Coletiva Feminista Popular assume cadeira na Câmara nesta quinta-feira (2)

Nessa semana, o Deputado Estadual eleito Yuri Moura (Psol) assume uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e libera a vaga de vereador na Câmara Municipal de Petrópolis. A primeira suplência do cargo fica com a Coletiva Feminista Popular, candidatura em conjunto, que se destacou em 2020 trazendo a proposta de coletiva feminista para a cidade onde um grupo de pessoas representam a candidatura. A posse será nesta quinta-feira (02), primeira sessão plenária após a saída de Yuri.

A ideia é uma inovação política recente, e em 2020, ano que a Coletiva Feminista se candidatou, segundo dados levantados por Bárbara Lopes, pesquisadora da PUC Minas, mais de 200 coletivas se candidataram por todo o país, entretanto, apenas duas coletivas foram eleitas no Brasil todo. Apesar de não ter sido eleita em 2020, a Coletiva Feminista de Petrópolis se destacou nas urnas, recebendo 2.561 votos e sendo a 5ª candidatura mais votada no município. Porém quem assumiu como representante do PSOL foi o candidato Yuri Moura que agora vai representar o município na Alerj.

“O grupo, que traz na bagagem uma trajetória de lutas na cidade desde 2014 e tem na figura da professora Julia Casamasso seu nome de registro, vai trabalhar para defender políticas públicas capazes de reduzir a sobrecarga do trabalho do cuidado, que causa o empobrecimento das mulheres trabalhadoras e mães,” comenta a coletiva em nota.

Recentemente, Thais Paiva e Maiara Barbosa, duas das quatro co-candidatas da Coletiva, anunciaram que não faziam mais parte do grupo. Elas informaram que ambas haviam sido excluídas do coletivo no final do ano passado. Julia Casamasso e Cristina Moura, as duas co-candidatas que continuaram, afirmam que a decisão foi um comum acordo entre a Coletiva. Após a polêmica, setoriais e vertentes do Psol expressaram suas opiniões. O PSOL Petrópolis afirmou que “Após o diretório municipal e estadual tomarem ciência da situação envolvendo as co-vereadoras da Coletiva Feminista Popular, convocamos as partes envolvidas para que possamos ouvi-las e nos posicionar sobre o assunto.”

Questionamos o PSOL e os envolvidos do partido, porém não obtivemos resposta.

Foto: divulgação / Por Guilherme Mattos

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