Homenagem às vítimas de tragédias ambientais em Petrópolis é promovida no Obelisco

Na manhã desta quarta-feira (15), o Grupo Especializado em Desastres Naturais (Geden) realizou uma cerimônia em frente ao Obelisco, no Centro de Petrópolis, para homenagear as vítimas da tragédia do dia 15 de fevereiro de 2022, que completou um ano hoje. Na ocasião foram colocados no entorno do local, 756 balões como forma de homenagear as vítimas fatais das inúmeras tragédias já registradas no município nos últimos 40 anos. Apenas na de fevereiro do ano passado foram 234 mortos.

“Hoje estamos não só prestando uma homenagem não só as vítimas do ano passado, mas de todas as que trabalhamos desde 1981. Em muitos casos da nossa cidade, tem pessoas que perderam familiares em calamidades diferentes. A nossa cidade vive esses momentos de repetição, e por isso viemos aqui chamar a atenção das autoridades para que eles se unam em conjunto e amenizar o sofrimento da população de Petrópolis”, disse o presidente do Geden, Luís Eduardo Peixoto.

Para a vice-presidente do Geden, Ana Lúcia, falta segurança para a população petropolitana, “É uma falta de coração e humildade para ajudar essas pessoas. É preciso que se coloquem no lugar dessas vítimas, porque só alguém que perde uma mãe ou um filho sabe a dor que é. Estamos falando de mais de 200 pessoas que estão sofrendo a perda de familiares, nós sentimos muito esse descaso na cidade imperial”, explicou.

Durante os meses de fevereiro e março o Geden atuou nas áreas mais afetadas do município. Os trabalhos do grupo foram desde o resgate, a retirada de corpos de vítimas até no gerenciamento de abrigos.

Um ano após os momentos de desespero e tristeza que marcaram Petrópolis, o que restou foi a saudade de quem partiu, os prejuízos dos que perderam tudo e a indignação por quase nada ter sido feito até hoje.

“O momento agora é de união entre os poderes e a população para que possamos fazer protocolos que vão de fato auxiliar a comunidade, os erros são tanto do poder público quanto da comunidade, cada um tem sua parcela de culpa. A gente sempre fala que o melhor remédio para tudo é a prevenção e uma cidade preparada pode evitar sérios problemas”, disse Peixoto.

José Machado, o “01” do Geden explica que é essencial que a população saiba conversar e se ajudar para que nas próximas possibilidades de desastres naturais as sequelas sejam menores, “Temos que ficar em alerta e avisar aos vizinhos, unir toda a comunidade! O mais importante em uma hora dessas é ajudar o próximo, os prejuízos materiais nós vemos depois, mas na hora, o importante é salvar vidas”.

Ana Lúcia diz ainda que é importante que tanto os governantes, quanto a população façam a sua parte, “Se cada um fizer o que é de responsabilidade e colocar a mão na consciência muitas mortes podem ser evitadas. Por exemplo, jogar o lixo em local errado pode acabar ocasionando em um deslizamento e matando seu vizinho. Precisamos cuidar um dos outros e cuidar da natureza”, finalizou.

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