Passageiros denunciam problemas no terminal rodoviário, em Petrópolis
Infiltrações, vazamentos, e o forro de PVC removido. Os danos estruturais do Terminal Rodoviário do Centro de Petrópolis vão além dos listados. Diariamente 100 mil pessoas passam pelo local, e além de esperarem horas pelos ônibus, precisam ainda lidar com um dos principais problemas: o descaso com os banheiros, principalmente o feminino.
A passageira Jaqueline Lima, se diz revoltada com a situação e conta que o problema maior não é falta de limpeza, e sim de manutenção. “O teto está caindo e os banheiros interditados porque estão entupidos. A funcionária diariamente seca o chão na tentativa de controlar o vazamento de água. A população não tem um banheiro adequado e isso é uma vergonha. Já que prefeitura está investindo no turismo, deveria olhar para o povo também”, conta a costureira, indignada.
Em agosto a Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes retirou os forros do acesso lateral ao terminal, e também do banheiro feminino, já que ele ameaçava cair. “Agora o teto está caindo como se não bastasse água pingando na cabeça. De manhã o local só fica fechado, as vezes preciso ir ao banheiro mas tenho que esperar até chegar no trabalho”, explica a diarista, Laurineide da Silva
Segundo a prefeitura, a reforma começou em 2019 e foi entregue em junho de 2020. A intervenção teve um investimento de R$ 964 mil.
Nesta terça-feira (20) o banheiro estava fechado. No recado escrito à caneta, a orientação era que os usuários fossem até o banheiro da COMDEP, que fica na Praça Clementina de Jesus. Por conta da grande demanda, a fila não parava de crescer. “É difícil ter que sair da rodoviária só para ir ao banheiro”, reclama a faxineira Lucia Silva.
Em nota, a prefeitura informou que a CPTrans, por motivos de segurança, retirou o forro de gesso do banheiro feminino. Por isso, o espaço precisou ficar fechado, mas já foi reaberto. A CPTrans disse ainda, que já está providenciando alguns reparos emergenciais. A empresa responsável pela obra já foi notificada.
Por Larissa Martins

