{"id":89808,"date":"2024-09-03T08:06:04","date_gmt":"2024-09-03T11:06:04","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=89808"},"modified":"2024-09-03T08:06:06","modified_gmt":"2024-09-03T11:06:06","slug":"vias-no-entorno-dos-terminais-rodoviarios-estao-precarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2024\/09\/03\/vias-no-entorno-dos-terminais-rodoviarios-estao-precarias\/","title":{"rendered":"Vias no entorno dos terminais rodovi\u00e1rios est\u00e3o prec\u00e1rias"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Pesquisa da UFRJ faz an\u00e1lise do tr\u00e2nsito em Petr\u00f3polis<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por Gabriel Rattes<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo realizado pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa de Engenharia (COPPE), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), realizou um diagn\u00f3stico do sistema vi\u00e1rio de<br>Petr\u00f3polis. De acordo com o levantamento, de todas as 49 ruas do entorno dos cinco terminais<br>rodovi\u00e1rios de Petr\u00f3polis, apenas uma obteve avalia\u00e7\u00e3o considerada como \u201cboa\u201d. Todas as outras apresentaram condi\u00e7\u00e3o \u201cregular\u201d, \u201cruim\u201d ou \u201cp\u00e9ssima\u201d. Foram avaliados pontos de: atratividade visual; conforto; continuidade; seguran\u00e7a; e seguridade. <\/p>\n\n\n\n<p>Em 2023, foi firmado o contrato de n\u00famero 249\/2022,  entre a Companhia Petropolitana de Tr\u00e2nsito e Transportes (CPTrans) e a UFRJ, pelo valor de R$ 875.613,11, com o objetivo principal de elaborar um diagn\u00f3stico do tr\u00e2nsito e transporte p\u00fablico na cidade de Petr\u00f3polis. Levantando tamb\u00e9m indicadores que apresentassem os pontos cr\u00edticos. Neste m\u00eas de agosto foram divulgados pela CPTrans os documentos do estudo. <\/p>\n\n\n\n<p>Dos 294.813 habitantes estimados pelo Censo, cerca de 46.600 habitantes, ou seja, apenas 16% da popula\u00e7\u00e3o se encontra em uma dist\u00e2ncia considerada confort\u00e1vel para o acesso por caminhada aos terminais de \u00f4nibus. J\u00e1 de acordo com pesquisas do COPPE, com usu\u00e1rios do transporte de \u00f4nibus na cidade, grande parte das pessoas acessam os terminais a p\u00e9, quando comparados aos outros meios: Centro (42,7%); Itamarati (19,5%); Itaipava (14,9%); Corr\u00eaas (5,5%); e Bingen (4,6%). O modo de acesso \u201ca p\u00e9\u201d somente fica atr\u00e1s do \u201c\u00f4nibus municipal\u201d: Bingen (93%); Corr\u00eaas (88,7%); Itaipava (82,2%); Itamarati (79,6%); e Centro (55,8%).<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo tem o objetivo de analisar todo o sistema de mobilidade urbana da cidade, com o foco de propor solu\u00e7\u00f5es para uma melhor qualidade do transporte coletivo. Um dos relat\u00f3rios do documento, avaliou e diagnosticou a mobilidade a p\u00e9 nas principais vias perto dos cinco terminais rodovi\u00e1rios de<br>Petr\u00f3polis (Bingen, Itamarati, Centro, Corr\u00eaas e Itaipava). Para isso, foram utilizados cinco crit\u00e9rios: atratividade visual &#8211; limpeza e obstru\u00e7\u00f5es na cal\u00e7ada, presen\u00e7a de sombra e abrigo; conforto condi\u00e7\u00f5es da pavimenta\u00e7\u00e3o, largura da cal\u00e7ada; continuidade da cal\u00e7ada; seguran\u00e7a &#8211; rela\u00e7\u00e3o entre pedestres e ve\u00edculos; seguridade &#8211; ilumina\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pesquisa com os usu\u00e1rios dos terminais<\/strong><em> <\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Para uma primeira avalia\u00e7\u00e3o, o estudo realizou pesquisas com usu\u00e1rios do transporte de \u00f4nibus nos terminais rodovi\u00e1rios. Ao caracterizar as respostas como \u201cnegativa\u201d (p\u00e9ssimo e ruim), \u201cneutra\u201d (regular) e \u201cpositiva\u201d (bom e \u00f3timo), os terminais Itaipava e Corr\u00eaas apresentaram um maior \u00edndice de percep\u00e7\u00f5es negativas sobre os aspectos analisados, enquanto os terminais Itamarati, Centro e Bingen apresentam maior varia\u00e7\u00e3o e equil\u00edbrio entre as respostas recebidas. Enquanto isso, a avalia\u00e7\u00e3o \u201c\u00f3timo\u201d n\u00e3o foi apresentada em nenhum contexto, exceto nas vari\u00e1veis de ilumina\u00e7\u00e3o e largura da cal\u00e7ada no Terminal Bingen. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pesquisa in loco<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A equipe de pesquisa da COPPE tamb\u00e9m realizou uma an\u00e1lise in loco sobre a situa\u00e7\u00e3o das vias em torno dos terminais. De modo geral, as vias avaliadas obtiveram uma classifica\u00e7\u00e3o baixa, variando entre \u201cregular\u201d (43% das vias avaliadas), \u201cruim\u201d (40% das vias avaliadas) e \u201cp\u00e9ssimo\u201d (15% das vias avaliadas). Sendo: Terminal Bingen &#8211; duas vias com avalia\u00e7\u00e3o regular e uma ruim; Terminal Centro &#8211; dez vias com avalia\u00e7\u00e3o regular, oito ruins e uma boa; Terminal Itamarati &#8211; quatro vias com avalia\u00e7\u00e3o p\u00e9ssima e quatro<br>ruins; Terminal Corr\u00eaas &#8211; uma via com avalia\u00e7\u00e3o p\u00e9ssima, tr\u00eas ruins e duas regulares; e Terminal Itaipava &#8211; uma via com avalia\u00e7\u00e3o p\u00e9ssima e tr\u00eas regulares. Das 49 ruas analisadas, apenas uma delas apresentou resultado positivo. Os Terminais Itamarati, Itaipava e Corr\u00eaas foram os que apresentaram as notas mais<br>baixas nos crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o, sendo os \u00fanicos terminais com cal\u00e7adas apresentando o n\u00edvel de servi\u00e7o \u201cF\u201d com a condi\u00e7\u00e3o \u201cp\u00e9ssimo\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>O crit\u00e9rio \u201ccontinuidade\u201d \u00e9 o que possui menor pontua\u00e7\u00e3o dentre todos. \u201cIsto se d\u00e1 pelo fato de que este crit\u00e9rio considera, entre outros aspectos, a largura da cal\u00e7ada e a presen\u00e7a\/aus\u00eancia de sinaliza\u00e7\u00e3o podot\u00e1til, importante recurso de acessibilidade universal previsto em Normas T\u00e9cnicas da ABNT (NBR 9050 e NBR 16537) para prover seguran\u00e7a, orienta\u00e7\u00e3o e mobilidade a todas as pessoas, principalmente \u00e0quelas com necessidades especiais em decorr\u00eancia de defici\u00eancia visual ou surdo-cegueira\u201d, enfatizou o documento. Segundo o estudo, apenas um trecho da cal\u00e7ada da Rua Paulo Barbosa e a cal\u00e7ada da Rua do Imperador apresentaram este recurso. <\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao aspecto \u201cseguran\u00e7a\u201d, o segundo com pior avalia\u00e7\u00e3o no geral, identificou-se que as cal\u00e7adas possuem guias baixas e v\u00e1rios pontos de conflito com ve\u00edculos como acessos a garagens e estacionamentos. \u201cInclusive houve ocasi\u00f5es em que os ve\u00edculos se encontravam estacionados em cima da cal\u00e7ada\u201d, diz um trecho do estudo. J\u00e1 o crit\u00e9rio de \u201cseguridade\u201d n\u00e3o demonstraram bons resultados por conta da quantidade de ve\u00edculos estacionados pr\u00f3ximo ao meio fio e por conta da falta de poda de vegeta\u00e7\u00e3o em algumas regi\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p>O item \u201cconforto\u201d apresentou baixa avalia\u00e7\u00e3o, de acordo com o estudo, por conta da topografia acidentada de Petr\u00f3polis. \u201cPresen\u00e7a constante de desn\u00edveis abruptos nas cal\u00e7adas, o que prejudica a circula\u00e7\u00e3o principalmente de Pessoas com Defici\u00eancia, crian\u00e7as e idosos. As condi\u00e7\u00f5es do pavimento, em geral, tamb\u00e9m foram tidas como insatisfat\u00f3rias apresentando rachaduras ou trechos com pavimento inexistente\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n<p>Por \u00faltimo, o crit\u00e9rio \u201catratividade visual\u201d obteve a melhor avalia\u00e7\u00e3o dentre os demais avaliados. \u201cDeve-se, em parte, pelo pr\u00f3prio crit\u00e9rio de sele\u00e7\u00e3o das vias para o levantamento em campo, que considerou, al\u00e9m do per\u00edmetro de influ\u00eancia dos terminais (raio de 1km) e a classifica\u00e7\u00e3o vi\u00e1ria (arterial ou coletora), a concentra\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os urbanos essenciais como  com\u00e9rcio, escolas ou atrativos como parques e \u00e1reas de lazer de import\u00e2ncia, dentre outros\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00f5es <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O estudo da UFRJ tamb\u00e9m tem o objetivo de indicar poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es para as situa\u00e7\u00f5es analisadas. Dentre elas est\u00e1: atualizar o Plano de Mobilidade existente; padroniza\u00e7\u00e3o de cal\u00e7adas; definir responsabilidade pelas \u00e1reas de cal\u00e7ada e fiscalizar a manuten\u00e7\u00e3o das mesmas; instala\u00e7\u00e3o de cal\u00e7adas em ambos os lados da via sempre que poss\u00edvel; vias exclusivas para pedestres (como cal\u00e7ad\u00f5es e quarteir\u00f5es fechados), com proibi\u00e7\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos motorizados em \u00e1reas centrais; implementa\u00e7\u00e3o de faixas exclusivas de \u00f4nibus e ciclovias; reduzir velocidade vi\u00e1ria em determinadas regi\u00f5es; e incentivar viagens a p\u00e9 e por bicicleta. <\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, a Prefeitura de Petr\u00f3polis apresentou uma proposta para a cria\u00e7\u00e3o de quatro novos terminais rodovi\u00e1rios na cidade para aumentar o \u00edndice de acesso por caminhada aos terminais de \u00f4nibus. Um no Retiro &#8211; em frente \u00e0 105\u00aa Delegacia de Pol\u00edcia Civil- , no Bingen &#8211; onde atualmente funciona parte da secretaria de obras -, no Alto da Serra e no Quitandinha. Questionada sobre a avalia\u00e7\u00e3o das vias, apresentada pelo estudo da COPPE, n\u00e3o obtivemos resposta por parte da Administra\u00e7\u00e3o  Municipal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa da UFRJ faz an\u00e1lise do tr\u00e2nsito em Petr\u00f3polis Por Gabriel Rattes Um estudo realizado<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":89809,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-89808","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89808","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89808"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89808\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":89810,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89808\/revisions\/89810"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/89809"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89808"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89808"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89808"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}