Ônibus da viação Petro Ita gera transtornos na 24 de Maio
A volta para a casa para os moradores da Comunidade 24 de Maio foi difícil neste dia 21 de dezembro, quando o ônibus da linha 427, da empresa Petro Ita, apresentou problemas e quebrou em frente ao mercadinho Delei, causando mais uma vez um problema que o bairro mais enfrenta: o sucateamento do transporte público da região.
Segundo Cristine Lima, balconista do mercado, que estava presente no momento da quebra do ônibus, por volta das 18h15, o transtorno se estendeu até à noite. “Gerou um trânsito, mas conseguiram se organizar, porque o que mais atrapalhou, além do ônibus, foram os carros estacionados em frente à calçada que pega parte da rua. Mas demorou pra eles consertarem. Nós fechamos por volta das 21h e o ônibus ainda estava parado aqui e o ônibus quebrar não é de hoje”, relata. E a balconista cobra uma solução.”A Petro Ita precisa se responsabilizar com isso”.
Quem também estava no momento, era o morador Silvio Fidelis, conhecido como Silvio do Gás. ” A Petro Ita tem sido uma vergonha. Antigamente os carros eram novos, não tinha problema, hoje em dia, onde você vai é ônibus quebrado, infelizmente. Se você não tem uma ferramenta de trabalho decente, como você vai trabalhar?”, reclama. Quanto aos problemas de trânsito que a região também enfrenta, Silvio conta que acredita que veículos particulares também são parte do problema. “O ônibus não quebra todo o dia. O que gera trânsito é muitos motoristas cortam caminho pela 24 de Maio, virou rota de fuga para muita gente que quer sair do trânsito do centro”.
Marco Antônio Ribeiro, comerciante da região, ressalta a sensação de abandono. “A Petro Ita não renova suas frotas e a gente paga por isso. A Prefeitura, automaticamente, precisa se responsabilizar e cobrar da empresa que ela cedeu a concessão. Além disso, vamos ter as obras de encostas abandonadas, que eram emergenciais. Não vemos nenhum político da cidade fazendo algo pela 24 de Maio ou nos informando. A sensação no bairro é um abandono”.
Aposentada que vive há anos na região, Heloisa Helena Funchal conta como tem sido perigoso pegar os ônibus que atendem a região. “Eles consertam um ônibus, daqui a pouco o ônibus quebra de novo e isso nos coloca em risco. Ontem, eu não estava na rua, mas o ônibus quebra muito aqui. A Petro Ita tem que dar um jeito nisso, junto com a prefeitura”.
Além disso, Sara Marisa que é educadora infantil e diariamente utiliza do transporte público, ressalta a falta de higiene e do mau atendimento. “O ônibus é sujo, certa vez o motorista parou no meio da rua em frente ao Itaú da Rua do Imperador e os idosos tiveram que passar pelo meio da via para entrar no ônibus, além de ser somente um ônibus que passa de meia em meia hora, ele é superlotado. Outro dia, todos os passageiros tiveram que descer no início da 24 de Maio para subir a pé porque o ônibus estava com problemas no freio”, desabafa.
O Correio Petropolitano entrou em contato com o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Petrópolis (Setranspetro) mas até a publicação desta matéria, não obtivemos resposta.
Por Darques Junior

