Boletim Prohort aponta queda nos preços de frutas e alta nas cotações de hortaliçasGabriel Faxola

A Companhia Nacional de Abastecimento divulgou em maio, mais um “Boletim Hortigranjeiro” (Prohort). A edição n°05 – vol. 9, do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro, traz mais uma análise da comercialização exercida nos entrepostos públicos de hortigranjeiros, que representam um dos principais canais de escoamento de produtos in natura do país.

A conjuntura mensal é realizada para as hortaliças e as frutas com maior representatividade na comercialização nas Centrais de Abastecimento (Ceasa). Nesta edição, foi constatado que as frutas registraram queda. Na feira livre do Centro de Petrópolis, os consumidores já sentiram a diferença no bolso. “As frutas estão mais baratas, eu por exemplo vim da hidroginástica e ia comprar apenas uma coisa e agora já estou com várias bolsas”, disse a aposentada Regina Célia.

O mamão foi o produto que registrou o maior percentual de redução, registrando uma média negativa de 9,21%; A banana, além da diminuição dos preços, registrou queda na comercialização, torno de 15%; A maçã registrou também queda dos preços e na quantidade comercializada.

Diferente das hortaliças, que registraram um aumento de 34% no preço na média nacional. O movimento preponderante de preços para batata (16,92%), cenoura (3,59%) e tomate (34,69%) foi de aumento. O destaque foram as consideráveis altas nos preços do tomate, depois de registrar quedas durante todo este ano, os preços voltaram a subir de forma unânime e significativa. Em abril, o volume comercializado dentro das Ceasa caiu significativamente, quase 15%, pressionando os preços para cima.

Diferente de outras hortaliças, a cebola registrou uma nova queda de preço em abril, porém em menor intensidade que nos meses anteriores. Apesar da oferta do bulbo ter caído quase 6%, ela ainda se mantém em níveis elevados. Com o bom volume da produção nacional, as importações de cebola no acumulado até abril de 2023 estão bem abaixo das registradas nos dois últimos anos, sendo 30% menor ao de 2022, e 50% inferior ao de 2021, considerando o mesmo período.

Os feirantes da Cidade Imperial afirmaram que, apesar do boletim apresentar alta nas hortaliças, no município os valores estão baixos. Vera Lúcia, explica ainda que houve uma queda no valor devido à falta de mercadoria, porém as vendas continuam baixas. “Durante o período que as frutas estão mais caras, não tem jeito, vai ficar mais caro! O que acontece é que nós diminuímos a quantia de produtos que compramos. As vendas estão fracas, mas também é inverno, já é previsto que diminuam as compras de frutas. Em agosto e setembro, com a mudança de estação as pessoas voltam a consumir”, explicou Vera.

Por Gabriel Faxola/Fotos: Thiago Alvarez

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