Após muro de contenção ceder, casas correm risco de serem arrastadas no Quitandinha
Durante as chuvas de fevereiro de 2022 registradas em Petrópolis, os moradores da Rua São Paulo, no Quitandinha, foram muito prejudicados. Um muro de contenção que existia no local foi arrastado pela água, assim como parte de uma casa. Além disso, a passarela que dava acesso às moradias também cedeu. Mesmo após um ano nenhuma obra foi realizada na região. Com isso, quem ainda vive nas áreas afetadas se arrisca diariamente para conseguir chegar as próprias residências.

Alexandre Ferreira, auxiliar de serviços gerais, que mora na localidade pede ajuda ao poder público. “No dia 15 de fevereiro a primeira barreira caiu na pedreira do outro lado da rua, onde um homem foi morto. Cerca de meia hora depois ouvimos um estrondo e levamos um susto. Foi quando saímos de casa e percebemos que a passarela e o muro haviam deslizado e levado parte da casa do vizinho. Nessa casa não tinha ninguém na hora, mas os destroços atingiram as casas debaixo e quase custaram a vida de uma idosa que estava em casa. Por sorte, os familiares conseguiram tirar ela por uma brecha que ficou quando a casa foi atingida. Na época, o prefeito Rubens Bomtempo veio avaliar a situação, a Defesa Civil interditou e ficou por isso mesmo. Mais de um ano depois, ainda vivemos com medo, mas não temos para onde ir. A prefeitura deveria olhar para essa situação como prioridade também”, disse.
O cenário de destruição iniciou com uma simples rachadura no chão das casas. Aparentemente inofensiva, mas que foi capaz de levar um muro inteiro barranco abaixo. Na tentativa de tentar impedir que as casas também fossem arrastadas, os moradores tamparam as fissuras com cimento.
Documentos comprovam que a Defesa Civil de Petrópolis vistoriou o local em maio de 2022. Mas segundo Alexandre, funcionários da prefeitura afirmam que o município não tem dinheiro para realizar obras na região. A informação surpreendeu os moradores, tendo em vista que de acordo com o portal da transparência da prefeitura entre março e abril de 2022, foram repassados R$ 1.392.378,99 pelo Ministerio do Desenvolvimento Regional, para serem utilizados na recuperação de vias públicas, pontes e guarda corpos.
Alexandre conta que se nada for feito outras casas podem ceder e uma nova tragédia será registrada. “O muro está cedendo cada vez mais e vai levar todas as casas barranca abaixo. Algumas estão interditadas e outras não. Os moradores foram embora com medo de perderem a vida. É necessário que mais pessoas morram para que os órgãos públicos tomem uma atitude a respeito?!”, lamenta o morador.
Até o fechamento da matéria a prefeitura não se posicionou.
Por Larissa Martins/Fotos: TVC

