CDDH Petrópolis ainda está recebendo doações para a campanha SOS Petrópolis
Raphaela Cordeiro
Com as chuvas de fevereiro e março, o Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH) de Petrópolis criou a campanha SOS Petrópolis. A campanha focou na arrecadação de mantimentos para as famílias que foram diretamente afetadas e precisaram de assistência durante o ano de 2022. Iniciado o ano de 2023, o CDDH ainda está recebendo doações para a campanha que pretende continuar auxiliando as famílias. A campanha teve início na noite do dia 15 de fevereiro e segue até hoje.
“No dia seguinte ao dia 15 de fevereiro, a nossa casa estava ocupada de voluntários, ocupada de doações e a gente não parou em nenhum dia. A gente recebeu todos os dias de doação. Recebemos água, higiene, limpeza, roupa, colchonetes, fraldas, leite e todos os itens. A gente conseguiu, com muita ajuda, auxiliar muitas famílias”, disse a assistente de coordenação do CDDH, Flávia Valadares.
O SOS Petrópolis trabalhou na arrecadação e distribuição de donativos para pontos de apoio, abrigos, lideranças comunitárias, associações de moradores e diretamente para pessoas cadastradas pela instituição. A distribuição de cestas básicas foi mantida até o mês de dezembro de 2022, nas comunidades, e agora, a instituição segue com o recolhimento de doações para continuar auxiliando estas famílias.
Em novembro de 2022, o CDDH comemorou 40 anos de existência e a popularidade do centro ajudou muito na arrecadação das doações. Os donativos ainda podem ser doados de forma presencial na sede do CDDH que fica na Rua Monsenhor Bacelar, número 400, no Centro, ou através do Pix no CNPJ: 27.219.757/0001-27.
Para a assistente de coordenação do CDDH, os petropolitanos não podem se entregar à conhecida síndrome do céu azul. “A gente fala muito dessa síndrome do céu azul porque, passou dois ou três meses da tragédia, as doações vão diminuindo porque as pessoas acham que a situação já foi resolvida. O que deveria acontecer… acham que já não tem mais ninguém morando em área de risco e que já está todo mundo seguro e tendo total assistência, com alimentação adequada, e isso não é verdade. O diagnóstico da nossa cidade é muito preocupante”, disse Flávia.
Foto Arquivo CDDH

