{"id":86446,"date":"2024-07-05T09:09:40","date_gmt":"2024-07-05T12:09:40","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=86446"},"modified":"2024-07-05T09:09:42","modified_gmt":"2024-07-05T12:09:42","slug":"crise-climatica-o-pais-ainda-pode-se-proteger","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2024\/07\/05\/crise-climatica-o-pais-ainda-pode-se-proteger\/","title":{"rendered":"Crise Clim\u00e1tica: O pa\u00eds ainda pode se proteger?"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Enchentes, secas, inc\u00eandios. O ano de 2024 tem sido desafiador<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por Adryel Oliveira<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O ano de 2024 tem sido de extrema preocupa\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito clim\u00e1tico e para os biomas brasileiros. A seca precoce no norte do pa\u00eds, por exemplo, est\u00e1 impactando severamente os deslocamentos de moradores da regi\u00e3o Norte, al\u00e9m de impactar diretamente na economia dos estados que dependem das vias fluviais para manterem sua economia e atividades. <\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 agravada pelo El Ni\u00f1o, que diminuiu as chuvas na regi\u00e3o, afetando severamente o n\u00edvel dos rios. Previs\u00f5es indicam que mesmo chuvas acima da m\u00e9dia n\u00e3o ser\u00e3o suficientes para a recupera\u00e7\u00e3o r\u00e1pida. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"513\" height=\"303\" src=\"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/queimada-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-86448\" srcset=\"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/queimada-2.jpg 513w, https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/queimada-2-300x177.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 513px) 100vw, 513px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos quatro meses, o Amazonas enfrentou sua pior seca j\u00e1 registrada, causando danos significativos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e ao meio ambiente. A estiagem hist\u00f3rica resultou na diminui\u00e7\u00e3o severa dos n\u00edveis dos rios, levando \u00e0 morte de animais e afetando cerca de 637 mil pessoas, conforme a Defesa Civil estadual. A seca contribuiu para aumentar os inc\u00eandios florestais e teve impactos socioecon\u00f4micos profundos com perdas estimadas em R$ 1 bilh\u00e3o. A crise h\u00eddrica tamb\u00e9m aumentou problemas de sa\u00fade e alimentares, afetando comunidades ribeirinhas que dependem dos rios. O que espanta \u00e9 que, no in\u00edcio do ano, algumas dessas regi\u00f5es, como no Acre, viviam algumas das mais graves enchentes da sua hist\u00f3ria. <\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro semestre de 2024, o Pantanal enfrentou sua pior crise de inc\u00eandios registrada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O fogo consumiu 700 mil hectares do bioma, a devasta\u00e7\u00e3o \u00e9 quase seis vezes maior que a cidade do Rio de Janeiro. Especialistas atribuem a antecipa\u00e7\u00e3o da temporada de fogo \u00e0 longa estiagem e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Isso tudo aponta para um perigoso descontrole ambiental. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"515\" height=\"307\" src=\"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/queimada-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-86449\" srcset=\"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/queimada-3.jpg 515w, https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/queimada-3-300x179.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 515px) 100vw, 515px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Gravidade<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>Marcos Woortmann, ambientalista do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), alerta sobre a gravidade desses eventos. \u201cA quest\u00e3o dos inc\u00eandios florestais causa preju\u00edzos de imediato a longo prazo. Inicialmente, na perda da biodiversidade, que demora muito tempo para se recuperar, em alguns casos tamb\u00e9m a degrada\u00e7\u00e3o artificial causada por inc\u00eandios por a\u00e7\u00e3o humana, propiciam tamb\u00e9m invas\u00f5es biol\u00f3gicas de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n<p>O especialista destaca o impacto em larga escala desses fen\u00f4menos, que s\u00e3o sentidos em todo o Brasil. \u201cEspecialmente no Planalto Central, no Cerrado e no Pantanal, h\u00e1 a diminui\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie de \u00e1gua, no caso h\u00e1 uma m\u00e9dia de diminui\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie de \u00e1gua nos \u00faltimos 30 anos entre 50% e 60%, o que \u00e9 extremamente grave. Estamos falando de \u00e1reas<br>do Cerrado que gradualmente come\u00e7am a se tornar semi\u00e1ridas e \u00e1reas de Pantanal que come\u00e7am tamb\u00e9m a perder superf\u00edcie de \u00e1gua e se reconfigurar em outras vegeta\u00e7\u00f5es que n\u00e3o a original do Pantanal\u201d, ressalta. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"518\" height=\"291\" src=\"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/queimada-4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-86450\" srcset=\"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/queimada-4.jpg 518w, https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/queimada-4-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 518px) 100vw, 518px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Deserto<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>Nesta quarta-feira (3), Mato Grosso do Sul enfrentou um clima semelhante ao de deserto, com \u00edndices de umidade relativa do ar entre 10% e 20%, segundo dados da Climatempo. Corumb\u00e1 (MS), cidade afetada pelos inc\u00eandios no Pantanal, registrou apenas 16% de umidade, considerado um n\u00edvel cr\u00edtico. <\/p>\n\n\n\n<p>Woortmann ainda fala sobre a possibilidade de reverter esse cen\u00e1rio. \u201c\u00c9 um processo que vai demorar muito tempo. O governo federal tem contratado novas brigadas de inc\u00eandio, o que \u00e9 muito importante, utilizado avi\u00f5es para lan\u00e7amento de \u00e1gua em \u00e1reas de inc\u00eandio, mas sabemos que estamos combatendo os efeitos de um projeto de ocupa\u00e7\u00e3o que, na verdade, tem um componente, inclusive cultural, muito forte na hist\u00f3ria do Brasil\u201d. O ambientalista destaca que \u00e9 necess\u00e1rio um engajamento muito maior dos entes federativos incrementando a \u00e1rea de combate. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Modelo<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, outro ponto importante \u00e9 o de uma mudan\u00e7a no trabalho sist\u00eamico e econ\u00f4mico do pa\u00eds, que, segundo ele, se beneficia da degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente para impulsionar a economia sem medir as consequ\u00eancias. \u201cEstamos lidando com as consequ\u00eancias de um modelo econ\u00f4mico que se mant\u00e9m, se financia e \u00e9 lucrativo. Ent\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio tomar, tamb\u00e9m, atitudes econ\u00f4micas sist\u00eamicas, n\u00e3o s\u00f3 para esse caso espec\u00edfico dos inc\u00eandios florestais, mas, tamb\u00e9m, de toda a economia da degrada\u00e7\u00e3o ambiental\u201d, complementa. <\/p>\n\n\n\n<p>O especialista explica que Amaz\u00f4nia, Pantanal e Cerrado s\u00e3o ecossistemas conectados e que, durante milh\u00f5es de anos, esse sistema evoluiu permitindo a manuten\u00e7\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica que \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para toda Am\u00e9rica do Sul mas que agora se v\u00ea amea\u00e7ada. \u201cQuando falamos da manuten\u00e7\u00e3o dos sistemas biol\u00f3gicos e ecossist\u00eamicos da Amaz\u00f4nia, do Cerrado e do Pantanal, n\u00e3o estamos falando apenas de uma quest\u00e3o do Brasil, mas do equil\u00edbrio clim\u00e1tico, da seguran\u00e7a h\u00eddrica de centenas de milh\u00f5es de pessoas de praticamente toda a Am\u00e9rica do Sul\u201d, coloca Woortmann, ressaltando a import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o dos biomas para o continente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enchentes, secas, inc\u00eandios. 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