{"id":72036,"date":"2023-11-13T08:00:00","date_gmt":"2023-11-13T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=72036"},"modified":"2023-11-11T22:03:24","modified_gmt":"2023-11-12T01:03:24","slug":"cultura-hip-hop-ganha-espaco-como-importante-setor-cultural-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2023\/11\/13\/cultura-hip-hop-ganha-espaco-como-importante-setor-cultural-do-brasil\/","title":{"rendered":"Cultura hip-hop ganha espa\u00e7o como importante setor cultural do Brasil"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ritmo busca oportunidades em evento de mercado criativo<audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/212707.mp3\"><\/audio><\/h3>\n\n\n\n<p>Da transi\u00e7\u00e3o da arte marginal para um concorrido espa\u00e7o no mercado criativo. A cultura hip-hop cresce e se consolida como um importante setor cultural no pa\u00eds. No ano que se comemora 40 anos do movimento no Brasil, unindo os elementos do breake (a dan\u00e7a), DJ (a m\u00fasica), MC (rima e poesia) e o grafite (a arte visual), o hip-hop busca espa\u00e7o no mercado e nas pol\u00edticas p\u00fablicas.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1566014&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1566014&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Durante o 3\u00ba Mercado das Ind\u00fastrias Criativas do Brasil (MICBR), evento que ocorre at\u00e9 este domingo em Bel\u00e9m, no Par\u00e1, o hip-hop conquistou um espa\u00e7o relevante, sendo inclu\u00eddo como setor criativo espec\u00edfico, junto com outros 15 segmentos, como teatro, dan\u00e7a, m\u00fasica, audiovisual e o circo, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>O DJ Raffa Santoro, pioneiro do hip-hop no Distrito Federal, produz artistas em diversos estados do pa\u00eds. No MICBR ele busca vender seus servi\u00e7os de produ\u00e7\u00e3o musical e tamb\u00e9m promover artistas do seu selo musical. Para ele, o movimento ainda est\u00e1 engatinhando no mercado.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Infelizmente (o hip-hop) ainda \u00e9 marginalizado, ainda tem muita marginaliza\u00e7\u00e3o em cima do tipo de arte que a gente faz. Mas todas essas coisas que est\u00e3o acontecendo aqui (MICBR), por exemplo, de voc\u00ea estar&nbsp;nessas reuni\u00f5es de neg\u00f3cios, s\u00f3 mostra que o hip-hop est\u00e1 come\u00e7ando a estar em outro patamar, sendo valorizado&nbsp;de uma outra maneira, com as empresas apostando, v\u00e1rios festivais. Estamos come\u00e7ando a engatinhar e melhorar essa situa\u00e7\u00e3o de deixar de ser marginalizados, mas o caminho ainda \u00e9 uma longa estrada&#8221;, relata&nbsp;DJ Raffa.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A consultora de neg\u00f3cios do MICBR, Udi Santos, de Salvador, afirma que a cultura hip-hop tem uma identidade pr\u00f3pria, uma multilinguagem, que permite uma valoriza\u00e7\u00e3o do segmento.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Estamos come\u00e7ando a virar a chave, entendendo como se funciona dentro da ind\u00fastria criativa. Porque a gente j\u00e1 faz isso muito bem de forma separada. Voc\u00ea v\u00ea o grafite dentro das artes visuais, n\u00f3s temos, por exemplo, hoje, o break nas olimp\u00edadas, a gente v\u00ea os rappers fazendo maiores sucessos, os DJs tamb\u00e9m. Todos esses elementos, que o p\u00fablico v\u00ea de forma separada, eles fazem parte dessa cultura. Ent\u00e3o a gente consegue estar dentro dessa economia criativa e vender mesmo a nossa arte quanto produto&#8221;, prop\u00f5e Udi. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O produtor cultural e MC Subversivo esteve no evento buscando parcerias para o projeto Crian\u00e7as do Gueto, voltado a forma\u00e7\u00e3o na cultura hip-hop na periferia de Manaus (AM). Para ele, o mercado \u00e9 bastante focado na regi\u00e3o sudeste, o que acaba dando pouca divulga\u00e7\u00e3o para artistas do Norte do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Mas tamb\u00e9m falta o incentivo \u00e0 cultura, do pr\u00f3prio governo do meu estado, temos algumas movimenta\u00e7\u00f5es culturais para pleitear editais e fomento para que a gente possa ter capta\u00e7\u00e3o de recursos para o movimentando. Tanto de quem est\u00e1 come\u00e7ando agora quanto os mais experientes t\u00eam uma certa dificuldade. Temos uma certa dificuldade de ser Mc Norte e tentar expandir o&nbsp;trabalho, mas seguimos a\u00ed nessa caminhada&#8221;, afirma Subversivo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Interc\u00e2mbio<\/h2>\n\n\n\n<p>Presente no MICBR, esteve tamb\u00e9m o&nbsp;produtor John Rodrigues, que organiza o maior festival latino-americano dessa cultura, o Hip-Hop al Park da Col\u00f4mbia. Ele destaca import\u00e2ncia do movimento, que al\u00e9m de ser uma ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o social pela paz no pa\u00eds, hoje tem uma grande aceita\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Rodrigues defende um interc\u00e2mbio entre artistas brasileiros para o crescimento do mercado.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEstamos estabelecendo rela\u00e7\u00f5es para poder gerar interc\u00e2mbios entre o hip-hop do Brasil e o hip-hop da Col\u00f4mbia. Nosso festival \u00e9 o mais importante da Am\u00e9rica Latina. \u00c9 um festival para 150 mil pessoas, onde temos convidados dos Estados Unidos M\u00e9xico, Chile, Venezuela, mas temos tido muito pouca participa\u00e7\u00e3o de Brasil. Ent\u00e3o queremos mostrar a import\u00e2ncia deste p\u00fablico, mostrar que o hip-hop \u00e9 global\u201d, afirma.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O argentino Pablo Vergara, produtor musical da Milo Records, diz que o hip-hop tamb\u00e9m passa por um momento de crescimento no seu pa\u00eds, com grande fomento tamb\u00e9m por pol\u00edticas p\u00fablicas. Apesar da barreira da linguagem, ele tamb\u00e9m busca realizar encontro entre artistas para superar essas barreiras.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Vim buscar fazer a conex\u00e3o com artistas daqui para poder misturar a cultura da Argentina com a cultura do Brasil. Estou ouvindo a m\u00fasica (hip-hop) feita aqui, com ra\u00edzes do Brasil, para poder ent\u00e3o fazer essa rela\u00e7\u00e3o, trazer artistas da Argentina para c\u00e1 e brasileiros para l\u00e1&#8221;, diz Pablo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Edital<\/h2>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Cultura lan\u00e7ou, em outubro, um edital espec\u00edfico para premiar 325 iniciativas da cultura hip-hop. O Pr\u00eamio Cultura Viva &#8211; Constru\u00e7\u00e3o Nacional do Hip-Hop vai apoiar pessoas f\u00edsicas, grupos ou coletivos e institui\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos em um total de 6 milh\u00f5es de reais. As inscri\u00e7\u00f5es s\u00e3o at\u00e9 11 de dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p><em>*O rep\u00f3rter viajou a convite do MinC<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por G\u00e9sio Passos &#8211; Rep\u00f3rter R\u00e1dio Nacional<\/p>\n\n\n\n<p>Foto Jos\u00e9 Cruz &#8211; Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ritmo busca oportunidades em evento de mercado criativo Da transi\u00e7\u00e3o da arte marginal para um<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":72037,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-72036","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72036","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72036"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72036\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":72038,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72036\/revisions\/72038"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72037"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72036"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72036"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72036"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}