Petropolitana está há um ano e meio buscando solução após placa de moto ser clonada

Já imaginou ter uma moto e não poder utilizá-la? Esta é a situação que uma petropolitana está enfrentando há um ano e meio. A professora Flávia Bento está a todo esse tempo em busca de uma resolução para o seu problema. Em junho de 2021, ela decidiu vender a motocicleta, que já tinha a aproximadamente um ano. Após realizar a venda, quando o veículo estava sendo transferido para o novo dono, foi verificado que a placa havia sido clonada por uma pessoa no estado do rio de janeiro.

Por conta da placa clonada, Flávia já levou sete multas de valor alto. Ela conta que conseguiu recorrer a cinco delas e agora, ainda faltam duas. Flávia disse ainda que a preocupação é que, com a placa clonada, a pessoa possa cometer mais crimes. “Isso é perigoso né? A placa está no meu nome. Essa pessoa que clonou a placa pode realizar um assalto ou outro crime”, disse Flávia.

De acordo com a professora, todas as taxas exigidas pelo Detran para a execução da nova placa já foram pagas e o órgão já foi procurado presencialmente, através do telefone e também por e-mail. Flávia já abriu também um Registro de Ocorrência na 105ª Delegacia de Polícia, no Retiro, uma perícia foi realizada e foi constatado que a motocicleta é a correta e realmente teve a placa clonada.

A última informação que ela conseguiu, repassada pelo Detran, é de que falta apenas a execução da nova placa, porém, o órgão não informou o prazo em que o problema será resolvido. A nova placa já foi validada, o número de série já foi repassado, porém, a placa não foi executada e por isso, o veículo está sem documentos. Hoje, tanto Flávia quanto o novo proprietário estão proibidos, pela polícia militar, de circular com a motocicleta.

“A última vez que o novo proprietário foi parado em blitz, o policial subentendeu que ele poderia ter sido a pessoa que clonou a placa da moto. Ele poderia ser preso. A moto foi apreendida, foi pro pátio do Morin e ele poderia ser preso. Eu fui na Delegacia de Itaipava e ele não foi preso. Mas precisamos retirar a moto sem documento, foi um esforço muito grande, porque o Detran não libera. Já imaginou? 138 reais por dia, já que o Detran não resolve?”, disse.

Após este episódio, o novo proprietário foi liberado e foi necessário efetuar o pagamento da diária da moto no pátio do Detran, que fica no Morin. E enquanto não há previsão para a finalização do processo, Flávia já esgotou os recursos e não sabe mais a quem recorrer. “Eu estou em prejuízo total. Fora o aborrecimento que a gente não calcula com valor e as taxas que eu já paguei. A minha parte eu já fiz, eu gostaria que o Detran fizesse a parte dele”, disse a professora.

A equipe da TV Correio da Manhã procurou o Detran para entender o motivo desta demora, mas até o fechamento desta edição não houve retorno. A Polícia Civil também foi procurada, mas não retornou.

Por Raphaela Cordeiro

Compartilhe!

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.