Prefeito Rubens Bomtempo é um dos alvos da operação que investiga possível fraude em licitações no município de Petrópolis

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) , realizou nesta quarta-feira (29) a Operação “P II” para cumprimento de mandados de busca e apreensão, em Petrópolis, expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). O prefeito Rubens Bomtempo é um dos alvos da operação que investiga possível fraude em licitações no município.

A operação faz parte de um procedimento aberto pelo MPRJ a partir de uma investigação da Polícia Civil de Petrópolis que apura crimes de corrupção em licitação e formação de organização criminosa que atua na região. Os agentes estiveram na manhã desta quarta-feira na sede da prefeitura, na residência do prefeito Rubens Bomtempo, na garagem de ônibus da Cidade das Hortênsias e endereços de nomes ligados à operação.

A ação contou com participação de Promotores de Justiça, Agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ, da Polícia Civil e de oficiais de Justiça do TJRJ, num total de 8 equipes. A operação é da Assessoria Originária Criminal (AOCRIM), ligado ao gabinete do Procurador-Geral de Justiça do Rio, Luciano Mattos. O procurador solicitou as buscas ao judiciário porque Bomtempo tem foro por estar à frente da Prefeitura de Petrópolis.

A operação investiga se houve fraude em relação à troca de responsabilidade de oito linhas do Vale do Carangola, que, em julho de 2022, foi passada da Viação Cascatinha para a Cidade das Hortênsias. A troca foi feita pelo prefeito Rubens Bomtempo com a justificativa das quebras constantes nas linhas que operavam no bairro.

A nossa equipe teve acesso, com exclusividade aos nomes dos envolvidos na operação: além do prefeito Bomtempo, Jamil Sabrá ex-presidente afastado da CPTrans, e seu irmão Bernardo Sabrá, além dos sócios da Cidade das Hortênsias Liliane Salvini e Carlos Salvini. Nos endereços, as equipes da operação apreenderam documentos e equipamentos eletrônicos. Em agosto do ano passado, uma operação cumpriu mandados de busca e apreensão ligados ao então presidente da CPTrans, Jamil Sabrá, quando foram apreendidos mais de R$ 89 mil em espécie. Jamil foi afastado do cargo, assim como seu irmão Bernardo Sabrá que ocupava um cargo no Instituto Rio Metrópole.

A nossa equipe procurou o Sindicato das Empresas de Ônibus de Petrópolis (Setranspetro) em busca de um posicionamento, mas até o fechamento desta edição, não obtivemos resposta. Também solicitamos um posicionamento da Prefeitura de Petrópolis e dos irmãos Sabrá, mas não fomos respondidos.

Comissão de Transportes na Câmara

O presidente da Comissão de Transportes da Câmara Municipal de Petrópolis, Hingo Hammes, informou que ainda está aguardando mais informações sobre a operação. “A gente precisa analisar as informações ainda, que estão bem truncadas e nós não temos muitos detalhes da operação. É em relação ao transporte público, que vem dando uma série de problemas na cidade. Nós vamos acompanhar, sem nos precipitar e olhar com atenção tudo o que está envolvido na operação”, disse Hingo.

Segundo ele, não está descartada a possibilidade de criação de uma CPI ou comissão específica para analisar o assunto. “Provavelmente a operação é em função da troca feita nas linhas do bairro Carangola. Mas precisamos pegar todas as informações com mais detalhes para saber o próximo passo. Não está descartada nenhuma CPI ou nenhuma comissão. A gente só precisa ter o cuidado de tomar as ações certas, com as informações certas”, disse o vereador.

Por Raphaela Cordeiro/Foto: TVC

Compartilhe!

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.