{"id":93081,"date":"2024-10-25T15:24:54","date_gmt":"2024-10-25T18:24:54","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=93081"},"modified":"2024-10-25T15:26:07","modified_gmt":"2024-10-25T18:26:07","slug":"seguranca-publica-e-desafio-comum-as-capitas-do-nordeste-com-2-turno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2024\/10\/25\/seguranca-publica-e-desafio-comum-as-capitas-do-nordeste-com-2-turno\/","title":{"rendered":"Seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 desafio comum \u00e0s capitas do Nordeste com 2\u00b0 turno"},"content":{"rendered":"\n<p>No pr\u00f3ximo domingo (27), eleitores de quatro capitais nordestinas retornam \u00e0s urnas para decidir quem governar\u00e1 suas cidades nos pr\u00f3ximos quatro anos.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1616897&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1616897&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Aracaju, Fortaleza, Jo\u00e3o Pessoa e Natal apresentam desafios comuns no que diz respeito \u00e0 promo\u00e7\u00e3o e garantia de uma vida digna, afinal, essas cidades concentram parte significativa do fluxo de bens e servi\u00e7os em suas regi\u00f5es e s\u00e3o espa\u00e7os vitais de tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os pontos colocados como fundamentais est\u00e3o melhorias nas \u00e1reas da sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, saneamento e seguran\u00e7a p\u00fablica. \u00c9 o que aponta o \u00cdndice de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel das Cidades, elaborado com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) realizado pelo Instituto Cidades Sustent\u00e1veis. A mobilidade urbana tamb\u00e9m \u00e9 um fator que interfere na qualidade do dia a dia dos cidad\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Natal<\/h2>\n\n\n\n<p>Na capital potiguar, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos principais desafios. Natal tem a nota mais baixa, dentre todas as capitais do pa\u00eds, no \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Ideb) nos anos iniciais do ensino fundamental: 4,5 pontos em 2023. O \u00edndice varia de 0 a 10 pontos, e a m\u00e9dia nacional \u00e9 6 pontos. A meta do Brasil \u00e9 atingir 6,7 pontos em 2030.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o doutor em Sociologia do Trabalho e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) C\u00e9sar Sanson, o fraco desempenho do munic\u00edpio \u00e9 preocupante. Ele destaca como necess\u00e1rio que o munic\u00edpio reduza o d\u00e9ficit de vagas nessa etapa da educa\u00e7\u00e3o, especialmente na oferta de vagas em creches.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 urgente suprir o d\u00e9ficit de oferta de vagas para crian\u00e7as do ensino b\u00e1sico: a pr\u00e9-escola e a creche. H\u00e1 mais de mil crian\u00e7as que est\u00e3o fora das creches, impossibilitando as m\u00e3es de terem autonomia para eventualmente irem ao trabalho, realizarem outras atividades&#8217;, disse o professor \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/Pt_ccn-A2Vj6wYcjvEJf5F_rSPY=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/40077035955_65dd9c0908_o.jpg?itok=dir0vhMB\" alt=\"Ponte forte redinha, Natal\" title=\"Ney Douglas\/MTur\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Disputa para prefeitura de Natal ser\u00e1 entre&nbsp;Paulinho Freire (Uni\u00e3o Brasil) e Nat\u00e1lia Bonavides (PT) &#8211;&nbsp;<strong>Ney Douglas\/MTur<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>Outro problema relacionado \u00e0 educa\u00e7\u00e3o que o professor listou se refere ao ensino integral em Natal: &#8220;ainda em rela\u00e7\u00e3o ao ensino b\u00e1sico, o munic\u00edpio de Natal n\u00e3o tem a oferta de escolas integrais. \u00c9 preciso tamb\u00e9m que o munic\u00edpio avance na oferta do ensino integral.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A disputa no segundo turno na capital potiguar ser\u00e1 entre os candidatos Paulinho Freire (Uni\u00e3o Brasil) e Nat\u00e1lia Bonavides (PT). Com mais de 750 mil habitantes, o munic\u00edpio precisa avan\u00e7ar tamb\u00e9m na promo\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os para a popula\u00e7\u00e3o que vive na periferia. Sanson destacou a necessidade de pol\u00edticas voltadas para a redu\u00e7\u00e3o da extrema pobreza:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cParticularmente as condi\u00e7\u00f5es de vida na periferia da cidade s\u00e3o dram\u00e1ticas, com aus\u00eancia ou servi\u00e7os muito prec\u00e1rios na \u00e1rea da sa\u00fade, do saneamento e da educa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O professor destacou ainda a necessidade de a\u00e7\u00f5es voltadas para aumentar a oferta de servi\u00e7os na sa\u00fade prim\u00e1ria. \u201cFundamentalmente a sa\u00fade prim\u00e1ria; o aumento na oferta dos equipamentos que s\u00e3o tamb\u00e9m deficit\u00e1rios, alguns inclusive foram fechados, como atendimentos \u00e0 sa\u00fade mental, postos de sa\u00fade com falta de equipamentos, profissionais desvalorizados. \u00c9 urgente tamb\u00e9m que o munic\u00edpio reequipe os postos de sa\u00fade, amplie a oferta dessa rede b\u00e1sica de atendimento prim\u00e1rio. O n\u00e3o atendimento prim\u00e1rio sobrecarrega as UPAs [Unidades de Pronto Atendimento], o atendimento de sa\u00fade intermedi\u00e1rio e os hospitais. Essa \u00e9 uma outra urg\u00eancia que o munic\u00edpio precisa enfrentar\u201d, frisou.<\/p>\n\n\n\n<p>No que se refere \u00e0 mobilidade urbana,&nbsp;C\u00e9sar Sanson destacou medidas para a popula\u00e7\u00e3o que mora nas \u00e1reas perif\u00e9ricas. Segundo ele, ao longo dos \u00faltimos anos, principalmente no per\u00edodo p\u00f3s pandemia de covid-19, v\u00e1rias linhas de \u00f4nibus foram retiradas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o perversa e dram\u00e1tica porque atinge os mais pobres e, sobretudo, a juventude, dificultando o deslocamento das pessoas para a escola, para o trabalho ou mesmo para atividades de lazer. Esse, creio, \u00e9 um dos problemas centrais que a pr\u00f3xima administra\u00e7\u00e3o precisa enfrentar: recolocar em servi\u00e7o um transporte minimamente digno para a popula\u00e7\u00e3o\u201d, avaliou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 juventude, particularmente \u00e0 juventude perif\u00e9rica, \u00e9 preciso investimentos em \u00e1reas de lazer, como pra\u00e7as p\u00fablicas, quadras poliesportivas, piscinas p\u00fablicas, investimentos relativamente baratos, que possibilitem \u00e0 juventude ter espa\u00e7os para sua sociabilidade, assim como tamb\u00e9m a oferta de atividades culturais, que praticamente na periferia inexistem\u201d, finalizou o professor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aracaju<\/h2>\n\n\n\n<p>A qualidade da educa\u00e7\u00e3o nas s\u00e9ries iniciais do ensino fundamental tamb\u00e9m se coloca como um desafio para as outras tr\u00eas capitais nordestinas que ter\u00e3o segundo turno. Aracaju e Jo\u00e3o Pessoa apresentam o mesmo Ideb: 5,20. Em Fortaleza, o Ideb \u00e9 5,90, \u00edndice mais pr\u00f3ximo do esperado para 2030.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao debate da educa\u00e7\u00e3o se soma o da viol\u00eancia sofrida pela popula\u00e7\u00e3o, especialmente pobre, negra e jovem. Nas quatro capitais, as chances de jovens negros serem mortos \u00e9 muito superior \u00e0 de jovens brancos na mesma faixa et\u00e1ria. Esse cen\u00e1rio chama a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de pol\u00edticas voltadas para essa parcela da popula\u00e7\u00e3o e de combate ao racismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Aracaju, onde o segundo turno \u00e9 disputado pelos candidatos Em\u00edlia Corr\u00eaa (PL) e Luiz Roberto (PDT), a chance de um jovem pardo, preto ou ind\u00edgena sofrer um homic\u00eddio \u00e9 26,2 maior que a de um jovem branco.<\/p>\n\n\n\n<p>No munic\u00edpio, que possui pouco mais de 602 mil habitantes, a taxa de homic\u00eddio juvenil masculino \u00e9 de 1,81 a cada mil habitantes para jovens brancos e amarelos, e de 47,36 a cada mil, entre jovens pretos, pardos e ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a na qualidade de vida das pessoas brancas e amarelas, e das pessoas pardas, pretas e ind\u00edgenas tamb\u00e9m se reflete na sa\u00fade e na expectativa de vida. Em Aracaju, as pessoas pretas, pardas e ind\u00edgenas vivem quase 12 anos a menos que as pessoas brancas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o professor do departamento de Direito da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Ilzver Matos, os dados refletem a aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas com recorte para este segmento da popula\u00e7\u00e3o, com destaque para mecanismos de participa\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAracaju tem 75% de popula\u00e7\u00e3o negra. Desse modo, fazer pol\u00edtica p\u00fablica sem recorte racial em Sergipe e em Aracaju \u00e9 negar direitos da maioria da popula\u00e7\u00e3o. E \u00e9 isso que vivemos por aqui\u201d afirmou Matos \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor destacou que somente em 2020 Aracaju aderiu ao Sistema Nacional de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial (Sinapir), voltado para a implementa\u00e7\u00e3o do conjunto de pol\u00edticas e de servi\u00e7os direcionados para supera\u00e7\u00e3o do racismo em todo territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEstamos no estado mais letal para a juventude e na quinta cidade que mais mata jovens, ou seja, cidad\u00e3os entre 15 e 29 anos. Entretanto, o Sistema Nacional de Juventude ainda n\u00e3o conseguiu sensibilizar suficientemente os gestores para ades\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas necess\u00e1rias a essa parcela da popula\u00e7\u00e3o\u201d, criticou.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u201cQuando adentramos em outras \u00e1reas, tais como cultura, sa\u00fade, justi\u00e7a, o quadro de aus\u00eancias se amplifica. H\u00e1, apesar de regulamenta\u00e7\u00e3o nacional em v\u00e1rios desses temas, um v\u00e1cuo local na compreens\u00e3o da import\u00e2ncia de cria\u00e7\u00e3o das estruturas de execu\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de sa\u00fade para a juventude e de sa\u00fade integral da popula\u00e7\u00e3o negra, pol\u00edticas de cultura e pol\u00edticas de valoriza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria e cultura da \u00c1frica e dos afrodescendentes, dentre outras\u201d, finalizou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Jo\u00e3o Pessoa<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/jDQiRrMP4hWb6xWc2iM0l3RMQTw=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/10\/06\/ciceroqueiroga.jpg?itok=pMDgnKJV\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 01\/10\/2024 - C\u00edcero Lucena e Marcelo Queiroga, candidatos \u00e0 prefeitura de Jo\u00e3o Pessoa (PB). Elei\u00e7\u00f5es 2024. Foto: C\u00edcero Lucena\/Arquivo Pessoal e Marcelo Queiroga\/Arquivo Pessoal\" title=\"C\u00edcero Lucena\/Arquivo Pessoal e Marcelo Queiroga\/Arquivo Pessoal\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">C\u00edcero Lucena e Marcelo Queiroga disputam a prefeitura de Jo\u00e3o Pessoa (PB) &#8211;&nbsp;<strong>Arquivo Pessoal\/divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>Em Jo\u00e3o Pessoa, onde a disputa no segundo turno est\u00e1 entre C\u00edcero Lucena (PP) e Marcelo Queiroga (PL), a taxa de homic\u00eddio juvenil masculino \u00e9 de 22,11 a cada mil habitantes para jovens pretos, pardos e ind\u00edgenas, caindo para 1,8 quando s\u00e3o jovens brancos e amarelos. Isso significa que possibilidade de homic\u00eddio da juventude negra entre 15 e 29 anos \u00e9 12,3 vezes maior que de um jovem branco e amarelo na mesma faixa et\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio tamb\u00e9m aponta para a necessidade de o munic\u00edpio, de 833 mil habitantes avan\u00e7ar na implementa\u00e7\u00e3o de promo\u00e7\u00e3o da igualdade \u00e9tnico-racial. A cidade n\u00e3o conta com um plano municipal voltado para essa parcela da popula\u00e7\u00e3o, nem com um fundo voltado para captar, gerenciar e destinar recursos para a promo\u00e7\u00e3o da igualdade racial, com foco em a\u00e7\u00f5es afirmativas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fortaleza<\/h2>\n\n\n\n<p>Fortaleza tamb\u00e9m enfrenta desafios relacionados \u00e0 viol\u00eancia, especialmente a sofrida pela popula\u00e7\u00e3o negra, pobre e perif\u00e9rica. Dados do Instituto Cidades Sustent\u00e1veis mostram que, na capital cearense, a chance de um jovem negro morrer \u00e9 32,4 vezes maior que a de um jovem branco.<\/p>\n\n\n\n<p>Com pouco mais de 2,42 milh\u00f5es de habitantes, Fortaleza \u00e9 o munic\u00edpio com a maior popula\u00e7\u00e3o entre as quatro capitais nordestinas que v\u00e3o definir seus prefeitos no pr\u00f3ximo domingo. Na capital do Cear\u00e1, onde a disputa est\u00e1 entre os candidatos Evandro Leit\u00e3o (PT) e Andr\u00e9 Fernandes (PL), a taxa de homic\u00eddio juvenil masculino \u00e9 de 1,24 a cada mil habitantes para jovens brancos e amarelos, passando para 40,29 quando s\u00e3o jovens pretos, pardos e ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/OmiBddjvd-Xfi_GTtLZSDS7_e_k=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/40209529135_8ae9531c30_o.jpg?itok=2v77BtJU\" alt=\"Fortaleza, Praia do Meireles\" title=\"Jade Queiroz\/ MTUR\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Capital cearense tem 2,4 milh\u00f5es de habitantes e eleger\u00e1 seu prefeito no domingo &#8211;&nbsp;<strong>Jade Queiroz\/ MTUR<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da professora do programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC) Helena Martins, o cen\u00e1rio de desigualdade e a aus\u00eancia do poder p\u00fablico municipal levou a um quadro de aumento da viol\u00eancia na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVoc\u00ea tem uma piora dos servi\u00e7os p\u00fablicos no geral e um afastamento mesmo da prefeitura do cotidiano, de uma certa vis\u00e3o de que a pol\u00edtica vai resolver, ou est\u00e1 atuando para resolver esses problemas mais estruturais e conjunturais\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Helena destacou que a din\u00e2mica da viol\u00eancia da cidade tem se intensificado, resultando inclusive na expuls\u00e3o de pessoas dos seus lares por parte de integrantes de fac\u00e7\u00f5es criminosas que atuam no estado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFortaleza \u00e9 uma cidade brutalmente desigual e que tem sofrido muito pelo processo de precariza\u00e7\u00e3o mesmo do trabalho. \u00c9 uma cidade muito de [empregos de] servi\u00e7os e, por outro lado, tamb\u00e9m tem sofrido com a expans\u00e3o dos grupos, das fac\u00e7\u00f5es criminosas para o estado do Cear\u00e1 e para Fortaleza especialmente. Tanto \u00e9 que hoje \u00e9 uma das capitais mais violentas do Brasil&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm muitos lugares da cidade, voc\u00ea sabe que tem pessoas que foram expulsas das suas casas pelas fac\u00e7\u00f5es, lugares onde voc\u00ea n\u00e3o pode andar se voc\u00ea for de um outro bairro. E a\u00ed voc\u00ea \u00e9 associada a outra fac\u00e7\u00e3o apenas por estar em outro bairro. \u00c9 uma din\u00e2mica que vai reorganizando a pr\u00f3pria sensibilidade na cidade\u201d, finalizou.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a na qualidade de vida das pessoas brancas e amarelas, e das pessoas pardas, pretas e ind\u00edgenas tamb\u00e9m se reflete na sa\u00fade e na expectativa de vida. Em Fortaleza, pessoas pretas, pardas e ind\u00edgenas vivem 10,7 anos a menos que as pessoas brancas. Enquanto a expectativa de vida das pessoas brancas e amarelas \u00e9 de 74,9 anos, a das pessoas pretas, pardas e ind\u00edgenas \u00e9 de 64,2 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por Luciano Nascimento \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<br>Foto: Jade Queiroz\/ MTUR<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No pr\u00f3ximo domingo (27), eleitores de quatro capitais nordestinas retornam \u00e0s urnas para decidir quem<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":93082,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17,1],"tags":[],"class_list":["post-93081","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93081","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93081"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93081\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":93083,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93081\/revisions\/93083"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93082"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93081"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93081"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93081"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}