{"id":88656,"date":"2024-08-14T08:22:03","date_gmt":"2024-08-14T11:22:03","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=88656"},"modified":"2024-08-14T08:22:05","modified_gmt":"2024-08-14T11:22:05","slug":"exposicao-do-mpf-vai-mostrar-historico-de-luta-e-resistencia-do-quilombo-da-marambaia-no-rio-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2024\/08\/14\/exposicao-do-mpf-vai-mostrar-historico-de-luta-e-resistencia-do-quilombo-da-marambaia-no-rio-de-janeiro\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o do MPF vai mostrar hist\u00f3rico de luta e resist\u00eancia do Quilombo da Marambaia no Rio de Janeiro"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Mostra estreia dia 14 no Memorial da PR\/RJ, no centro da capital fluminense, e contar\u00e1 com projeto paisag\u00edstico do S\u00edtio Roberto Burle Marx<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em uma semana, no Rio de Janeiro, qualquer pessoa interessada poder\u00e1 conhecer um pouco sobre um quilombo com marcada hist\u00f3ria de luta e resist\u00eancia e vasta cultura transmitida oralmente. Localizado em Mangaratiba (RJ), no sul fluminense, o Quilombo da Marambaia ser\u00e1 objeto de exposi\u00e7\u00e3o aberta \u00e0 visita\u00e7\u00e3o a partir de 14 de agosto, na sede da Procuradoria da Rep\u00fablica no Rio de Janeiro (PR\/RJ), localizada no centro da capital do estado. Intitulada &#8220;Quilombo da Marambaia: do \u2018ficar bom\u2019 ao \u2018ficar bem\u2019&#8221;, a mostra estar\u00e1 aberta ao p\u00fablico at\u00e9 fevereiro de 2025, e contar\u00e1 com um projeto paisag\u00edstico assinado pelo S\u00edtio Roberto Burle Marx. Fotos, pinturas e instala\u00e7\u00f5es mostrar\u00e3o, al\u00e9m da cultura do quilombo, o processo de silenciamento que este e outros povos origin\u00e1rios sofreram e ainda sofrem no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA hist\u00f3ria oficial fala de um Brasil alegre, um pa\u00eds do futebol e do samba. Ocorre que a hist\u00f3ria do Brasil \u00e9 formada por viol\u00eancias m\u00faltiplas, silenciadas ao longo dos anos. Assim como existe uma narrativa de apagamento da relevante participa\u00e7\u00e3o dos povos africanos escravizados para a constru\u00e7\u00e3o dos muitos \u2018brasis\u2019, seja na nossa l\u00edngua, seja na culin\u00e1ria, seja nas artes e suas m\u00faltiplas manifesta\u00e7\u00f5es.&nbsp; A partir da hist\u00f3ria do Quilombo da Marambaia, fazemos reflex\u00f5es e abordamos todos esses temas. A figura da \u2018gri\u00f4\u2019 nos guia para apresentarmos a oralidade como meio de transmiss\u00e3o de conhecimento, de hist\u00f3ria, de cultura\u201d, explica a procuradora da Rep\u00fablica Fabiana Schneider, umas das curadoras da exposi\u00e7\u00e3o. Juntam-se a ela, na curadoria, Emanuel M.M. de Castro, al\u00e9m da gri\u00f4 do Quilombo da Marambaia, dona Vania Guerra, e outra mulher quilombola \u2013 Jaqueline Alves \u2013 garantindo, assim, a representatividade de um povo para contar sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A parceria com o S\u00edtio Roberto Burle Marx complementa a riqueza e a diversidade da exposi\u00e7\u00e3o, dialogando com a curadoria. \u201cA instala\u00e7\u00e3o do Burle Marx estar\u00e1 bem \u2018no clima\u2019 do que estamos apresentando, porque estamos falando da ilha da Marambaia, um lugar paradis\u00edaco, de muito verde, muita luz. Precis\u00e1vamos de um elemento vivo, o verde, para trazer um pouco do esp\u00edrito do local, ao mesmo tempo que oferecemos ao p\u00fablico uma imers\u00e3o com est\u00edmulo sensorial\u201d, explicou a procuradora. Os detalhes desse projeto e das demais pe\u00e7as expostas, ela alerta, s\u00f3 poder\u00e3o ser conferidos a partir da inaugura\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o podemos dar muitos detalhes, para n\u00e3o revelar ainda tudo o que vamos apresentar. Mas convido o p\u00fablico, desde j\u00e1, a viver essa experi\u00eancia\u201d, disse Fabiana.<\/p>\n\n\n\n<p>Participar\u00e3o da abertura a subprocuradora-geral da Rep\u00fablica aposentada Deborah Duprat, o ex-procurador regional da Rep\u00fablica, Daniel Sarmento, respons\u00e1vel pelo TAC e o antrop\u00f3logo Jos\u00e9 Mauricio Arruti.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Atua\u00e7\u00e3o do MPF<\/strong>&nbsp;\u2013 E eis que essa hist\u00f3ria e a do MPF se cruzam \u2013 e essa intersec\u00e7\u00e3o se d\u00e1 na atua\u00e7\u00e3o do ex-procurador regional da Rep\u00fablica Daniel Sarmento, que participar\u00e1 da inaugura\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o. \u201cEle conduziu o caso por mais de dez anos. Ficou muito marcado, porque ele falava que quando conseguisse conduzir esta quest\u00e3o ele sairia da carreira. E, de fato, quando assinou o termo de ajustamento de conduta, ele saiu. \u00c9 uma exposi\u00e7\u00e3o em que queremos apresentar todo o hist\u00f3rico de resist\u00eancia dessa comunidade para garantir o seu territ\u00f3rio. O recorte da curadoria vai ser o hist\u00f3rico de apagamento da voz, da hist\u00f3ria dos negros\u201d, explica Fabiana Schneider.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo a est\u00e9tica a que se prop\u00f5e o Memorial da PR\/RJ, sua segunda exposi\u00e7\u00e3o vai apresentar uma narrativa cr\u00edtica por meio de obras de arte. A primeira exposi\u00e7\u00e3o realizada no espa\u00e7o, entre outubro de 2023 e mar\u00e7o deste ano, teve como tema \u201cJusti\u00e7a de Transi\u00e7\u00e3o e os crimes da Ditadura\u201d. \u201cNosso memorial se prop\u00f5e a apresentar casos destacados de atua\u00e7\u00e3o do MPF usando a linguagem das artes. O p\u00fablico tem, assim, a oportunidade de conhecer mais sobre o tema apresentado e tamb\u00e9m ver obras de arte de artistas consagrados\u201d, explicou Fabiana.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o procurador-chefe da PR\/RJ, S\u00e9rgio Pinel, o memorial \u00e9 um espa\u00e7o importante para tratar dos temas de atua\u00e7\u00e3o do MPF com uma perspectiva diferenciada. \u201cNessa exposi\u00e7\u00e3o, falaremos sobre a atua\u00e7\u00e3o do MPF no Quilombo da Marambaia, bem como nossas atribui\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0s comunidades tradicionais de maneira geral. Ser\u00e1 uma excelente oportunidade para pensar o hist\u00f3rico e os rumos das atua\u00e7\u00f5es do MPF na mat\u00e9ria. Pretendemos iniciar ainda, com essa exposi\u00e7\u00e3o, um novo modelo educativo institucional, voltado para o p\u00fablico interno e externo. A PR\/RJ espera contribuir para que a sociedade conhe\u00e7a ainda melhor as atividades realizadas pelo MPF\u201d, declarou o procurador-chefe.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Do \u2018ficar bom\u2019 ao \u2018ficar bem\u2019<\/strong>&nbsp;\u2013 O territ\u00f3rio onde est\u00e1 hoje o Quilombo da Marambaia era uma \u2018fazenda de engorda\u2019, que recuperava os escravizados da travessia mar\u00edtima para ficarem \u2018bons para venda\u2019. \u201cEssa comunidade quilombola passou d\u00e9cadas lutando pelo seu territ\u00f3rio e finalmente conseguiu assinar um termo de ajuste de conduta com a Marinha, porque a Marinha est\u00e1 instalada na Restinga da Marambaia e era uma disputa grande, a Marinha querendo aquele espa\u00e7o e expulsar os quilombolas, e os quilombolas querendo manter o seu territ\u00f3rio. Essa \u00e9 a raz\u00e3o pela qual escolhemos o caso\u201d, explica a curadora e procuradora Fabiana Schneider.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela completa, ainda, que Dona Vania Guerra trouxe a frase que deu nome \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o. \u201cEla fala assim: \u2018naquela \u00e9poca eles traziam os escravizados para ficarem \u2018bons\u2019 \u2013 bons para venda. E, hoje, o que eles querem \u00e9 ficar bem\u2019\u201d, disse a procuradora\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Quilombo da Marambaia: do \u2018ficar bom\u2019 ao \u2018ficar bem\u2019&#8221;<br>Data<\/strong>: 14 de agosto de 2024 a fevereiro de 2025<br><strong>Local<\/strong>: Memorial da PR\/RJ<br><strong>Endere\u00e7o<\/strong>: Av. Nilo Pe\u00e7anha, 31, Centro &#8211; Rio de Janeiro<br><strong>Entrada gratuita<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mostra estreia dia 14 no Memorial da PR\/RJ, no centro da capital fluminense, e contar\u00e1<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":88657,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-88656","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88656","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88656"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88656\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88658,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88656\/revisions\/88658"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88657"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88656"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88656"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88656"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}