{"id":93330,"date":"2024-10-30T15:31:36","date_gmt":"2024-10-30T18:31:36","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=93330"},"modified":"2024-10-30T15:31:38","modified_gmt":"2024-10-30T18:31:38","slug":"exposicao-dos-brasis-e-prorrogada-com-novas-obras-e-programacao-cultural-no-quitandinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2024\/10\/30\/exposicao-dos-brasis-e-prorrogada-com-novas-obras-e-programacao-cultural-no-quitandinha\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Dos Brasis&#8221; \u00e9 prorrogada com novas obras e programa\u00e7\u00e3o cultural no Quitandinha"},"content":{"rendered":"\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o &#8220;<strong>Dos&nbsp;Brasis: Arte e Pensamento Negro<\/strong>&#8220;, que j\u00e1 recebeu mais de 500 mil visitantes no Centro Cultural Sesc Quitandinha (CCSQ) em Petr\u00f3polis, ser\u00e1 prorrogada at\u00e9 mar\u00e7o de 2025. Na pr\u00f3xima fase, novas obras de Chico Tabibuia, Rubem Valentim, Arthur Bispo do Ros\u00e1rio, N\u00e1dia Taquary e Heitor&nbsp;dos&nbsp;Prazeres chegar\u00e3o para compor a mostra em substitui\u00e7\u00e3o a algumas obras desses artistas que j\u00e1 integravam a exposi\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m das novas obras, o programa p\u00fablico da exposi\u00e7\u00e3o oferecer\u00e1 uma programa\u00e7\u00e3o cultural diversificada como espet\u00e1culos de teatro e conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos&nbsp;Brasis, mais expressiva exposi\u00e7\u00e3o de arte afrocentrada dos \u00faltimos anos, alcan\u00e7ou um feito hist\u00f3rico no CCSQ. Em apenas um m\u00eas de exibi\u00e7\u00e3o, a mostra atraiu quase cem mil visitantes, estabelecendo um novo recorde de p\u00fablico para o espa\u00e7o cultural em Petr\u00f3polis. At\u00e9 agora, o n\u00famero de visitantes j\u00e1 passou de 565 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em exibi\u00e7\u00e3o no Quitandinha desde maio, a exposi\u00e7\u00e3o celebra a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica de artistas negros e negras brasileiros reunindo 384 obras de 241 artistas do pa\u00eds. Os trabalhos est\u00e3o expostos em todo o edif\u00edcio hist\u00f3rico em mais de 4.000 m\u00b2 de \u00e1rea expositiva.&nbsp;A mostra, cujo t\u00edtulo foi inspirado em verso do samba \u201cHist\u00f3ria para ninar gente grande\u201d, que deu o 20\u00ba t\u00edtulo \u00e0 Mangueira, em 2019, \u00e9 resultado de um trabalho desenvolvido pelo Departamento Nacional do Sesc, em parceria com os Regionais de todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos&nbsp;Brasis&nbsp;re\u00fane sete n\u00facleos tem\u00e1ticos &#8211; que t\u00eam como refer\u00eancia pensamentos de importantes intelectuais negros da hist\u00f3ria do Brasil, como Beatriz Nascimento, Emanoel Ara\u00fajo, Guerreiro Ramos, L\u00e9lia Gonzales e Luiz Gama.&nbsp; A exposi\u00e7\u00e3o apresenta uma diversidade de obras que compreendem a&nbsp;pintura, fotografia, escultura, instala\u00e7\u00f5es e videoinstala\u00e7\u00f5es, produzidas desde o fim do s\u00e9culo XVIII at\u00e9 o s\u00e9culo XXI.&nbsp;A exposi\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser vista at\u00e9 mar\u00e7o de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Novas obras em exposi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Obra: &#8220;Como \u00e9 que eu devo fazer um muro no fundo da minha casa&#8221;\/ t\u00e9cnica: Montagem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Arthur Bispo do Ros\u00e1rio<\/strong>&nbsp;(Japaratuba (SE), 1909 \u2013 Rio de Janeiro (RJ), 1989): Por d\u00e9cadas, Bispo do Ros\u00e1rio dedicou-se a inventariar os momentos do seu internato no hosp\u00edcio. Com seus barcos, bordados, mantos e estandartes, criou um registro visual do seu cotidiano, escrevendo o nome dos pacientes e visitantes, acessando as mem\u00f3rias de sua inf\u00e2ncia no interior de Sergipe e de sua experi\u00eancia na marinha. Declarava que suas inven\u00e7\u00f5es eram uma tarefa divina. Sua genialidade \u00e9 \u00edndice de pot\u00eancia que subverte a l\u00f3gica excludente das institui\u00e7\u00f5es normativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Obra: &#8220;Fam\u00edlia de Exus, Pai, M\u00e3e e Filho&#8221;\/ t\u00e9cnica: Madeira (cedro)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Chico Tabibuia<\/strong>&nbsp;(Silva Jardim (RJ), 1936): Chico Tabibuia praticou, desde crian\u00e7a, as tecnologias da constru\u00e7\u00e3o de moradia com elementos da terra, transmitidas pelo bisav\u00f4. Na adolesc\u00eancia, exerceu a fun\u00e7\u00e3o de cambono em um terreiro de umbanda, em que a maioria das entidades que baixavam eram exus. A partir de 1986, passou a representar com frequ\u00eancia, embora n\u00e3o somente, os exus em suas esculturas de madeira. Sua rela\u00e7\u00e3o art\u00edstica amb\u00edgua em torno dessa figura resulta dos encontros com as entidades que, segundo ele, estavam presentes na natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>Obra: &#8220;O Modelo&#8221; \/ T\u00e9cnica: \u00d3leo sobre tela<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Heitor dos Prazeres<\/strong>: (Rio de Janeiro, RJ, 1898-1966) Pintor, compositor e m\u00fasico, marcou o c\u00edrculo cultural carioca do s\u00e9culo XX, sendo influ\u00eancia fundadora das escolas de samba Mangueira e Portela, al\u00e9m de autor das mais variadas m\u00fasicas que marcam a identidade brasileira. Sua produ\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica inicia-se com o infort\u00fanio do falecimento de sua esposa, assim, quando Heitor dos Prazeres descobre sua nova faceta art\u00edstica, passa a retratar cenas de seu cotidiano no agitado quarto que ocupava, onde se expressavam atrav\u00e9s de encontros, saberes da cultura afro-brasileira das mais diversas rodas.<\/p>\n\n\n\n<p>Obra: &#8220;Mami Wata&#8221;\/ T\u00e9cnica: Escultura em resina<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e1dia Taquary<\/strong>&nbsp;(Salvador (BA), 1967): \u00c9 graduada em Letras Vern\u00e1culas e especializou-se em Educa\u00e7\u00e3o, Est\u00e9tica, Semi\u00f3tica e Cultura pela Faculdade de Educa\u00e7ao da Universidade Federal da Bahia (UFBA).Seu trabalho integra acervos como Pinacoteca de S\u00e3o Paulo, Museu de Arte Moderna da Bahia, P\u00e9rez Art Museum (Miami), entre outros. Em suas esculturas, instala\u00e7\u00f5es e videoinstala\u00e7\u00f5es, investiga a presen\u00e7a do feminino negro no Brasil e seu legado ancestral na constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e sagrada da cultura afro-brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Obra: &#8220;Emblema 85&#8243;\/ T\u00e9cnica: Tinta acr\u00edlica sobre tela<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rubem Valentim<\/strong>&nbsp;(Salvador (BA), 1922 \u2013 S\u00e3o Paulo (SP), 1991): Importante escultor, pintor e gravurista, sua obra participou de importantes exposi\u00e7\u00f5es pelo mundo e integra acervos como o do Instituto Inhotim, do Centre Pompidou (Fran\u00e7a), da Tate Modern (Inglaterra), entre outros. Estudou Odontologia e Jornalismo e participou do processo de renova\u00e7\u00e3o da arte baiana, junto aos artistas do Caderno da Bahia, no final dos anos 1940. Cresceu em contato com o sincretismo religioso, em especial com as manifesta\u00e7\u00f5es do candombl\u00e9, cujos signos est\u00e3o presentes em sua obra a partir dos anos 1950.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PROGRAMA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>07 e 08\/11 \u00e0s 20h | A Mulher Maracan\u00e3 | Caf\u00e9 Concerto | Artes C\u00eanicas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Mulher Maracan\u00e3 narra a hist\u00f3ria de Soninha Maracan\u00e3, mulher preta, m\u00e3e e artista de grande import\u00e2ncia na cidade de Petr\u00f3polis. Em cena 2 atores e 4 atrizes contam a hist\u00f3ria dessa mulher preta e s\u00edmbolo de luta e resist\u00eancia da cultura, das tradi\u00e7\u00f5es e da heran\u00e7a africana na cidade de Petr\u00f3polis. A pe\u00e7a promete emocionar o p\u00fablico com a hist\u00f3ria dessa mulher que representa muitas mulheres pretas, que v\u00e3o se reconhecer, se identificar com a hist\u00f3ria que ser\u00e1 contada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>20\/11 \u00e0s 11h | Viv\u00eancia O Rei Menino e a Rainha Menina| Sala das Crian\u00e7as | Literatura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cO menino rei e menina rainha\u201d<\/strong>&nbsp;apresenta dois importantes personagens do Brasil, Zumbi dos Palmares e Dandara. Inspirados pela tradi\u00e7\u00e3o africana dos \u201cgriots\u201d, atrav\u00e9s do l\u00fadico, linguagem f\u00e1cil, bem-humorada, po\u00e9tica e sublinhada, convidando \u00e0 uma reflex\u00e3o sobre esses personagens e sua luta pela liberta\u00e7\u00e3o dos povos negros escravizados; assim como os princ\u00edpios do respeito e da igualdade racial. Al\u00e9m da conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, viv\u00eancia l\u00fadica e cria\u00e7\u00e3o de adere\u00e7os simb\u00f3licos para a referida data, Dia Consci\u00eancia Negra, marco norteador da narrativa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>23\/11 \u00e0s 11h | Contos da M\u00e3e \u00c1frica | Sala das Crian\u00e7as | Literatura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cContos da M\u00e3e \u00c1frica\u201d,<\/strong>&nbsp;com base em hist\u00f3rias da oralidade de origem afro-brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>A narrativa \u00e9 enriquecida por um jogo de corpo e m\u00fasica inspirados na capoeira, acompanhada pelo som de um padeiro e um berimbau. A apresenta\u00e7\u00e3o \u00e9 solo, fruto de pesquisa de Ariel Barbosa, contador de hist\u00f3rias, recolhedor de contos da literatura oral africana, professor de teatro e ator desde 2017.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><u>SERVI\u00c7O<\/u><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dos Brasis \u2013 Arte e Pensamento Negro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Onde: Centro Cultural Sesc Quitandinha (Av. Joaquim Rolla, 2 \u2013 Petr\u00f3polis, RJ)<\/p>\n\n\n\n<p>Visita\u00e7\u00e3o: Ter\u00e7as a domingos e feriados, das 10h \u00e0s 17h<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 09\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Entrada gratuita<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Dos&nbsp;Brasis: Arte e Pensamento Negro&#8220;, que j\u00e1 recebeu mais de 500 mil visitantes<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":93331,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-93330","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93330","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=93330"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93330\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":93332,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/93330\/revisions\/93332"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/93331"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=93330"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=93330"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=93330"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}