Dia internacional da mulher é celebrado nesta quarta-feira (8)
O dia 8 de março foi escolhido, em meados dos anos 70, pela Organização das Nações Unidas (ONU) para celebrar o dia internacional da mulher. Mais que um dia de festividades, a data simboliza as conquistas das mulheres ao longo dos anos, assim como a igualdade salarial e mais oportunidades de empregos. Traz ainda uma reflexão sobre a luta contra o machismo e a violência doméstica. Por muitos anos mulher foi vista como inferior na sociedade, mas o que é realmente ser mulher?
Para a doméstica, Janete Amorim, ser mulher é um privilégio. “Ser mulher é tudo de bom, sem nossa existência o mundo não teria evoluído tanto. Apesar disso, ainda vejo que em questão de emprego ainda somos muito desvalorizadas”, disse.
A assistente parlamentar, Tânia dos Santos, se sente ainda mais especial na data. “Eu amo ser mulher é o fato de termos um dia só para nós homenagear, faz eu me sentir ainda mais amada. Eu contrapartida, muitas de nós ainda sofre com a violência doméstica, discriminação. Então, na minha opinião deveríamos ter leis mais eficazes para combater esse crime”, relata.
A data ficou marcada pelos protestos e greves que foram realizados por mulheres na Europa e nos Estados Unidos, no séculos XIX. O intuito era se mobilizarem contra a desigualdade de gênero, principalmente no ambiente profissional. Com isso, ao longos dos anos foi proposta a criação do dia internacional da mulher.
Dados do Teste Nacional do Censo Demográfico, de 2022, indicam que as mulheres representam a maior parte da população brasileira, reponsáveis por 51,7% dos habitantes. Já os homens representam 48,3% dos brasileiros. O sexo feminino também lidera as estatísticas de violência no país. O Ministério dos Direitos Humanos e da cidadania contabilizou, só neste ano, 18 casos de violência contra a mulher, em Petrópolis. Destes, 12 ocorrências foram denunciadas às autoridades.
A advogada, Vivian Palafoz, explica sobre as leis que protegem as mulheres. “As Leis do Feminicídio e da Maria da Penha são as principais criadas com o intuito de proteger as mulheres. Qualquer crime cometido pela mulher, pelo fato de ser do sexo feminino, o código penal aplica uma qualificadora. Ela aumenta a pena do crime dependendo do ato cometido pelo agressor. Apesar das falhas no serviço, há um maior índice de eficácia. As vítimas estão sendo amparadas”, explica a especialista.
A advogada reforça ainda a importância da criação de políticas públicas. “Precisamos de políticas públicas para que haja a fiscalização nas casas das vítimas. Os poiciais buscarem saber se as vítimas ainda vivem em situação de risco e protegê-las”, conclui.
O boletim “Elas vivem: dados que não se calam”, lançado na última segunda-feira(6) pela Rede de Observatórios da Segurança, registrou 2.423 casos de violência contra a mulher em 2022, no Brasil. Destes, 495 foram casos de feminicídio. São Paulo e Rio de Janeiro têm os números mais preocupantes, responsáveis por quase 60% do total de casos.
Por Larissa Martins/Foto: Pexels

