Lojistas do Centro Histórico fazem adaptações para proteger estabelecimentos de inundações

Gabriel Faxola

Desde a tragédia do início do ano que causou alagamentos em diferentes regiões da cidade, inclusive no Centro Histórico, os lojistas vêm se preparando para possíveis inundações. De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrópolis (CDL), Cláudio Ferreira Mohammad, as chuvas de fevereiro e março afetaram mais de 300 estabelecimentos, com prejuízos que superaram os R$ 600 milhões. As lojas que reabriram precisaram ser reestruturadas, como forma de prevenção, seja com comportas maiores ou vitrines mais resistentes.
“A maioria dos lojistas já conseguiu se estruturar, os que não colocaram comportas automáticas, que são mais modernas, fizeram reformas para reforçá-las. A maior parte dos empresários e lojistas já estão preparados para as chuvas que possam ocorrer no verão”, disse o presidente.
Como forma de auxiliar os lojistas e empresários, a Secretaria de Defesa Civil criou um plano de inundações para a chegada do verão. Nele, foram apresentadas a instalação de sirenes no Centro Histórico e na Rua Coronel Veiga, além de 15 ilhas de segurança para abrigar a população durante as inundações. Já as sirenes, vão ser acionadas quando a evacuação for necessária.
De acordo com o empresário Sergio Maiworm, com prejuízo de quase um milhão de reais, a papelaria Semadri realizou uma obra de reforma após a enchente. No estabelecimento foi instalada a comporta elétrica de suspensão, que foi trazida de São Paulo. O modelo tem 1,80m de altura e é considerado ideal no caso de alagamentos.
“A gente torce que não dê outra enchente na mesma proporção, e espero nunca precisar testá-la. Mas acredito que essa comporta vai me ajudar muito”, disse o empresário.
Para o empresário Sergio Maiworm, aderir a comporta foi importante para os estabelecimento, já que ele acha que as medidas apresentadas pela Defesa Civil não são tão eficientes.
“Eu concordo em partes com as medidas, por exemplo, as rotas de fuga, é obvio que se a pessoa tiver que sair, ela precisa ir para lugares mais altos. Eu não tive necessidade de fazer treinamento nenhum, justamente por causa da comporta que foi instalada. Todos os dias ela fica abaixada quando saímos da loja para não ter problemas com chuvas repentinas e se a tragédia for em horário comercial, só precisamos abaixá-la”, finalizou Sergio.

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