Rua Washington Luiz registra deslizamento de terra na manhã desta segunda-feira

Na manhã desta segunda-feira (30), um deslizamento de terra atingiu a Rua Washington Luiz, no centro de Petrópolis. A barreira deslizou da Servidão Walter Medeiros, na altura do número 639. O incidente foi registrado por volta das 6h30, devido a chuva que atingiu a cidade no domingo. Apesar dos transtornos ninguém ficou ferido e nenhuma das seis casas existentes na servidão foram atingidas. Mas o fornecimento de água da região foi prejudicado.

Por conta do deslizamento, o trânsito funcionou em meia pista para todos os veículos, com sistema de pare e siga. De acordo com o Setranspetro, as linhas de ônibus que passam pela Washington Luiz operaram com atrasos nesta manhã.

De acordo com os moradores, os problemas na região vão muito além do deslizamento registrado nesta segunda-feira. A servidão, que é pública, recebe pouca ou nenhuma assistência da prefeitura. Não há iluminação pública, manutenção das escadas e os serviços de capina só são realizados quando contratados de forma particular, pelos próprios moradores.

“Desde a enchente do dia 15 de fevereiro do ano passado, nós estamos sem luz na servidão, que é pública. Desde então eu estou pedindo a iluminação, já liguei duas vezes e nada aconteceu. Aqui fica muito escuro e só tem um poste ligado. Sem contar a capina, que a gente precisa pagar alguém para capinar. A gente está abandonado. Parece que essa servidão não existe”, explicou a aposentada Marcia Cetrangolo.

A servidão Walter Medeiros é pública e desde o dia 10 de maio de 2012, é de responsabilidade da Prefeitura de Petrópolis. No diário oficial do dia 11 de maio de 2012, assinado pelo então prefeito Paulo Mustrangi, foi publicada a Lei Municipal 6.959, denominando a servidão como logradouro público, tornando assim, responsabilidade do município prestar os serviços essenciais na via.

Além disso, desde a tragédia do dia 15 de fevereiro de 2022, a Prefeitura de Petrópolis não divulgou nenhum laudo de segurança sobre a liberação da pista na Washington Luiz, que foi uma das mais afetadas estruturalmente após os alagamentos do ano passado. E mesmo faltando pouco menos de um mês para que uma das maiores tragédias socioambientais de Petrópolis complete um ano, os moradores seguem vivendo na insegurança.

Vera Kreischer é um exemplo disso, após completar 60 anos residindo no local, hoje ela tem o desejo de se mudar. “As autoridades não tomam providência para a população e é perigoso passar nessa rua. Me sinto abandonada. Caem casas, barreiras, as pessoas morrem e parece que eles não estão nem aí. Eu moro aqui a vida toda, desde criancinha e agora eu tenho vontade de ir embora”, disse a aposentada.

A nossa equipe voltou a solicitar os laudos de liberação da Washington Luiz para a prefeitura, como já vem fazendo desde a tragédia do ano passado, mas, mais uma vez, não obtivemos retorno.

Texto e foto: Raphaela Cordeiro

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