{"id":99058,"date":"2025-02-13T08:35:57","date_gmt":"2025-02-13T11:35:57","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=99058"},"modified":"2025-02-13T08:36:00","modified_gmt":"2025-02-13T11:36:00","slug":"relatorio-indica-que-rj-vive-escalada-da-violencia-neste-inicio-de-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2025\/02\/13\/relatorio-indica-que-rj-vive-escalada-da-violencia-neste-inicio-de-ano\/","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio indica que RJ vive escalada da viol\u00eancia neste in\u00edcio de ano"},"content":{"rendered":"\n<p><em>&#8220;Uma explos\u00e3o na viol\u00eancia armada&#8221;, diz Instituto Fogo Cruzado<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por L\u00e9o Rodrigues &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil \/ Foto: Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Um novo relat\u00f3rio divulgado nesta ter\u00e7a-feira (11) pelo Instituto Fogo Cruzado revela que munic\u00edpios da regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro tiveram um aumento no n\u00famero de tiroteios, mortos, feridos, v\u00edtimas de balas perdidas e baleados em roubos no primeiro m\u00eas do ano de 2025. O documento descreve a situa\u00e7\u00e3o como &#8220;uma explos\u00e3o na viol\u00eancia armada&#8221;.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1630157&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1630157&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas passado, 181 pessoas foram baleadas, dos quais 79 morreram. \u00c9 um cen\u00e1rio significativamente mais violento do que o registrado em janeiro de 2024. O n\u00famero de baleados cresceu 79% em rela\u00e7\u00e3o aos 101 contabilizados no in\u00edcio do \u00faltimo ano. J\u00e1 os \u00f3bitos tiveram alta de 36% frente 58 registros de janeiro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas anterior, observou-se aumento de 42% nos tiroteios, de 1% nas mortes e 70% na quantidade de feridos: dezembro de 2024 acumulou 195 tiroteios, 78 mortos e 60 feridos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos dados que chama aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o elevado n\u00famero de v\u00edtimas de balas perdidas: foram 26, das quais sete morreram. \u00c9 um recorde quando se compara com os meses de janeiro dos \u00faltimos nove anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de baleados em roubos ou tentativas de roubo na regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro \u00e9 outro ind\u00edcio de uma escalada na viol\u00eancia. Foram 25, o maior registro desde 2020. Entre essas v\u00edtimas, oito morreram.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/W7ViUoCb1OuEJoL4BED4aXceqBs=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/02\/12\/violencia-rj.jpg?itok=8ru6aQ2U\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 12\/02\/2025 - Arte para a mat\u00e9ria Relat\u00f3rio indica que RJ vive escalada da viol\u00eancia nesse in\u00edcio de ano. Arte\/Ag\u00eancia Brasil\" style=\"width:583px;height:auto\" title=\"Arte\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Arte\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>&#8220;Ainda que seja necess\u00e1rio ter certa cautela para analisar os dados do primeiro m\u00eas do ano, por ser um per\u00edodo curto de tempo, n\u00f3s vemos com grande preocupa\u00e7\u00e3o a alta nos indicadores&#8221;, afirma Carlos Nhanga, coordenador regional do Instituto Fogo Cruzado no Rio de Janeiro. Segundo ele, a viol\u00eancia armada \u00e9 din\u00e2mica e altera\u00e7\u00f5es no volume das ocorr\u00eancias n\u00e3o podem ser atribu\u00eddas a um \u00fanico fator.<\/p>\n\n\n\n<p>Nhanga, no entanto, v\u00ea falhas nas pol\u00edticas de seguran\u00e7a p\u00fablica. &#8220;Enquanto os grupos armados diversificam suas formas de atua\u00e7\u00e3o, o poder p\u00fablico insiste na velha e falha t\u00e1tica de confronto, colocando a popula\u00e7\u00e3o na linha de tiro&#8221;, acrescenta. Ele pontua que os dados levantados contribuem para uma melhor compreens\u00e3o do cen\u00e1rio e uma busca por solu\u00e7\u00f5es para preservar a vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Fogo Cruzado surgiu inicialmente como um aplicativo desenvolvido pela Anistia Internacional e lan\u00e7ado em 2016 para monitoramento de tiroteios e os&nbsp;impactos deles na regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro. Foi sendo aprimorado, convertendo-se em uma plataforma capaz de reunir diversos indicadores sobre viol\u00eancia armada. Em 2018, o projeto passou a ter uma gest\u00e3o independente, e, com o tempo, o monitoramento se estendeu para algumas outras regi\u00f5es do pa\u00eds. Para fornecer informa\u00e7\u00f5es que possam auxiliar o planejamento de pol\u00edticas de seguran\u00e7a p\u00fablica eficazes, o Fogo Cruzado apresenta relat\u00f3rios peri\u00f3dicos e levantamentos eventuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pela&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, a Secretaria Estadual de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Rio de Janeiro (Sesp) informou em nota que n\u00e3o far\u00e1 coment\u00e1rios sobre dados n\u00e3o oficiais. A pasta afirmou n\u00e3o ter conhecimento sobre a metodologia utilizada para a elabora\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio. &#8220;A fonte das informa\u00e7\u00f5es oficiais \u00e9 o Instituto de Seguran\u00e7a P\u00fablica (ISP). Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 letalidade violenta, segundo o ISP, o Rio de Janeiro tem registrado uma queda nos \u00edndices, reflexo das a\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas implementadas pelas autoridades de seguran\u00e7a p\u00fablica&#8221;, registra a nota.<\/p>\n\n\n\n<p>A Sesp disse ainda que tem intensificado as a\u00e7\u00f5es no combate ao crime organizado para impedir o crescimento territorial de fac\u00e7\u00f5es criminosas. &#8220;O objetivo \u00e9 conter o avan\u00e7o desses grupos, que buscam conquistar novos territ\u00f3rios para expandir suas atividades il\u00edcitas, como tr\u00e1fico de drogas, extors\u00e3o e controle sobre comunidades. Al\u00e9m disso, a Secretaria busca apoio do governo federal, por meio da Secretaria Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica, para monitorar o deslocamento de criminosos de outros estados e a entrada de armamentos ilegais no Rio de Janeiro&#8221;, acrescenta o texto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Outros indicadores<\/h2>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio do Fogo Cruzado tamb\u00e9m contabiliza oito agentes de seguran\u00e7a mortos no m\u00eas passado. \u00c9 o maior n\u00famero registrado para o m\u00eas de janeiro desde 2018, quando houve 12 \u00f3bitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, foram registrados pelo Instituto Fogo Cruzado 277 tiroteios ou disparos de arma de fogo no \u00faltimo m\u00eas na regi\u00e3o metropolitana do Rio. O n\u00famero revela aumento de 30% nos registros em compara\u00e7\u00e3o com janeiro de 2024, quando foram contabilizadas 213 ocorr\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de tiroteios ocorridos em a\u00e7\u00f5es e opera\u00e7\u00f5es policiais tamb\u00e9m cresceu. Foram 42% no m\u00eas passado, acima dos 34% registrados em janeiro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>No recorte por munic\u00edpios, a capital fluminense respondeu por 193 tiroteios (69,8% do total), 43 mortos (54,4% do total) e 67 feridos (65,7% do total). As ocorr\u00eancias nas cidades de S\u00e3o Gon\u00e7alo, S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti, Duque de Caxias e Nova Igua\u00e7u contribu\u00edram para incrementar os registros. Em cada uma delas, houve ao menos nove tiroteios e juntas elas responderam por 26,6% dos \u00f3bitos. Na capital, os bairros mais afetados pela viol\u00eancia armada foram Complexo do Alem\u00e3o, Vila Isabel, Penha, Bangu e Santa Cruz.<br><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Uma explos\u00e3o na viol\u00eancia armada&#8221;, diz Instituto Fogo Cruzado Por L\u00e9o Rodrigues &#8211; Rep\u00f3rter da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":99059,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-99058","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99058","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=99058"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99058\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":99060,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99058\/revisions\/99060"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/99059"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=99058"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=99058"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=99058"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}