Apesar do fim da pandemia, alguns cuidados devem permanecer

Foram três anos, um mês e 25 dias de pandemia e que chegaram ao fim na última sexta-feira (5), após a Organização Mundial da Saúde (OMS), declarar que a covid-19 não se configurava mais como uma emergência de saúde pública internacional. A medida foi tomada durante a 15ª sessão deliberativa da OMS.

Foram períodos de incerteza, de tristeza, de locais e grandes centros, completamente vazios. De acordo com a OMS, foram 765 milhões e 200 mil casos da doença, confirmados e quase sete milhões de mortes registradas. No Brasil, o primeiro caso de covid-19 foi registrado no Estado de São Paulo, no dia 26 de fevereiro de 2020.

De acordo com o Ministério da Saúde, foram mais de 37 milhões de brasileiros que contraíram a doença e cerca de 700 mil, que perderam a batalha contra o vírus. Uma doença que não escolheu, cor, raça ou poder aquisitivo. Algo fora do comum e que mudou a vida de muitos. De acordo com o pesquisador e coordenador do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marcelo Gomes, foram momento difíceis e de trabalho árduo. “Foram muitos momentos de tristeza, por conta das perdas e por acompanhar o grande número de óbitos que registramos aqui no país. Apesar do fim da pandemia, precisamos ressaltar que o vírus continua circulando, que ainda gera internações. É preciso informar que a covid, assim como outras doenças, continua e deve ser monitorada”, explica.

A região sudeste foi a que registrou o maior número de casos da doença no Brasil. Até o momento foram mais de 14 milhões e 900 mil contaminados e mais de 337 mil mortes, o equivalente a 48% de todos os óbitos do país. Apesar do fim da pandemia, a preocupação com o vírus continua. Neste mês o Ministério da Saúde ampliou a imunização com a vacina bivalente para pessoas acima dos 18 anos. No país, foram mais de 513 milhões de doses aplicadas.

No entanto, a pasta ainda encontra desafios, para ampliar a cobertura vacinal, principalmente as doses de reforço. No Estado do Rio de Janeiro, 93% da população fluminense acima dos 12 anos, completou o primeiro esquema vacinal. Contudo, apenas 64% desse público recebeu a primeira dose de reforço contra a covid-19, e 22%, a segunda dose de reforço. “A imunização é fundamental para que as internações diminuam. Nós ainda acompanhamos um cenário de baixa cobertura nas crianças. É preciso que todos busquem os postos de saúde para manter a caderneta de vacinação em dia”, afirma Marcelo.

Em Petrópolis, 88,7% da população recebeu a primeira dose, e 84,% , a segunda. Em Teresópolis, 85% receberam a primeira dose e 73,1% a segunda dose. Em Nova Friburgo, 90,1% da população foi imunizada contra o vírus e 84,36% a segunda. Já em Três Rios, os índices de imunização da primeira dose chegaram a 97,5% da população, e 89,2% receberam a segunda. Em Paraíba do Sul, 93% da população receberam a primeira dose do imunizante e 83,6% a segunda. Em Paty do Alferes 96,4% da população foram imunizadas com a primeira dose e 86,4% com a segunda.

por Richard Stoltzenburg/ Foto: Agência Brasil

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