Trabalho das forças de segurança auxilia na redução de ambulantes e pedintes no Centro de Petrópolis

Quem andava pelas ruas do Centro Histórico de Petrópolis há alguns meses atrás dificilmente não era abordado por ambulantes. A quantidade de pessoas vendendo todos os tipos de produtos, inclusive pedintes, assustava moradores e visitantes. Porém, após discussões na Câmara Municipal motivadas por denúncias sobre os casos de assédio, ameaça, intimidação, perseguição e roubo, vindos destes ambulantes e pedintes, o presidente da Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente, das Pessoas com Deficiência e do Idoso, vereador Eduardo do Blog, buscou soluções para o problema.

“Um grupo de pais e mães me procurou com reclamações e denúncias sobre a abordagem aos jovens no Centro da cidade. Eu tive denúncias de uma criança que foi segurada pelo pescoço, para obrigar que ela comprasse. Outra que foi obrigada a fazer um pix. Uma menina de 14 anos que foi assediada por três homens no centro da cidade. Muitas vezes essas pessoas são muito agressivas”, disse o vereador Eduardo do Blog.

De acordo com um levantamento feito pela comissão, a maior parte dessas pessoas não residem na cidade de Petrópolis. Segundo o vereador, estes ambulantes chegam na cidade em ônibus e em vans, geralmente vindos da Baixada Fluminense. Após a audiência, o vereador se reuniu com órgãos de segurança para tratar o assunto.

“Mesmo sendo oposição, o prefeito Rubens Bomtempo abriu as portas da prefeitura e nos ajudou. Nos emprestou a sala de reunião e colocou todas as forças de segurança lá dentro para que eu pudesse relatar tudo o que eu ouvi. Dali, saiu uma série de ações que é visível no dia a dia. O número de vendedores no Centro da cidade que cometem crimes, reduziu de maneira significativa”, disse o vereador.

Após a reunião, foi decidido que um ônibus da Guarda Municipal ficaria posicionado na praça Bosque do Imperador, no calçadão do Cenip, com a finalidade de monitorar o Centro da cidade. Além disso, a Polícia Militar reforçou que as denúncias precisam ser feitas na delegacia, para que seja possível mapear onde está o crime e distribuir melhor o policiamento pela cidade.

Texto e foto Raphaela Cordeiro

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