel na compara\u00e7\u00e3o com o per\u00edodo anterior, quando estava em R$ 2.519. J\u00e1 contra o mesmo trimestre de 2019, houve alta de 8,3% \u2013 o rendimento era de R$ 2.359.<\/p>\n\n\n\n<p>A massa de rendimento real habitual alcan\u00e7ou R$ 205,3 bilh\u00f5es, mantendo-se est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o aos tr\u00eas meses anteriores, e com queda de 4,9%, ou menos R$ 10,6 bilh\u00f5es, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo trimestre de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: N\u00e1dia Franco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Constru\u00e7\u00e3o e agricultura foram as \u00fanicas atividades com crescimento Por Cristina Indio do Brasil &#8211;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6834,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-6833","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6833","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6833"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6833\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6835,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6833\/revisions\/6835"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6834"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6833"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6833"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6833"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}