Responsáveis do Centro de Moda e Serviços na Rua Teresa pediram ajuda do município para reativação do espaço

O Centro de Moda e Serviços da Rua Teresa localizado na Rua 24 de maio em Petrópolis, está em situação de abandono. Segundo o presidente do local, Addison Menezes, o prédio foi disponibilizado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro em 2006 para a prefeitura de Petrópolis, por meio de uma concessão com validade até o ano 2016. O espaço era usado para atender o arranjo produtivo e comercial da Rua Teresa, e está com o primeiro andar fechado há nove meses, depois de ser atingido por um deslizamento de terra.

Desde então, comerciantes, lojistas e empresários do principal polo de moda da cidade, têm sido prejudicados e pedem que os responsáveis tomem providências. Apesar do local comportar a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e o Centro de Informações Turísticas, a prefeitura de Petrópolis informou que não é responsável pelo imóvel e que a reforma não é de responsabilidade do município.

]“Nós do Centro de Moda não temos dinheiro e através de reuniões e ofícios pedimos ajuda a prefeitura, já que eles também utilizam o espaço, para nós colocarmos o espaço aberto em condições de receber o público. É uma vergonha que a cidade não consiga colocar em condições estáveis um imóvel em uma rua tão importante”, disse o presidente.

Através de ofícios, o presidente do Centro de Moda e Serviços, Addison Menezes e a presidente da Associação da Rua Teresa (ARTE), Denise Fiorini, recorreram ao governo municipal diversas vezes, para que as restaurações sejam realizadas, para que funcionários da Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep) façam a limpeza dos banheiros, e para que a concessão seja renovada.

“Mesmo antes da tragédia nós tínhamos reuniões com o secretário de desenvolvimento e a secretária de turismo para falar sobre as condições da Rua Teresa. Depois das tragédias, as reuniões continuaram, de 15 em 15 dias e todas as reuniões eu enviada ofícios pedindo para que fossem feitas reformas aqui. Como que, a Rua Teresa, que é o maior empregador da Serra Fluminense não tem um banheiro público? Isso é muito feio, denigre a imagem de Petrópolis como uma cidade que quer ser turística”, desabafou a presidente da ARTE, Denise Fiorini.

De acordo com Addison, apesar da prefeitura estar funcionando no imóvel antes da tragédia, nunca houveram contribuições com a manutenção do local. “Infelizmente nem mesmo após a catástrofe, que era uma ocasião em que a prefeitura teria obrigação”, relatou.

Além das diversas manutenções internas que foram solicitadas em ofício para a prefeitura, os responsáveis pelo edifício também pedem o conserto dos bueiros na parte externa do prédio. Atualmente os equipamentos estão tampados com pedaços de madeira.

Agora, os empresários aguardam a resposta do poder público para que o prédio seja revitalizado.
“Da nossa parte não é falta de carinho! A gente tem muito amor por este edifício, isso foi uma conquista de muitos empresários, esse prédio que era uma delegacia horrorosa foi conquistado através do esforço de empresários. Não podemos deixar isso correr pelas mãos e perdemos o edifício”, finalizou o presidente do Centro de Moda e Serviços, Addison Menezes.

Até o momento, o Governo do Estado do Rio de Janeiro ainda não se pronunciou sobre o caso.
Questionada sobre os ofícios e porque não foram respondidos, a prefeitura de Petrópolis não se pronunciou.

Por Gabriel Faxola

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