Feirantes se preocupam com atos de vandalismo após lixeiras serem incendiadas na Rua da Feira, em Petrópolis

No último fim de semana 14 lixeiras foram incendiadas na Rua Souza Franco, mais conhecida como Rua da Feira, em Petrópolis. Os atos de vandalismo praticados contra os equipamentos públicos têm se tornado cada vez mais frequentes em Petrópolis. O crime, assusta os feirantes que expõem seus produtos a tantos anos na região. “Não é a primeira vez que isso acontece. Há um tempo atrás pessoas em vulnerabilidade social fizeram uma fogueira aqui para esquentar a comida. Isso causa um mal estar para o feirante e para o freguês, pois são lixeiras que ficam abandonadas aqui e o espaço é frequentado por essas pessoas que dormem aqui.”, disse o produtor e feirante, Sergio Lage.

“Esses vandalismos nos atrapalham muito, porque a gente junta o lixo todo da feira ali. As pessoas destroem as lixeiras e a gente não tem onde depositar o lixo. Nos atrapalha demais. A gente depende dessas lixeiras”, disse a feirante Juliana de Oliveira.

A situação vem se tornando cada vez mais comum na cidade. Só nos dois primeiros meses deste ano, a Companhia de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep) já realizou a troca de mais de 100 coletoras de lixo. De acordo com a Companhia, entre janeiro e novembro do ano passado, mais de 1.200 equipamentos, entre coletoras de lixo e lixeiras, e mais de 80 bancos, que foram quebrados, furtados, queimados ou deteriorados no município, precisaram ser substituídos.

Outra queixa dos feirantes é o mal estado de conservação dos banheiros que é disponibilizado para a utilização tanto dos trabalhadores, quanto dos clientes. São portas e mictórios quebrados há mais de um ano. Os banheiros ficam no prédio da administração da feira, que também está em situação precária. De acordo com os feirantes, o prédio não recebe reforma desde 2005.

“Já era para ter sido feita uma reforma nos banheiros há mais de um ano. O que mais aborrece a gente é que sabe que existe dinheiro para reformar, mas não é feita. A gente fica sem o banheiro que atende, pelo menos, 300 trabalhadores por dia, fora a clientela. É um abandono total. A gente chega 3h e sai 15h, são 12h precisando desse banheiro nessas condições”, disse Sergio.

Ainda de acordo com a Comdep, cada lixeira coletora com rodinha queimada no último fim de semana, custa em média R$ 300. No total, os atos de vandalismo geraram um prejuízo de mais de R$ 4,2 mil para a Companhia. A Prefeitura de Petrópolis afirmou que, apesar do constante esforço em repor os equipamentos, algumas vias já não contam mais com o benefício, por conta dos atos de vandalismos que destroem as lixeiras, deteriorando o patrimônio público. A população pode contribuir apresentando as denúncias sobre atos de vandalismo e irregularidades pelo telefone da Comdep: 2292-9500.

Texto e foto por Raphaela Cordeiro

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