{"id":73671,"date":"2023-12-09T14:19:21","date_gmt":"2023-12-09T17:19:21","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=73671"},"modified":"2023-12-09T14:19:22","modified_gmt":"2023-12-09T17:19:22","slug":"direitos-humanos-e-policia-nao-sao-antagonicos-diz-delegado-do-df","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2023\/12\/09\/direitos-humanos-e-policia-nao-sao-antagonicos-diz-delegado-do-df\/","title":{"rendered":"Direitos humanos e pol\u00edcia n\u00e3o s\u00e3o antag\u00f4nicos, diz delegado do DF"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Anderson Cavichioli \u00e9 titular da Delegacia das Mulheres<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Luiz Claudio Ferreira &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Bras\u00edlia<audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/214102.mp3\"><\/audio><\/h4>\n\n\n\n<p>\u201cA pol\u00edcia deve ser a primeira linha da defesa de direitos humanos\u201d. A frase \u00e9 de um homem que abra\u00e7ou a carreira policial por concurso h\u00e1 5 anos e que ouviu alertas sobre poss\u00edveis preconceitos no novo trabalho. Mesmo assim, resolveu seguir o sonho.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1571410&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1571410&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Advogado e mestre em direitos humanos, o delegado paulistano Anderson Cavichioli, de 49 anos de idade, que atua na Delegacia Especializada de Assist\u00eancia \u00e0 Mulher (Deam), em Ceil\u00e2ndia, a maior regi\u00e3o administrativa do Distrito Federal, \u00e9 o primeiro assumidamente homossexual na capital federal nessa atividade. \u201cEu respeito todas as pessoas. Ent\u00e3o, eu tamb\u00e9m exijo respeito\u201d, disse o delegado \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato \u00e9 que Anderson Cavichioli resolveu n\u00e3o apenas trabalhar por uma institui\u00e7\u00e3o mais saud\u00e1vel e menos violenta, mas tamb\u00e9m estimular que outros policiais pudessem ter ci\u00eancia de que era preciso uni\u00e3o. Depois que passou no concurso da Pol\u00edcia Civil do DF, resolveu tocar em frente uma iniciativa institucionalizada na corpora\u00e7\u00e3o, a Rede Nacional de Operadores de Seguran\u00e7a P\u00fablica LGBT, um grupo que come\u00e7ou com cinco pessoas e hoje congrega pelo menos 150 agentes de seguran\u00e7a p\u00fablica, incluindo policiais de entidades estaduais e federais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele j\u00e1 presenciou coment\u00e1rios maldosos e rodinhas de risos. Para ele, por\u00e9m, a homofobia nem sempre se apresenta escancarada, mas tamb\u00e9m de forma camuflada por outros caminhos, como menos chances de crescer na atividade e menos oportunidades.<\/p>\n\n\n\n<p>O policial participa, at\u00e9 este domingo (10), do 1\u00ba Encontro Nacional dos Conselhos LGBTQIA+, para o qual foi convidado de forma especial. \u201cDevem pensar: o que um policial est\u00e1 fazendo aqui? Eu estou aqui porque nosso trabalho j\u00e1 \u00e9 reconhecido\u201d, garante. Durante o evento, ele concedeu entrevista \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/1JFuBlQMt2ZKOLfWqDwJvM9d1J0=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/124a1180.jpg?itok=Q6Yk47aN\" alt=\"Bras\u00edlia(DF), 08\/12\/2023 - Entrevista exclusiva \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, do delegado Anderson Cavichioli, que \u00e9 um dos primeiros policiais assumidamente da comunidade LGBTQIA+. Foto:Wilson Dias\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Wilson Dias\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Delegado Anderson Cavichioli, primeiro policial assumidamente da comunidade LGBTQIA+ do DF &#8211; Foto:Wilson Dias\/Ag\u00eancia Brasil<\/h6>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;&#8211; Desde quando o senhor revelou sua orienta\u00e7\u00e3o sexual?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anderson<\/strong>&nbsp;&#8211; Desde que eu entrei para a pol\u00edcia, eu disse abertamente que era um homem gay. Algumas pessoas se espantaram. \u00c9 ainda um ambiente que tem muitas pr\u00e1ticas homotransf\u00f3bicas, mas vem mudando e para melhor<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;&#8211; O senhor criou a Rede Nacional de Operadores de Seguran\u00e7a P\u00fablica LGBT?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anderson<\/strong>&nbsp;&#8211; A rede j\u00e1 existia desde 2010, mas n\u00e3o estava institucionalizada. Em 2018, houve um ataque a um policial militar que teve a sua imagem clandestinamente capturada. Ele teve a imagem beijando outro rapaz e foi amea\u00e7ado de morte por outros policiais. Aquilo \u00e9 um evidente absurdo. Por isso, a gente entendeu que era necess\u00e1rio que n\u00f3s tiv\u00e9ssemos uma organiza\u00e7\u00e3o efetiva. Come\u00e7amos com cinco pessoas. Hoje n\u00f3s temos 150.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;&#8211; A que o senhor atribui essa amplia\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anderson<\/strong>&nbsp;&#8211; Quando um policial descobre a rede, muitos falam: \u201ceu achei que s\u00f3 eu era LGBTQIA+ na pol\u00edcia\u201d. A pessoa LGBT pode ter um comportamento at\u00e9 de isolamento porque n\u00e3o fala muito sobre si. Isso \u00e9 muito ruim. O lugar em que trabalhamos \u00e9 onde passamos muitas horas do dia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;&#8211; E isso rende resultados pr\u00e1ticos?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anderson<\/strong>&nbsp;&#8211; Hoje n\u00f3s temos um protocolo de atendimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ pelas for\u00e7as policiais. Eu sou tamb\u00e9m conteudista da Secretaria Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica. Eu fiz o primeiro curso no Brasil para atendimento policial de pessoas LGBT. N\u00f3s temos manuais e capacita\u00e7\u00e3o dos policiais. Eu percebo que ainda h\u00e1 falta de informa\u00e7\u00e3o. Eu trabalho bastante tamb\u00e9m nessa \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o. Agora vou fazer um trabalho no sistema prisional aqui do DF em car\u00e1ter de educa\u00e7\u00e3o para os profissionais. A ideia \u00e9 educar as for\u00e7as de seguran\u00e7a p\u00fablica para que sejam capacitadas a lidar com a popula\u00e7\u00e3o LGBT.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;&#8211; As pol\u00edcias s\u00e3o ligadas \u00e0 viol\u00eancia institucionalizada historicamente. Como vencer as resist\u00eancias?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anderson<\/strong>&nbsp;&#8211; Isso ocorreu historicamente no Brasil para perseguir pessoas de grupos vulnerabilizados. Ocorreu durante a ditadura (1964 &#8211; 1985). Pessoas que n\u00e3o podiam nem sair de casa. Transexuais e travestis que eram perseguidas. A comunidade n\u00e3o aguentava mais sofrer aquele tipo de repress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;&#8211; Qual o perfil de policiais na rede?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anderson<\/strong>&nbsp;&#8211; N\u00f3s temos o maior n\u00famero de homens gays. Mas temos tamb\u00e9m pessoas trans, mulheres e homens. Grande parte das pessoas que integram a rede s\u00e3o da Regi\u00e3o Nordeste.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;&#8211; Sobre a sua hist\u00f3ria, o senhor cursou o mestrado em Direitos Humanos na Universidade de Bras\u00edlia (UnB). O que o senhor pesquisou?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anderson<\/strong>&nbsp;&#8211; Eu estudei a viol\u00eancia contra pessoas transexuais e travestis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;&#8211; Depois de 1 ano de pol\u00edcia, o senhor foi ser o titular da Delegacia das Mulheres, na Ceil\u00e2ndia. O que representou isso para o senhor?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anderson<\/strong>&nbsp;&#8211; Mod\u00e9stia \u00e0 parte, sou uma pessoa bastante competente na minha profiss\u00e3o. Lido com situa\u00e7\u00f5es extremamente delicadas, com a viol\u00eancia contra a mulher, que \u00e9 um problema grav\u00edssimo que n\u00f3s temos no DF e no Brasil. Existe uma complexidade nas quest\u00f5es da Lei Maria da Penha. Uma coisa \u00e9 voc\u00ea atender uma v\u00edtima de roubo em que as pessoas n\u00e3o se conhecem. \u00c9 diferente atender uma situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica, em que h\u00e1 v\u00ednculos afetivos entre as pessoas, filhos em comum. A gente precisa ter cuidado com as falas e com a abordagem<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;&#8211; De que forma a sua forma\u00e7\u00e3o em direitos humanos mudou o seu trabalho e como busca multiplicar o seu conhecimento com os seus colegas?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anderson<\/strong>&nbsp;&#8211; Acho que quando voc\u00ea vai atuando no seu dia a dia, as pessoas v\u00e3o vendo a maneira como voc\u00ea trabalha e a sua maneira de ver o mundo. Os colegas, \u00e0s vezes, ficam espantados. \u00c9 preciso garantir a dignidade de todos. A gente tem uma maneira t\u00e9cnica de atuar e sempre preservando os direitos, inclusive da pessoa presa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/seSv8G_yB7y5Sx3SVPgp33I8D5c=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/124a1226.jpg?itok=G09fvtwa\" alt=\"Bras\u00edlia(DF), 08\/12\/2023 - Entrevista exclusiva \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, do delegado Anderson Cavichioli, que \u00e9 um dos primeiros policiais assumidamente da comunidade LGBTQIA+. Foto:Wilson Dias\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Wilson Dias\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Delegado Anderson Cavichioli, primeiro policial assumidamente da comunidade LGBTQIA+ do DF &#8211; Foto:Wilson Dias\/Ag\u00eancia Brasil<\/h6>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;&#8211; O senhor sofreu resist\u00eancia dentro do ambiente de trabalho por ser gay ou pela sua forma olhar o mundo?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anderson<\/strong>&nbsp;&#8211; A gente sabe de coment\u00e1rios, de pessoas que n\u00e3o veem o trabalho dessa forma. Eu j\u00e1 tive situa\u00e7\u00f5es em que eu ouvi outros policiais dizendo que a Pol\u00edcia Civil n\u00e3o era lugar de gay. Inclusive eu j\u00e1 denunciei porque hoje em dia isso \u00e9 crime. Essas pr\u00e1ticas homotransf\u00f3bicas s\u00e3o muito vergonhosas. Essa viol\u00eancia surge em outras formas, como um boicote, uma piada. Acontece de uma maneira camuflada. Eu tenho uma experi\u00eancia grande em identificar, e eu n\u00e3o abro espa\u00e7o para esse tipo de viol\u00eancia. Eu respeito todas as pessoas. Ent\u00e3o, eu tamb\u00e9m exijo respeito. A gente estimula a den\u00fancia. \u00c0s vezes, a pessoa est\u00e1 passando por uma situa\u00e7\u00e3o bem complicada no seu ambiente de trabalho. Existem persegui\u00e7\u00f5es e restri\u00e7\u00f5es a pessoas que n\u00e3o conseguem ascender na carreira porque s\u00e3o LGBTQIA+. \u00c9 assim que a homotransfobia opera, de forma camuflada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;&#8211; Quais s\u00e3o, na avalia\u00e7\u00e3o do senhor, as suas maiores conquistas?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anderson<\/strong>&nbsp;&#8211; A principal \u00e9 mostrar que a vis\u00e3o dos direitos humanos e atividade policial n\u00e3o s\u00e3o pautas antag\u00f4nicas, s\u00e3o pautas que devem interagir numa sociedade civilizada. A pol\u00edcia \u00e9 a primeira linha de defesa de direitos humanos. A pol\u00edcia que age de acordo com a lei e de acordo com a humanidade. Inclusive eu fui chamado pelo governo do Amap\u00e1 para atuar em um projeto de seguran\u00e7a humanizada. Eu criei sete protocolos para o Estado de pessoas LGBTQIA+ a pessoas negras, e at\u00e9 um protocolo sobre pessoas ind\u00edgenas. Foi o primeiro do Brasil feito com vista a ind\u00edgenas. A gente n\u00e3o pode colocar a pol\u00edcia num local de violadora sistem\u00e1tica de direitos. A pol\u00edcia deve ser promotora de direitos humanos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;&#8211; O que o senhor deseja para sua atividade?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anderson<\/strong>&nbsp;&#8211; Eu desejo ter uma pol\u00edcia cidad\u00e3 democr\u00e1tica, que respeite direitos humanos, que enxergue o seu p\u00fablico n\u00e3o como inimigo, mas como cidad\u00e3o e cidad\u00e3, que s\u00e3o detentores de direitos fundamentais. Eu espero que as pol\u00edcias atuem tamb\u00e9m de acordo com protocolos. E a gente tem uma dificuldade enorme no Brasil de criar protocolos de atendimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;&#8211; O que significa participar, como policial, no Encontro Nacional de Conselhos LGBTQIA+ em Bras\u00edlia?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anderson<\/strong>&nbsp;&#8211; Devem pensar, o que um policial est\u00e1 fazendo aqui? (sorri). Nossa entidade fez alguns trabalhos muito importantes na \u00e1rea de seguran\u00e7a p\u00fablica para a comunidade LGBTQIA+. N\u00f3s tamb\u00e9m temos assento no Conselho Nacional de Direitos Humanos, na Comiss\u00e3o de Seguran\u00e7a P\u00fablica. \u00c9 um trabalho realmente que vem sendo reconhecido por v\u00e1rias entidades, por v\u00e1rios grupos de defesa de direitos humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Fernando Fraga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anderson Cavichioli \u00e9 titular da Delegacia das Mulheres Por Luiz Claudio Ferreira &#8211; Rep\u00f3rter da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":73672,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-73671","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73671","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73671"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73671\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73673,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73671\/revisions\/73673"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73672"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73671"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73671"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73671"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}