{"id":96563,"date":"2024-12-31T12:00:00","date_gmt":"2024-12-31T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=96563"},"modified":"2024-12-30T11:31:15","modified_gmt":"2024-12-30T14:31:15","slug":"pesquisa-inedita-mostra-que-117-escolas-da-cidade-do-rio-de-janeiro-estao-em-areas-de-risco-climatico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2024\/12\/31\/pesquisa-inedita-mostra-que-117-escolas-da-cidade-do-rio-de-janeiro-estao-em-areas-de-risco-climatico\/","title":{"rendered":"\u00a0Pesquisa in\u00e9dita mostra que 117 escolas da cidade do Rio de Janeiro est\u00e3o em \u00e1reas de risco clim\u00e1tico"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>\u00a0<em>Estudo realizado pelo MapBiomas, a partir de perguntas do Alana, analisou 20.635 escolas de Educa\u00e7\u00e3o Infantil e Ensino Fundamental, em todas as capitais<\/em><br><br>\u00a0A capital do Rio de Janeiro possui 117 escolas localizadas em \u00e1reas de risco clim\u00e1tico, sujeitas a enchentes, deslizamentos, alagamentos e outros danos. O que impacta 19.226 alunos &#8211; o quinto maior n\u00famero entre as capitais brasileiras, ficando atr\u00e1s apenas de Salvador, S\u00e3o Paulo, Belo Horizonte e Recife, nessa ordem. Outro n\u00famero preocupante \u00e9 que 34% das escolas do Rio, contabilizando p\u00fablicas e privadas, n\u00e3o possuem \u00e1rea verde em seus lotes.<br><br>Os n\u00fameros fazem parte de uma\u00a0<a href=\"https:\/\/linktr.ee\/escolamaisnatureza\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>pesquisa in\u00e9dita<\/u><\/a>\u00a0do Instituto Alana a partir de dados levantados pelo MapBiomas e analisados conjuntamente com a Fiquem Sabendo. Foram pesquisadas 20.635 escolas p\u00fablicas e particulares, de educa\u00e7\u00e3o infantil e fundamental, para entender o acesso que as crian\u00e7as e adolescentes t\u00eam a \u00e1reas verdes e a resili\u00eancia das escolas: quais e quantas s\u00e3o extremamente quentes ou correm riscos clim\u00e1ticos, por exemplo? E como essas informa\u00e7\u00f5es se conectam com desigualdades raciais, territoriais e socioecon\u00f4micas?<br>\u00a0O levantamento indica que cerca de 90% das escolas em \u00e1reas de risco est\u00e3o dentro ou em at\u00e9 um raio de 500 metros de favelas e comunidades urbanas, e que 51% dessas escolas tem maioria de alunos que se declaram negros, percentual que cai para apenas 4,7% nas escolas com maioria de alunos que se declaram brancos, evidenciando a conex\u00e3o entre desigualdades e fatores clim\u00e1ticos, bem como o racismo ambiental.<br><br>A pesquisa mapeou ainda que faltam \u00e1reas verdes, tanto dentro quanto no entorno das escolas, situa\u00e7\u00e3o que \u00e9 particularmente preocupante na educa\u00e7\u00e3o infantil, com 43,5% das escolas sem \u00e1reas verdes. Nas capitais, 20% das escolas tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00eam pra\u00e7as e parques no entorno de 500 metros, o que impacta diretamente mais de 1,5 milh\u00f5es de alunos de 4.144 escolas. Ao contr\u00e1rio do senso comum, que considera escolas particulares em geral melhores do que p\u00fablicas, nesse quesito a situa\u00e7\u00e3o se inverte: apenas 9% das escolas particulares t\u00eam mais de 30% de \u00e1rea verde no lote, enquanto nas p\u00fablicas o percentual \u00e9 de 31%,\u00a0o que revela uma grande oportunidade para os equipamentos p\u00fablicos na amplia\u00e7\u00e3o do contato das crian\u00e7as com a natureza.<br>\u00a0A falta de verde nas escolas \u00e9 agravada por desigualdades raciais e econ\u00f4micas, sendo maior para estudantes que vivem em favelas e comunidades urbanas, bem como para alunos negros. S\u00e3o eles tamb\u00e9m os que estudam em escolas localizadas em \u00e1reas mais quentes: cerca de 36% das escolas com maioria de alunos negros est\u00e3o em territ\u00f3rios com temperaturas 3,57<sup>o<\/sup>C acima da m\u00e9dia de temperatura da capital, enquanto 16,5% das escolas com maioria de alunos brancos encontram-se na mesma situa\u00e7\u00e3o.<br>\u00a0Considerando que 80% das crian\u00e7as e adolescentes no Brasil vivem em centros urbanos e passam boa parte do seu tempo na escola, se o acesso a \u00e1reas verdes n\u00e3o ocorrer ali, a natureza pode n\u00e3o fazer parte de suas viv\u00eancias. Est\u00e1 cientificamente comprovado que o contato com a natureza melhora todos os indicadores de sa\u00fade e bem-estar de crian\u00e7as e adolescentes, como\u00a0imunidade, mem\u00f3ria, sono, al\u00edvio do estresse, capacidade de aprendizado, sociabilidade e desenvolvimento motor. Em cidades cada vez mais cimentadas, com tr\u00e2nsito intenso e inseguran\u00e7a, t\u00eam sobrado \u00e0s crian\u00e7as e adolescentes o confinamento em espa\u00e7os internos \u2013 e o excesso de telas.<br><br>Ao mesmo tempo, o clima mudou e \u00e9 preciso identificar as escolas mais vulner\u00e1veis \u00e0s ondas de calor, alagamentos, enchentes e deslizamentos, agindo para prevenir e aumentar sua resili\u00eancia, j\u00e1 que as\u00a0c<a href=\"https:\/\/www.unicef.org\/brazil\/relatorios\/criancas-adolescentes-e-mudancas-climaticas-no-brasil-2022\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>rian\u00e7as e adolescentes est\u00e3o justamente entre os mais afetados<\/u><\/a>\u00a0por eventos clim\u00e1ticos extremos. \u201cA natureza deve ser fonte de sa\u00fade e aprendizado, e n\u00e3o uma amea\u00e7a. Por isso, o papel das escolas \u00e9 central para promover acesso a \u00e1reas verdes e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s emerg\u00eancias clim\u00e1ticas. \u00c9 preciso desconcretar a inf\u00e2ncia\u00a0e adotar solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza \u2014 como jardins de chuva, capta\u00e7\u00e3o e tratamento de \u00e1gua, restaura\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa e compostagem \u2014 para prevenir enchentes, equilibrar o calor, aumentar a biodiversidade e, ao mesmo tempo, trazer benef\u00edcios para a sa\u00fade f\u00edsica e mental das crian\u00e7as\u201d, diz JP Amaral, gerente de Natureza do Instituto Alana.<br>\u00a0Segundo\u00a0Maria Isabel Amando de Barros, especialista do Instituto Alana\u00a0que esteve \u00e0 frente do trabalho, toda a comunidade escolar deve ser inclu\u00edda nessa transforma\u00e7\u00e3o das escolas em locais mais verdes e resilientes. \u201cEscolas s\u00e3o equipamentos numerosos, bem distribu\u00eddos pelo territ\u00f3rio, que funcionam como polos de irradia\u00e7\u00e3o de conhecimento e cultura em suas comunidades. Ter a natureza como centralidade e dar \u00e0s crian\u00e7as oportunidades para brincar e aprender com ela, contribui com a educa\u00e7\u00e3o ambiental e clim\u00e1tica, fomentando o protagonismo necess\u00e1rio para que crian\u00e7as e adolescentes possam participar efetivamente da transi\u00e7\u00e3o verde de nossas sociedades\u201d, diz.<br>\u00a0<strong>Sobre o Alana<\/strong><br>O\u00a0<a href=\"https:\/\/alana.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>Alana<\/u><\/a>\u00a0\u00e9 um ecossistema de organiza\u00e7\u00f5es de impacto socioambiental que promove e inspira um mundo melhor para as crian\u00e7as. Um mundo sustent\u00e1vel, justo, inclusivo, igualit\u00e1rio e plural. Um mundo que celebra e protege a democracia, a justi\u00e7a social, os direitos humanos e das crian\u00e7as com prioridade absoluta. Um mundo que cuida dos seus povos, de suas florestas, dos seus mares, do seu ar.O Alana \u00e9 um ecossistema de organiza\u00e7\u00f5es interligadas, interdependentes, de atua\u00e7\u00e3o convergente, orientadas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da ONU. O encontro de um Instituto, uma Funda\u00e7\u00e3o e um N\u00facleo de Neg\u00f3cios de Entretenimento de Impacto. Um combinado \u00fanico de educa\u00e7\u00e3o, ci\u00eancia, entretenimento e advocacy que mistura sonho e realidade, pesquisa e cultura pop, justi\u00e7a e desenvolvimento, articula\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo, incid\u00eancia pol\u00edtica e hist\u00f3rias bem contadas.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Estudo realizado pelo MapBiomas, a partir de perguntas do Alana, analisou 20.635 escolas de Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":96564,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-96563","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96563","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96563"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96563\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":96565,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96563\/revisions\/96565"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/96564"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96563"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96563"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96563"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}