Procon de Petrópolis orienta clientes que vão passar pela migração entre as operadora de telefonia
A Tim ficará responsável por linhas de 29 DDD’s brasileiros. No dia 9 de fevereiro o Conselho Administrativo de Defesa Econômica Aprovou a venda da Oi para a aliança formada pelas operadoras Claro, Tim e Telefônica. Os clientes da Oi do Rio de Janeiro, com DDD’s 21, 22 e 24 terão a Tim como operadora. Com o negócio aprovado pelo conselho diretor da Anatel e Cade, a Tim ainda aguarda o fechamento completo do negócio.
Em Petrópolis quem era da operadora Oi já se prepara para esta nova fase. Diversos clientes da Oi por todo Brasil já receberam mensagens informando sobre a migração, mas quem ainda não recebeu os detalhes da troca, como Carla Correia, está apreensivo. “A Oi era a mais barata e eu nunca tive nada para reclamar dela! Preciso de algo que fique no mesmo nível que ela”, avaliou.
A incorporação dos clientes da Oi móvel para Tim, acontecerá em três fases: na primeira, os clientes da Oi continuarão utilizando a rede da Oi, com seus planos atuais e a tarifação será feita pela própria Oi. A segunda fase, mostra como vai ser o serviço na nova operadora. Os clientes da Oi continuarão com seus planos originais e ainda serão tarifados pela Oi, mas poderão acessar a rede móvel da Tim fora da cobertura da operadora contratada. A terceira e última fase, consiste na migração completa dos clientes da Oi Móvel para a Tim, incluindo a transferência dos dados cadastrais, tarifação feita pela própria Tim e migração para novos planos.
“A gente tem que alertar o consumidor que ele tem seus direitos garantidos, principalmente aos contratos em vigor. Tudo isso tem que ser fixado da melhor maneira e preços para que sejam mantidas estas condições”, esclareceu Jorge Badia, coordenador do Procon de Petrópolis.
A divisão da Oi vai permitir que a Tim absorva 40% da base de clientes móveis da operadora, o que atualmente representa cerca de 16 milhões de linhas. A operadora italiana pagará R$ 7,3 bilhões de reais no negócio.
Lígia Kappaun, acredita que a mudança trará dificuldades para as pessoas mais velhas, entre elas a mãe de 62 anos: “Não é todo mundo que entende, eu vejo pela minha mãe que é idosa”, disse.
É importante salientar que o consumidor não é obrigado a mudar para a Tim.
Por Gabriel Faxola

