Os índices da pesquisa feita pela Organização das Nações Unidas mostram que 85% da população global e 84,45% dos brasileiros têm algum preconceito contra mulheres.

Durante anos as mulheres vêm lutando contra o machismo estrutural, por igualdade e respeito um marco na história atual foi a queima de sutiãs, que aconteceu em Atlantic City , nos Estados Unidos em 1968 onde cerca de 400 mulheres se reuniram e protestaram levantando questões de igualdade de gênero, direitos de participação na política, entre outras questões sociais envolvendo ações arbitrárias contra o corpo feminino. Pesquisas recentes produzidas pelo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) apontam que o preconceito contra mulheres continua ganhando força na sociedade atual tanto no cenário mundial quanto nacional.

De acordo com os dados do PNUD 85% da população global, cerca de 9 a 10 homens e mulheres têm algum preconceito contra mulheres, aproximadamente metade da população mundial acredita que homens são melhores líderes políticos e 40% destacam que homens são melhores para lidar com negócios.

No Brasil os dados da pesquisa mostram que 84,45% da população tem preconceito contra o gênero feminino, a análise destacou a dimensão de violências sofridas por meninas e mulheres nos meios político, educacional, econômico, e de integridade física. No cenário político 39,9% dos brasileiros têm preconceito contra uma mulher no meio, o que reflete na baixa quantidade de parlamentares femininas em cargos de presidência e outras funções de poder dentro da política nacional. Trazendo para o município de Petrópolis, atualmente na Câmara Municipal de Vereadores, somente 2 mulheres atuam na política como vereadoras, sendo que o quadro geral de parlamentares soma 15 no total, ou seja, 13 homens e 2 mulheres.

As vereadoras Júlia Casamasso da Coletiva Feminina Popular, a Presidente da Comissão dos Direitos da Mulher e Gilda Beatriz do Partido Social democrático (PSD) a Vice Presidente da Comissão, falam da necessidade de facilitar os acessos à política para as mulheres já que os partidos não as veem atuando em cargos, mas sim como um meio de dar suporte para eleger os homens. “Temos que tornar a política um lugar confortável e seguro para as mulheres, para que elas queiram participar deste meio efetivamente. Por que a política está em tudo que a gente faz, as mulheres não participam da política em cargos de poder por que elas precisam cuidar de toda uma vida, o trabalho de reprodução, de cuidado, o doméstico entre outras cargas que uma mulher tem dentro da sociedade, fazendo com que elas se afastem desse lugar de poder. Por isso é importante que elas se sintam seguras e tenham acesso às informações em torno deste mundo.” – Júlia Casamasso.

Diante desta situação as mulheres continuam sendo as vítimas do machismo estrutural que está enraizado na sociedade, e para mudar esta questão é necessária uma mudança na visão do corpo social em relação aos direitos, liberdade, e segurança das mulheres na sociedade. Para reforçar esta mudança é preciso que leis e medidas políticas voltadas para igualdade de gênero sejam implementadas.

por Leandra Lima/Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Compartilhe!

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.