Bandeira tarifária verde permanece nas contas de luz em dezembro
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou que a bandeira tarifária verde permanecerá no mês de dezembro, para as contas de luz dos consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Com isso, não há cobrança extra no valor final da conta pelo oitavo mês seguido. Segundo a ANEEL, a justificativa da agência é que as condições de geração de energia no país estão boas.
A bandeira tarifária passou a ser verde em abril deste ano, quando terminou a vigência da bandeira de escassez hídrica, criada de forma emergencial, por conta do baixo nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas, que resultou na necessidade de acionamento de termelétricas.
Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, significa que a conta não sofre qualquer acréscimo no valor final. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, um valor a mais é cobrado nas contas e pode variar entre R$ 2 e R$ 9, a cada 100 quilowatts consumidos.
Entre os vilões da conta de luz estão equipamentos que consomem energia para gerar calor, como chuveiro elétrico, secadora de roupas, aquecedor e ferro de passar. Eletrodomésticos tradicionais também aumentam os gastos, principalmente geladeira e micro-ondas.
O aposentado, Paulo Cordeiro, e a dona de casa, Sueli Cordeiro, são casados e contam que o valor da luz está dentro do orçamento, e buscam economizar no uso dos equipamentos em casa. “Tomamos banho rápido, passamos roupa apenas uma vez no mês e usamos luz natural do sol para economizar energia”, disseram.
Atualmente, existem 212 localidades no Brasil onde o consumo é baixo, e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel.
Na casa de Leila de Castro, são utilizados equipamentos a gás, a iniciativa deveria economizar energia, mas muito pelo contrário. Ela conta que o valor da conta de luz ultrapassa os R$ 300,00. “Eu vivo com meu marido. Utilizamos o chuveiro, a lavadora de louça e outros equipamentos a gás. Eu acho que o preço da cobrança deveria ser mais baixo, mas não conseguimos economizar. Muitas vezes esquecemos a luz ligada sem estarmos em casa e isso prejudica”, explica a dona de casa.
Para reduzir o impacto desse aumento e economizar no bolso, além de não deixar o carregador de celular na tomada após utilizar, e não deixar luz acessa, dê sempre preferência às lâmpadas led. Segundo o especialista, Davi Fernandes, elas consomem até 80% menos que as lâmpadas convencionais. “O mercado atualmente exige economia. As pessoas buscam um produto que gaste menos energia, então tudo que era incandescente se transformou no led. A qualidade é superior, pois dura muito mais e dá mais economia ao mesmo tempo. Hoje você compra uma lâmpada que equivale a 60w e ela consome 42w, já o led consome apenas 9w”, explica o vendedor.
A luz led, além de proporcionar economia, há ainda alternativas de cores de acordo com o ambiente escolhido. “Existe variedade de opções entre lâmpada, refletor, luminária e lustre que dão a opção de luz amarela ou branca. Aconselhamos a cor branca, que é mais intensa, para banheiros e cozinhas. A luz amarela, que é mais suave, e não afeta tanto a visão, pode ficar, por exemplo, na sala que é um ambiente de repouso”, conclui Davi Fernandes.
Por Larissa Martins

