GT de prevenção à violência nas escolas faz primeira reunião
O Grupo de Trabalho (GT) Multidisciplinar de Prevenção e Enfrentamento à Violência nas Escolas fez, na sexta-feira (14), a primeira reunião. O grupo reúne órgãos da Prefeitura e outras instituições, também envolvidas com a segurança das escolas. Participaram dessa primeira reunião diversas secretarias da Prefeitura, CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), Polícia Militar, Ministério Público, Conselho Tutelar, Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação) e o sindicato das escolas particulares.
As reuniões serão semanais. No encontro, os participantes apresentaram propostas e, de uma maneira geral, argumentaram que armar as escolas não é a solução. O grupo falou sobre a importância de ações de promoção da cultura da paz nas escolas.
“A escola não tem que ser enclausurada, mas tem que ter regras mínimas de segurança. Segurança pública está muito longe de ser só policiamento na rua”, disse Ursula Curi (tentente do 26º BPM).
“A presença de policiais armados nas escolas gera um desconforto entre as crianças, na cabecinha delas. Os estudantes ficaram muito afetados de domingo para segunda por conta da internet. Precisamos contar com a presença das famílias nesse diálogo”, relatou Maria Elisa Badia (Sinepe – Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Rio de Janeiro).
“A mediação de conflitos não traz a bandeira da solução de todos os conflitos. O conflito é inerente ao ser humano. O que temos que fazer é que os nossos conflitos em conflito com o conflito do outro não gerem uma grande confusão”, disse Elsie-Elen (coordenadora do Petrópolis da Paz).
A secretária de Educação, Adriana de Paula, anunciou medidas de curto, médio e longo prazo tomadas pela Prefeitura para a prevenção à violência nas escolas.
São elas: câmeras em todas as escolas; integração dessas câmeras ao Cimop (Centro Integrado de Monitoramento e Operações de Petrópolis); a instalação do botão do pânico nas escolas (para acionar autoridades em caso de necessidade de ajuda); investimento na Ronda Escolar; a retomada do programa ProPaz (Promotores da Paz); uniforme para todos os alunos e funcionários (para que um visitante seja mais facilmente identificado); ampliação do quadro de profissionais multidisciplinares na promoção da cultura da paz (psicólogos, assistentes sociais etc.); ampliação do programa Petrópolis da Paz; o fortalecimento do programa Todos Contra o Bullying; e a mediação escolar de conflitos.

