Brasil registra cerca de 41 mil denúncias contra os direitos humanos só em janeiro de 2023

Dados colhidos pelo ministério dos direitos humanos e da cidadania mostram que cerca de 41.712 denúncias foram realizadas. Destas, 25.649 eram de mulheres que sofreram algum tipo de violência. Na região sudeste, foram feitas 21.578 denúncias. Destas, 13.362 eram mulheres. O Rio de Janeiro foi o segundo com o maior índice de casos contra os direitos humanos, responsável por 5.795 ocorrências. Destes números, mulheres na faixa etária entre 40 a 44 anos foram as maiores vítimas. O estado ficou atrás apenas de São Paulo, que foi responsável por 10.733 casos. No Brasil todo, os dados colhidos pelo ministério dos direitos humanos e da cidadania mostram que cerca de 41.712 denúncias foram realizadas. Destas, 25.649 eram de mulheres que sofreram algum tipo de violência.

Para a dona de casa, Viviane Moura, atualmente é difícil não conhecer alguma mulher que já tenha sofrido violência. “Acho que todos conhecem alguém que já passou por situações difíceis como ser agredida. Infelizmente vemos os casos aumentando e nada sendo feito”, disse.

Para Letícia da Silva, atendente de loja, a situação só vai piorar. “A Lei Maria da Penha não funciona. Infelizmente muitas mulheres ainda têm medo de denunciar, justamente porque há uma falta de impunidade para os agressores”, observa.

Os dados mostram ainda que as mulheres consideradas pardas se tornaram as maiores vítimas de crimes contra os direitos humanos, com 1.537 casos. Em seguida aparecem as mulheres consideradas de pele branca, responsáveis por 1.535 ocorrências. As mulheres pretas aparecem em terceiro lugar com 622 casos. Os menores índices ficaram com as mulheres amarelas e indígenas, que respectivamente registraram 17 e 7 denúncias, respectivamente.

A Polícia Militar do estado informou que tem intensificado o trabalho de prevenção por meio da Patrulha Maria da Penha. Inclusive, foi lançado recentemente o aplicativo Rede Mulher para auxiliar no combate ao feminicídio no Rio de Janeiro. O app conta com um botão do pânico, que permite à mulher vítima acionar a emergência 190 automaticamente, e também solicitar medida protetiva. A plataforma possui também o “modo camuflado”, que faz com que a interface do app mude e só seja permitido por meio de login e senha.

A vítima pode cadastrar até três contatos de pessoas que possam socorrê-la em casos de emergência. Os chamados “guardiões” recebem o pedido de ajuda e a localização pelo app WhatsApp. A função foi pensada principalmente para as mulheres que moram em comunidades e se sentem desconfortáveis em acionar a polícia militar. O app pode ser baixado gratuitamente nas plataformas IOS e Android.

Por Larissa Martins

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