Crise na CPTrans: busca e apreensão e troca de diretoria

Fernando Badia não é mais o diretor-presidente da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans), ele deixou o cargo na última sexta-feira (28). De acordo com a coordenadoria de comunicação da Prefeitura, por “questões pessoais”. Quem responde interinamente pela Companhia, e acumula mais uma função, é o secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Damasceno, que é presidente de Administração da Companhia.

Esta é a terceira troca de presidência na pasta durante a gestão Rubens Bomtempo. Quem começou em 18 de dezembro de 2021 foi Jamil Sabrá, que foi afastado em julho durante a Operação Clean. Jamil é investigado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e Polícia Civil, que apuram um esquema de superfaturamento e desvio de recursos na CPTrans. 

Com a saída de Jamil, quem assumiu foi Badia, em julho de 2022. E não demorou muito tempo para a Companhia ser alvo de uma nova operação. MPRJ e Polícia Civil investigam a formação de uma organização criminosa e favorecimento em contratos entre a Prefeitura e a empresa Cidade das Hortênsias. A busca e apreensão foi realizada na sede da Prefeitura, na casa do prefeito Bomtempo e na sede da empresa. 

A troca de chefia não anunciada em uma das pastas mais importantes do governo confirma mais uma vez o que as operações de busca e apreensão já vinham sinalizando: uma crise interna na companhia. Recentemente o prefeito Rubens Bomtempo anunciou a realização de um concurso público para a CPTrans, que talvez não saia da promessa, com a sequência de vexames que o governo vem fazendo. 

Já Thiago Damasceno começou este governo como coordenador de Planejamento e Gestão Estratégica, e em março deste ano assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Foto: arquivo TVC

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