Uma semana após rolamento de pedra que atingiu casas no Bonfim, moradores temem que novo bloco rochoso atinja residências
Uma forte chuva caiu na madrugada do dia 19 de abril, em Petrópolis. Na manhã daquela quarta-feira, a Defesa Civil foi acionada para cinco ocorrências. Entre elas, um registro de ocorrência de avaliação de risco geológico, em Corrêas. Na ocorrência em questão, pedras rolaram na região do Bonfim, atingindo seis casas da localidade. Na ocasião, ninguém ficou ferido. Naquele dia a Defesa Civil interditou os seis imóveis atingidos pelo bloco rochoso ou por fragmentos do bloco.

Mais de uma semana se passou e outros moradores que vivem na região, estão preocupados com uma outra pedra que, segundo eles, ameaça cair, colocando casas e pessoas em risco. “A Defesa Civil veio, tirou as famílias, ótimo. Mas até agora, não nos deram uma posição e estamos preocupados porque ainda tem uma pedra lá em cima que ameaça cair. Eu gostaria que a Defesa Civil e os órgãos competentes viessem dar uma solução imediata. O ideal seria implodir aquela pedra, para evitar o problema. Bonfim é todo montanhoso, acontece de deslizar pedras. Dessa vez não tivemos vítimas, mas até quando?”, disse Roberto Martins, presidente da Associação de Moradores do Bonfim.
O presidente da associação e outros moradores subiram até o local de onde o bloco rochoso deslizou. Segundo eles, existe uma outra pedra no local, de aproximadamente duas toneladas, que está solta e que, ameaça cair, podendo atingir outras casas. “Essa pedra aqui que, aparentemente, tem umas duas toneladas, ela parece estar bem solta. A gente fica preocupado. A gente pede que essa pedra seja detonada e pede ajuda da Defesa Civil”, disse Roberto.
Ainda de acordo com os moradores, nenhum geólogo da Defesa Civil subiu até o local do deslizamento das pedras para verificar o risco. Segundo eles, a equipe esteve apenas nas casas atingidas para realizar a interdição dos imóveis, mas não avaliou outros possíveis riscos.
Procurada pela nossa equipe, a Defesa Civil informou que a equipe técnica fez uma modelagem do relevo do local através de um mapa de declividade e um modelo digital de elevação, e inspeções visuais. Essas informações auxiliam na rápida identificação de risco e resposta aos moradores. Ainda segundo a secretaria, uma etapa de avaliação para identificação de risco de possíveis novos rolamentos da encosta mais detalhada está em fase de desenvolvimento, entretanto, demanda mais tempo e mais recursos técnicos.
Texto e fotos por Raphaela Cordeiro

