Nova delegada da 105ª Delegacia de Polícia deseja ampliar trabalho de proteção a mulheres vítimas de violência

A nova delegada da 105ª Delegacia de Polícia de Petrópolis, Cristiana Onorato, trabalhou por anos na proteção de mulheres vítimas de violência. E ela disse que pretende aplicar toda essa experiência em Petrópolis, para diminuir os índices na cidade. A delegada atuou em duas Delegacias de Atendimento à Mulher, nas regiões de Duque de Caxias e São Gonçalo. Além disso, ficou seis meses à frente da Subsecretaria de Políticas para Mulheres, do Governo do Estado. Lá, ela tinha como um dos principais objetivos fomentar políticas públicas para as mulheres.
“Eu estava de um lado, antes numa Delegacia de Atendimento à Mulher, onde a gente via chegar as demandas. Depois quando eu fui convidada a estar a frente da Subsecretaria, de fazer as políticas, eu comecei a ver o que podia ser feito para poder atender melhor essas demandas”, explicou a delegada Cristiana Onorato.
Durante o trabalho na secretaria, a delegada teve contato direto com Centros de Atendimento à Mulher e casas de abrigo. De acordo com Cristiana, ela pretende trazer esta experiência para Petrópolis, para auxiliar na queda dos índices de violência na cidade, que já possui um Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (NEAM). “Aqui não vai ser diferente. O combate à pedofilia, ao abuso e outros, eu trato com muito carinho. O nosso Núcleo de Atendimento, a mulher é atendida dentro de uma delegacia por mulheres e pessoas capacitadas especialmente para esse atendimento à mulher”, disse a delegada.
A delegada trabalhou em diferentes frentes, combatendo a violência contra a mulher. E enquanto estava à frente da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, localizada no Rio de Janeiro, atuou em um caso de grande repercussão no Brasil. A delegada esteve à frente da investigação do estupro coletivo contra uma adolescente, ocorrido no ano de 2016, na Zona Oeste do Rio.
Até julho deste ano, o Brasil contabilizou 31.398 denúncias e 169.676 violações envolvendo a violência doméstica contra as mulheres, de acordo com dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Porém, a subnotificação de casos preocupa. De acordo com o Ministério, o número de casos de violações aos direitos humanos de mulheres, são maiores do que as denúncias recebidas e cerca de 70% das mulheres vítimas de feminicídio no Brasil nunca passaram pela rede de proteção.
“Os índices são muito maiores e há uma subnotificação muito grande. Esse tema é muito importante porque a violência doméstica ela não é só entre marido e mulher. Isso causa prejuízo no ambiente de trabalho, além do trauma entre a família. Eu gosto de atuar nesse tema e vou continuar aqui em Petrópolis”, disse a delegada titular da 105ª DP.

Por Raphaela Cordeiro

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