{"id":72258,"date":"2023-11-16T05:00:00","date_gmt":"2023-11-16T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=72258"},"modified":"2023-11-15T16:52:39","modified_gmt":"2023-11-15T19:52:39","slug":"recifes-de-fernando-de-noronha-sao-ameacados-por-plastico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2023\/11\/16\/recifes-de-fernando-de-noronha-sao-ameacados-por-plastico\/","title":{"rendered":"Recifes de Fernando de Noronha s\u00e3o amea\u00e7ados por pl\u00e1stico"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Problema tamb\u00e9m afeta entorno de arquip\u00e9lago de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Vitor Abdala &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Rio de Janeiro<audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/212890.mp3\"><\/audio><\/h4>\n\n\n\n<p>Ecossistemas de grande biodiversidade, os recifes de corais de Fernando de Noronha e do arquip\u00e9lago de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo, dois conjuntos de ilhas oce\u00e2nicas brasileiras, enfrentam a amea\u00e7a de res\u00edduos de pl\u00e1stico e de apetrechos de pesca abandonados. Um estudo publicado em julho deste ano revelou que esses dois ambientes recifais est\u00e3o entre aqueles com maior quantidade de lixo, ao lado de recifes de Comores (\u00c1frica Ocidental) e Filipinas.&nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1566416&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1566416&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente mergulhava nesses locais, achando que ia explorar um ambiente completamente desconhecido, mas, na verdade, j\u00e1 tinha evid\u00eancias de impacto humano nessas regi\u00f5es, com muito lixo e material de pesca\u201d, revelou o pesquisador Hudson Pinheiro, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e da Rede de Especialistas em Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (RECN), mantida pela Funda\u00e7\u00e3o Botic\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o pesquisador, tanto o pl\u00e1stico quanto o material de pesca abandonado s\u00e3o riscos para a vida marinha. No caso do pl\u00e1stico, por exemplo, os animais podem confundi-los com alimentos e sufocarem ou ent\u00e3o se intoxicarem com o material.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos res\u00edduos de pesca, como linhas, redes e anz\u00f3is, mesmo no fundo do oceano, eles continuam aprisionando e matando animais marinhos. \u201c\u00c9 o que a gente chama de pesca fantasma. Esses equipamentos continuam pescando por um tempo, causando um impacto ali na comunidade. E, quando um espinhel ou uma corda ficam presos num recife, eles puxam e quebram os corais\u201d, explica Pinheiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador defende que \u00e9 preciso repensar o uso do pl\u00e1stico pela sociedade e tamb\u00e9m a utiliza\u00e7\u00e3o de material biodegrad\u00e1vel pelos pescadores, de forma que esses equipamentos, caso sejam abandonados no fundo do mar, n\u00e3o sigam causando impactos na vida selvagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pesca&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o s\u00e3o apenas os res\u00edduos que amea\u00e7am a biodiversidade nos corais. Segundo Pinheiro, a descoberta desse lixo de pesca nesses recifes, afastados da costa, revelam que h\u00e1 grande atividade pesqueira nessas \u00e1reas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTem essa tend\u00eancia da pesca ir cada vez mais longe para tentar manter o lucro e a rentabilidade que eles tinham. Vai exaurindo os recursos mais pr\u00f3ximos [da costa] e eles v\u00e3o se afastando\u201d, ressalta Pinheiro. \u201cExiste uma caracter\u00edstica muito comum de pesca desses ambientes. Quando os pescadores encontram essas \u00e1reas [recifais, com grande riqueza de peixes], eles conseguem exaurir todas as esp\u00e9cies comerciais\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hudson Pinheiro cita como exemplo algumas esp\u00e9cies marinhas que eram comuns em Fernando de Noronha e S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo, mas que foram levadas quase \u00e0 extin\u00e7\u00e3o pela pesca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em Noronha, por exemplo, nas d\u00e9cadas de 60 e 70, houve excesso de pesca do pargo (Lutjanus purpureus), provocando seu desaparecimento na \u00e1rea. Apenas recentemente, pesquisadores voltaram a encontrar indiv\u00edduos da esp\u00e9cie.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo, os alvos dos pescadores foram os tubar\u00f5es. \u201cNa d\u00e9cada de 70 e in\u00edcio dos 80, existia uma popula\u00e7\u00e3o muito abundante de tubar\u00f5es locais recifais ali em S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo. E esses tubar\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o mais vistos como eram. Parece que agora eles est\u00e3o se recuperando depois dos \u00faltimos 10 anos. Eles proibiram a pesca de tubar\u00f5es\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Hudson Pinheiro, esses recifes se localizam longe da costa continental brasileira. No caso dos recifes costeiros, que se estendem da Bahia ao Rio Grande do Norte, o impacto desse lixo \u00e9, provavelmente, ainda maior. No fim de outubro, a&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2023-10\/corais-podem-evitar-r-160-bilhoes-em-danos-ao-litoral-do-nordeste\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">publicou uma s\u00e9rie de reportagens<\/a>&nbsp;sobre as amea\u00e7as aos recifes de corais e a import\u00e2ncia desses ecossistemas para as cidades brasileiras e para a preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Fernando Fraga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Problema tamb\u00e9m afeta entorno de arquip\u00e9lago de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo Por Vitor Abdala<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":72259,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-72258","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72258","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72258"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72258\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":72260,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72258\/revisions\/72260"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72259"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72258"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72258"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72258"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}