Petrópolis contrata mais homens do que mulheres segundo Novo Caged
Apesar de, segundo o IBGE, viverem em Petrópolis quase 155 mil mulheres e pouco mais de 152 mil homens, duas mil mulheres a mais do que homens, a cidade não registrou em nenhum mês mais mulheres contratadas do que homens, desde 2020, quando Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) passou por uma atualização e foi substituído pelo Novo Caged, do Ministério da Economia, que gera as estatísticas de emprego formal por meio de informações captadas do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial).
O novo Caged contabiliza mensalmente as admissões e demissões em todo o país, e o saldo de geração de novos empregos que é a diferença entre os dois. Apesar das mulheres terem ficado um passo atrás dos homens no total de contratações nos últimos três anos, o último mês marcou um saldo de geração de empregos para mulheres melhor do que para os homens, foram 278 novos empregos ocupados por mulheres e 128 ocupados por homens.
No quadro geral, do mês de novembro, 1.306 homens e 1.154 mulheres foram contratados e 1.178 homens e 876 mulheres desligados. O último mês em que o saldo de contratações e demissões das mulheres havia sido melhor que o dos homens foi em dezembro de 2021, quando foram registrados o fechamento de mais postos de trabalho para os homens do que para as mulheres; para eles foram menos 262 vagas e para elas, 257 vagas. Em fevereiro de 2022, foi registrado a maior taxa de geração de empregos para ambos os sexos este ano, quando a taxa de geração de empregos para o sexo masculino atingiu 987 e a feminina 348, uma diferença alarmante de 639 novas vagas de trabalho entre os dois sexos.
Foram 2.068 homens e 1.210 mulheres admitidos, e desligados foram 1.081 homens e 862 mulheres.
A universitária Maria Eduarda Gouveia disse que a posição que a mulher ocupa no mercado de trabalho ainda é preocupante.: “Acaba prejudicando muito o mercado de trabalho para as mulheres, porque elas se preparam, se formam e muitas vezes não são contratadas, porque as empresas acabam optando por homens e muitas mulheres acabam aceitando outros empregos que não são o que elas querem ou que elas se prepararam. O mercado fica mais centrado para os homens e as mulheres acabam sendo desvalorizadas”, avalia.
Por Guilherme Mattos/Foto: Agência Brasil

