{"id":99860,"date":"2025-03-02T10:18:15","date_gmt":"2025-03-02T13:18:15","guid":{"rendered":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/?p=99860"},"modified":"2025-03-02T10:18:17","modified_gmt":"2025-03-02T13:18:17","slug":"ibge-numero-de-criancas-na-creche-triplica-no-brasil-em-duas-decadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/2025\/03\/02\/ibge-numero-de-criancas-na-creche-triplica-no-brasil-em-duas-decadas\/","title":{"rendered":"IBGE: n\u00famero de crian\u00e7as na creche triplica no Brasil em duas d\u00e9cadas"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Em 2022, quase 40% das crian\u00e7as de at\u00e9 3 anos cursavam ensino infantil<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por Vitor Abdala &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil \/ Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<strong>percentual de crian\u00e7as de at\u00e9 3 anos que frequentam&nbsp;a educa\u00e7\u00e3o infantil chegou a 33,9%, em 2022<\/strong>, segundo dados do&nbsp;<strong>Censo Demogr\u00e1fico<\/strong>&nbsp;daquele ano. A taxa \u00e9&nbsp;<strong>3,6 vezes maior do que a observada no Censo 2000<\/strong>&nbsp;(9,4%). Os dados preliminares s\u00e3o do question\u00e1rio de amostra, aplicado em 10% do total de domic\u00edlios recenseados no pa\u00eds&nbsp;pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1631805&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1631805&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2010, o percentual era de 23,5%. Apesar do avan\u00e7o, o&nbsp;<strong>pa\u00eds ainda n\u00e3o atingiu as metas do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;(PNE),&nbsp;<strong>que prev\u00ea atender a pelo menos metade das crian\u00e7as de at\u00e9 3 anos de idade em creches e escolas&nbsp;at\u00e9 2025.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Apenas 646 munic\u00edpios brasileiros&nbsp;atingiram a meta.<\/strong>&nbsp;Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s regi\u00f5es, Sudeste e Sul est\u00e3o acima da m\u00e9dia nacional, com 41,5% e 41%, respectivamente. Em seguida, abaixo da m\u00e9dia nacional, aparecem Centro-Oeste (29%) e Nordeste (28,7%). Com uma taxa de apenas 16,6%, menos da metade da m\u00e9dia do pa\u00eds, o Norte aparece em \u00faltimo lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro dado apresentado pelo Censo 2022 foi o&nbsp;<strong>percentual de crian\u00e7as de 4 a 5 anos na escola, que tamb\u00e9m apresentou avan\u00e7os, passando de 51,4% em 2000, para 80,1% em 2010 e para 86,7%, em 2022<\/strong>. Nessa faixa et\u00e1ria, a desigualdade regional \u00e9 menor, com quatro regi\u00f5es acima da m\u00e9dia: Nordeste (89,7%), Sudeste (88,9%), Sul (86,7%) e Centro-Oeste (80,5%). O Norte, mais uma vez, aparece na \u00faltima posi\u00e7\u00e3o mas com uma taxa de 76,2%, bem pr\u00f3xima da m\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>A meta do PNE para essa faixa et\u00e1ria, de&nbsp;<strong>universaliza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o at\u00e9 2016, tampouco foi atingida<\/strong>. \u201cA gente est\u00e1 se aproximando dessa meta, mas ainda n\u00e3o atingimos 100%\u201d, afirma a pesquisadora do IBGE Juliana Queiroz.<\/p>\n\n\n\n<p>As taxas de frequ\u00eancia de crian\u00e7as acima de 6 anos e de adolescentes at\u00e9 17 anos tamb\u00e9m cresceu de 2000 para 2022. As&nbsp;<strong>crian\u00e7as de 6 a 14 anos na escola passaram de 93,1% em 2000 para 98,3% em 2022.<\/strong>&nbsp;J\u00e1 os&nbsp;<strong>adolescentes de 15 a 17 anos matriculados passaram de 77,4% para 85,3%.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/02\/25\/arte_2.jpg\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 25\/02\/2025 - Arte para a Mat\u00e9ria Censo 2022 - Educa\u00e7\u00e3o. Arte\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Arte\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Jovens e adultos<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A faixa et\u00e1ria que n\u00e3o teve avan\u00e7o no percentual de matr\u00edculas foi a&nbsp;dos jovens de 18 a 24 anos.<\/strong>&nbsp;O percentual de estudantes nessa faixa et\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o ao total da popula\u00e7\u00e3o caiu de 31,3% para 27,7%, no per\u00edodo. Segundo Juliana Queiroz, no entanto, esse dado precisa ser olhado com mais aten\u00e7\u00e3o, uma vez que a queda foi provocada pela queda do n\u00famero desses jovens cursando a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNos anos 2000, entre os estudantes que frequentavam a escola aos 18 a 24 anos, a maior parte estava no ensino m\u00e9dio, 44,3%, seguido do ensino fundamental com 32,1%, e depois do ensino superior com 23,6%. Esse cen\u00e1rio se inverte agora em 2022, em que a maior parte est\u00e1 no ensino superior, 56,4%\u201d, afirma Juliana.<\/p>\n\n\n\n<p>Os percentuais de jovens de 18 a 24 anos frequentando ensino m\u00e9dio e ensino fundamental\/alfabetiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o de 35,8% e 7,8%, respectivamente.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/my2nNXM29ShhILseNDtmbWONBjU=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/10\/24\/0d9a2981.jpg?itok=BH8r3g1x\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 24\/10\/2024 - Professor do col\u00e9gio Galois, Samuel Rbeiro Costa, em sala de aula com alunos na prepara\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos dias antes da prova do Enem 2024.  Foto: Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\" style=\"width:606px;height:auto\" title=\"Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Professor\u00a0Samuel Ribeiro Costa\u00a0em sala de aula com alunos na prepara\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos dias antes da prova do Enem\u00a0&#8211;\u00a0<strong>Arquivo\/Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><\/h6>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Atraso escolar<\/h2>\n\n\n\n<p>Os dados do Censo Demogr\u00e1fico 2022 tamb\u00e9m mostram que o&nbsp;<strong>atraso escolar&nbsp;diminuiu entre os jovens de 15 a 17 anos<\/strong>.&nbsp;<strong>Se, em 2010, 38,9% dos adolescentes nessa faixa et\u00e1ria estavam cursando o ensino fundamental ou curso de alfabetiza\u00e7\u00e3o, em 2022, essa propor\u00e7\u00e3o recuou para 26,8%.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado,<strong>&nbsp;aqueles que frequentavam ensino m\u00e9dio ou superior<\/strong>&nbsp;(n\u00edveis de instru\u00e7\u00e3o considerados adequados para a idade),&nbsp;<strong>cresceu de 61,1% em 2010 para 73,2%<\/strong>. Juliana Queiroz destaca, no entanto, que ainda h\u00e1 \u201cum quarto desses jovens que est\u00e3o no ensino anterior ao adequado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ind\u00edgenas<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com o Censo 2022, o<strong>&nbsp;acesso de ind\u00edgenas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica ainda fica muito aqu\u00e9m do restante da popula\u00e7\u00e3o<\/strong>. Se a m\u00e9dia brasileira de crian\u00e7as com at\u00e9 3 anos frequentando creches ou escolas era de 33,9%,&nbsp;<strong>entre os ind\u00edgenas o percentual era de apenas 13,5%.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo vale para outras faixas et\u00e1rias na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Entre crian\u00e7as de 4 e 5 anos, a parcela de ind\u00edgenas dessa faixa et\u00e1ria na escola \u00e9 de apenas 66,3%, bem abaixo da m\u00e9dia nacional de 86,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>Na&nbsp;<strong>faixa de 6 a 14 anos, o percentual de ind\u00edgenas \u00e9 de 92,1%<\/strong>&nbsp;ante uma m\u00e9dia nacional de 98,3%. J\u00e1 na faixa de&nbsp;<strong>15 a 17 anos, os ind\u00edgenas na escola s\u00e3o 78,4%<\/strong>, ante uma m\u00e9dia de 85,3% para o pa\u00eds.<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2022, quase 40% das crian\u00e7as de at\u00e9 3 anos cursavam ensino infantil Por Vitor<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":99861,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-99860","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outras-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99860","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=99860"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99860\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":99862,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99860\/revisions\/99862"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/99861"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=99860"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=99860"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tvc16.com\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=99860"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}