{"id":7029,"date":"2020-11-30T17:35:01","date_gmt":"2020-11-30T20:35:01","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=7029"},"modified":"2020-11-30T17:35:04","modified_gmt":"2020-11-30T20:35:04","slug":"pesquisadores-criam-tecnologia-para-eliminar-metal-cancerigeno-da-agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2020\/11\/30\/pesquisadores-criam-tecnologia-para-eliminar-metal-cancerigeno-da-agua\/","title":{"rendered":"Pesquisadores criam tecnologia para eliminar metal cancer\u00edgeno da \u00e1gua"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Estudos s\u00e3o desenvolvidos pela USP e Unesp<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Fl\u00e1via Albuquerque &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; S\u00e3o Paulo<\/h4>\n\n\n\n<p>Pesquisadores do Instituto de Qu\u00edmica de S\u00e3o Carlos da Universidade de S\u00e3o Paulo (IQSC-USP) e do Instituto de Qu\u00edmica da Universidade Estadual Paulista (IQ-Unesp) desenvolveram uma tecnologia para filtrar e degradar, ao mesmo tempo, metal cancer\u00edgeno e corante que podem ser encontrados na \u00e1gua. O material \u00e9 uma membrana composta de celulose bacteriana revestida por uma camada de dissulfeto de molibd\u00eanio, um metal n\u00e3o t\u00f3xico, que pode ser usada repetidas vezes sem perder a efic\u00e1cia. A membrana percebe subst\u00e2ncias t\u00f3xicas que n\u00e3o s\u00e3o identificadas pelas esta\u00e7\u00f5es de tratamento de \u00e1gua.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1394830&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1394830&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com um dos autores da pesquisa, professor Ubirajara Pereira Rodrigues Filho, do IQSC, para funcionar a membrana precisa de uma fonte de luz para fornecer energia para um dos componentes e assim estimular rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas que resultam na degrada\u00e7\u00e3o dos compostos t\u00f3xicos, conforme eles se prendem na membrana. Os testes mostraram que, depois de duas horas, o material removeu 96% do corante azul de metileno e 88% do metal cancer\u00edgeno cr\u00f4mio. A membrana foi capaz de degradar as subst\u00e2ncias tanto de forma isolada como misturadas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/JF8XAZO0SypxRvuPBHsqpUxS2wo=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/instituto_de_quimica_agua_metal_cancerigeno28112000596.jpg?itok=usF7TG1X\" alt=\"A membrana filtra e degrada subst\u00e2ncias t\u00f3xicas que n\u00e3o s\u00e3o identificadas pelas esta\u00e7\u00f5es de tratamento de \u00e1gua\" title=\"Henrique Fontes\/ Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do IQSC\/USP\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>O material \u00e9 uma membrana composta de celulose bacteriana revestida por uma camada de dissulfeto de molibd\u00eanio, um metal n\u00e3o t\u00f3xico &#8211;&nbsp;<strong>Henrique Fontes\/ Ascom do IQSC\/USP\/Direitos reservados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Rodrigues, o material tem in\u00fameras vantagens em rela\u00e7\u00e3o a outros materiais. \u201cAl\u00e9m de ser uma mat\u00e9ria-prima renov\u00e1vel, a celulose bacteriana permite a constru\u00e7\u00e3o de um material mais leve, flex\u00edvel, resistente, com maior durabilidade e menos suscet\u00edvel a trincas. Embora nossa pesquisa ainda seja apenas uma prova de conceito e esteja em est\u00e1gio inicial, \u00e9 muito gratificante ter a possibilidade de proporcionar a quem desenvolve as esta\u00e7\u00f5es de tratamento de \u00e1gua novas tecnologias para melhorar a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor principal da pesquisa e p\u00f3s-doutorando do IQ-Unesp, Elias Paiva Ferreira Neto, explicou que h\u00e1 anos os contaminantes emergentes (tintas, metais, rem\u00e9dios, cosm\u00e9ticos e produtos de higiene pessoal) s\u00e3o um grande desafio para os cientistas, que trabalham para buscar solu\u00e7\u00f5es e entenderem os impactos desses compostos. Segundo Paiva, essas subst\u00e2ncias podem ser encontradas nos rios que abastecem os munic\u00edpios, chegando at\u00e9 as torneiras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs esta\u00e7\u00f5es de tratamento de \u00e1gua precisam de equipamentos adequados para remov\u00ea-los. H\u00e1 uma necessidade muito grande de desenvolver novos materiais com propriedades melhoradas e com maior aplicabilidade para a remo\u00e7\u00e3o eficiente de uma ampla gama de poluentes da \u00e1gua\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com ele, o estudo significa um grande avan\u00e7o no desenvolvimento de tecnologias para a remo\u00e7\u00e3o de contaminantes org\u00e2nicos e inorg\u00e2nicos da \u00e1gua e pode resultar em uma ferramenta importante para as esta\u00e7\u00f5es de tratamento de efluentes das ind\u00fastrias t\u00eaxteis e de couro do estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNos pr\u00f3ximos passos do estudo vamos testar a nova membrana para a degrada\u00e7\u00e3o de outras subst\u00e2ncias, como amostras de medicamentos e pesticidas. Por se tratar de uma tecnologia simples e escal\u00e1vel, n\u00f3s esperamos que futuramente ela possa reduzir os custos do tratamento de \u00e1guas residuais e se tornar uma solu\u00e7\u00e3o para mitigar os desafios ambientais\u201d, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Fernando Fraga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudos s\u00e3o desenvolvidos pela USP e Unesp Por Fl\u00e1via Albuquerque &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7030,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-7029","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7029","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7029"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7029\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7031,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7029\/revisions\/7031"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7030"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7029"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7029"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7029"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}