{"id":78707,"date":"2024-03-01T05:00:00","date_gmt":"2024-03-01T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=78707"},"modified":"2024-02-29T17:39:31","modified_gmt":"2024-02-29T20:39:31","slug":"choro-e-declarado-patrimonio-cultural-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2024\/03\/01\/choro-e-declarado-patrimonio-cultural-do-brasil\/","title":{"rendered":"Choro \u00e9 declarado Patrim\u00f4nio Cultural do Brasil"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">T\u00edtulo reconhece o g\u00eanero como parte da cultura e da hist\u00f3ria do pa\u00eds<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por Daniella Almeida &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil\u00a0 &#8211; Bras\u00edlia<audio src=\"https:\/\/tts-app.ebc.com.br\/media\/tts\/217968.mp3\"><\/audio><\/h4>\n\n\n\n<p>O choro musicado pelo conjunto de bandolim, flauta, viol\u00e3o 7 Cordas, pandeiro, cavaquinho e clarinete em rodas por todo o pa\u00eds, a partir desta quinta-feira (29) \u00e9 Patrim\u00f4nio Cultural do Brasil, o que significa ser reconhecido como parte da cultura e da hist\u00f3ria do pa\u00eds. A decis\u00e3o do registro do g\u00eanero musical genuinamente brasileiro foi tomada nesta quinta-feira (29), por unanimidade, pelo Conselho Consultivo do Patrim\u00f4nio Cultural, presidido pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan).&nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1583655&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1583655&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, o pedido de reconhecimento foi apresentado pelo Clube do Choro de Bras\u00edlia, pelo Instituto Casa do Choro do Rio de Janeiro, pelo Clube do Choro de Santos (SP) e por meio de abaixo-assinado. A partir do reconhecimento, o g\u00eanero ser\u00e1 registrado&nbsp;no Livro das Formas de Express\u00e3o, do Instituto, que registra as manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas em geral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, al\u00e9m do choro, o Brasil tem outros 52 bens imateriais registrados como Patrim\u00f4nio Cultural pelo Iphan. Entre eles, o frevo, a roda de capoeira e o maracatu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Orgulho<\/h2>\n\n\n\n<p>O presidente do Clube do Choro de Bras\u00edlia, o m\u00fasico Henrique Lima Santos Filho, o Reco do Bandolim, comenta a representatividade da conquista do registro. \u201cSignifica que \u00e9 um bem que d\u00e1 orgulho, que representa a na\u00e7\u00e3o. \u00c9 a primeira manifesta\u00e7\u00e3o genuinamente brasileira anterior ao samba e que faz o nosso perfil, da alma profunda. Re\u00fane influ\u00eancias da Europa, da \u00c1frica, cada regi\u00e3o uma riqueza. Tudo isso se mistura e se transforma nesse ritmo\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra da Cultura (MinC), Margareth Menezes, comentou a decis\u00e3o de registro pelo Iphan, subordinado \u00e0 pasta. \u201c\u00c9 o Choro chegando em um lugar de patrim\u00f4nio importante. Ele \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o do povo brasileiro, amado pelo povo brasileiro. Eu acho que o Brasil precisa, cada vez mais, se apropriar do chorinho. O chorinho \u00e9 nosso, \u00e9 uma coisa linda e, agora como, patrim\u00f4nio ser\u00e1 um momento muito especial para todos n\u00f3s.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Iphan, Leandro Grass, disse que a pol\u00edtica do Iphan, nesta gest\u00e3o, \u00e9 de ter um olhar mais cuidadoso em rela\u00e7\u00e3o aos bens que representam os territ\u00f3rios e as comunidades do pa\u00eds. E que algumas express\u00f5es da cultura brasileira est\u00e3o sendo estrategicamente posicionadas neste processo de recupera\u00e7\u00e3o da cultura popular e de retomada do prest\u00edgio destes bens. \u201cO Choro j\u00e1 tem capacidade para alcan\u00e7ar o Brasil todo e, tamb\u00e9m, para se difundir, para chegar nas escolas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Grass destaca que a patrimonializa\u00e7\u00e3o registrada nesta quinta-feira n\u00e3o \u00e9 apenas o reconhecimento do bem cultural brasileiro, mas o compromisso do governo federal de preserva\u00e7\u00e3o e de expandir o acesso da popula\u00e7\u00e3o a ele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso n\u00e3o \u00e9 apenas um status, n\u00e3o \u00e9 apenas um prest\u00edgio que aquele bem adquire. Tem a ver com um compromisso estatal, com o compromisso do governo de adotar pol\u00edticas para a promo\u00e7\u00e3o daquele bem. Ent\u00e3o, na medida que a gente reconhece o choro como um bem tombado, a gente adota uma estrat\u00e9gia de preserva\u00e7\u00e3o, de promo\u00e7\u00e3o para que a popula\u00e7\u00e3o conhe\u00e7a mais esses bens, interaja mais com eles e ajude a preservar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"754\" height=\"503\" src=\"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/image-1.webp\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 28\/02\/2024 - O Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan) realiza reuni\u00e3o do Conselho Consultivo do Patrim\u00f4nio Cultural para definir o Choro como patrim\u00f4nio cultural brasileiro. .Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\" class=\"wp-image-78709\" title=\"Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\" srcset=\"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/image-1.webp 754w, https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/image-1-300x200.webp 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 754px) 100vw, 754px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Bras\u00edlia (DF), 28\/02\/2024 &#8211; Conselho Consultivo do Patrim\u00f4nio Cultural do Iphan define o Choro como patrim\u00f4nio cultural brasileiro.&nbsp;<strong>Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Choro<\/h2>\n\n\n\n<p>O choro \u00e9 g\u00eanero musical considerado mais brasileiro. De acordo com o&nbsp;<a href=\"https:\/\/dicionariompb.com.br\/termo\/choro\">Dicion\u00e1rio Cravo Clabin<\/a>&nbsp;da M\u00fasica Popular Brasileira, o ritmo teria nascido em 1870, na cidade do Rio de Janeiro, especificamente, em rodas de m\u00fasica nos bairros da Cidade Nova, Catete, Rocha, Andara\u00ed, Tijuca, Est\u00e1cio e nas vilas do centro antigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Iphan, o termo choro viria da maneira chorosa de se tocar as m\u00fasicas estrangeiras no final do s\u00e9culo XIX e seus apreciadores chamavam a manifesta\u00e7\u00e3o cultural de m\u00fasica de fazer chorar.<\/p>\n\n\n\n<p>O choro conta com nomes de artistas que contribu\u00edram para a populariza\u00e7\u00e3o e, posteriormente, a preserva\u00e7\u00e3o do choro ao longo dos anos. Entre os nomes mais famosos por tr\u00e1s das melodias est\u00e3o Pixinguinha, Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim e Altamiro Carrilho e os contempor\u00e2neos Paulinho da Viola, os irm\u00e3os Hamilton de Holanda e Fernando C\u00e9sar, al\u00e9m do j\u00e1 referido Reco do Bandolim, presidente do Clube do Choro de Bras\u00edlia, fundado em 1977, e que inaugurou, em 1997, em Bras\u00edlia, a Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello, a primeira do g\u00eanero, em todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>As composi\u00e7\u00f5es de can\u00e7\u00f5es atemporais do choro, com alma brasileira, incluem Carinhoso, de Pixinguinha e Jo\u00e3o de Barro, e Brasileirinho, de Waldir Azevedo, Um a Zero e Corta Jaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Sabrina Craide<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00edtulo reconhece o g\u00eanero como parte da cultura e da hist\u00f3ria do pa\u00eds Por Daniella<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":78708,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-78707","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78707","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=78707"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78707\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":78710,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/78707\/revisions\/78710"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/78708"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=78707"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=78707"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=78707"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}